sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Eu quero
Quero descrever a morte de quem não entende o que lê. Quero decifrar a estupidez que persiste em léguas, desmorona terras, e ainda assim não sabe o porquê. Quero sorrir perante joelhos dobrados; beijar a companheira que tenho amado, e pedir ao tempo que respeite o jeito que o mundo tende a girar.
Quero que palavras signifiquem o que realmente significam e que pessoas filosóficas abandonem as crônicas optando por René Descartes e sua lógica medieval. Quero que pessoas entendam que seres humanos inventam momentos que nunca deveriam ter inventado; quero o mar fora de foco e espraiado; quero ondas de areia sacramentando um peito que aprendeu a viver.
Quero que um dia o sol perca raios e ganhe cânticos! Que as nuvens possam sorrir como crianças imaginaram, e quero que todos se acomodem em objetivos alcançados, porque sonhar é para noites de sono, e nunca se deve sonhar acordado.
Quero que o norte penda para o sul elegendo nosso território como o mais fértil, e que este texto embora filosófico, seja sucinto em significado; seja um sentido literal diversificado, mas que todos o entendam e o desejem para si.
Quero que esta última estrofe seja o divisor de águas de vossas vidas e que a serpente com cara de coisa querida… Tire a máscara e diga olá.
Um abraço.
criado por poetacronista
11:41:29 — Arquivado em: 
