este blog mudou de endereço, acesse em…

poetacronista.blogspot.com

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Burocrata convicto - parte 2

Criar metodologias diferentes para abraçar todo o país, sem o chamado “passo maior do que as pernas”; ter a noção exata de que nada, além da matemática, possui a perfeita exatidão. Refletir perante o “monumento ao expedicionário” levando todos a entenderem que bravura nem sempre surge de um voluntário.

 

Ter aulas de guitarra, ou violão, para animar bailes e churrascos de caráter infantil. Ser o primeiro a questionar o tal do peito varonil! Subir a montanha sem ajuda de utensílios de alpinismo e quando o ar tornar-se rarefeito, lembrar que a desculpa da altitude era verídica – jogar na Bolívia não tem jeito!

 

Ser o maior desavisado dos intelectuais, mas jamais deixar de ser uma ou outra coisa. Ter olhos molhados de tanto chorar de amor, e quando todos lhe chamarem de piegas… Seja você mesmo com a convicta certeza de ser tudo a mais pútrida inveja.

 

Enfim, corrobore com seus maiores pesadelos; grite com seus pais, mas apenas para dizer que os ama! Vão por mim… Um dia será tarde demais para arrependimentos. Jogue água na fogueira e tenha fogo dentro de você! Esteja sempre pronto para morrer feliz, ou em busca da felicidade de se viver.

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    09:45:48 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 30 de março de 2009

Relevância

A falta de respaldo me define como homem. Respaldo religioso eu nunca tive, e para isso precisei buscar e encontrar definições próprias. Respaldo financeiro, melhor nem comentar, pois além de não ter tido, sou humano, portanto sigo na manutenção de uma insatisfação pré-estabelecida. Respaldo científico passou longe! Mas o cultural eu tive, e desse não posso reclamar.

 

Meu pai plantou em mim alguns costumes que precisam ser externados, entre eles, o de ler Paulo Sant’Anna e Ruy Carlos Ostermann; Edgar Vasquez e Asterix; Luis Fernando Veríssimo e seu pai também; e Moacir Scliar, ao menos na Zero dominical! Poderia acrescentar David, Martha, Falcão, mas os respaldos terminam por aí. Ler o primeiro significa olhar o mundo de forma crítico-científico-cultural sem deixar de ser poético. Já o segundo me dá a coesão e a tenacidade entre futebol e filosofia. É o professor Ostermann com todos os predicativos que o epíteto pode ter. Os demais formaram meu caráter, obrigado pelas dicas papai.

 

Minha maior preocupação é dar respaldo aos meus; dar respaldo a todos que precisam em minha volta. Talvez deva presentear mendigos com livros de filosofia e para meus amigos comprar rádios de sintonia fácil.

 

Amanhã farei um favor para a humanidade; não lerei Rousseau! Irei reler “Dicionário de Contrabandos” ou “O Melhor de Mim”. Preciso criar alicerces para possíveis respaldos; preciso responder questionamentos e perguntas com a técnica de um Ostermann e a indignação de um Sant’Anna. Ou simplesmente ler o jornal para meu filho - da forma que meu pai o lia pra mim. É bem verdade que eu detestava, mas funcionou para dar-me conhecimento, nas inolvidáveis manhãs de domingo.

 

Precisamos alinhar o início pelo fim.

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    13:14:15 — Arquivado em: Sem categoria

quinta-feira, 26 de março de 2009

OÃSUFNOC

 

É preciso detonar as bombas que enterraram; reciclar plásticos, materiais metálicos e papéis que encontrar. Preciso cuidar bem deste planeta; definir conceitos de profeta; e levar a vida com a seriedade de um guaxinim.

 

Hoje acordei sem ter dormido. Sono, cansaço e muito compromisso. Será um dia longe de chegar ao fim. As notícias pioraram, mas isso já era previsto; minha avó sempre disse que “a desgraça não vem sozinha”. Minha prima continua uma guriazinha… Que inveja só eu que envelheço.

 

Minha terra está fazendo anos! Parabéns Porto Alegre, mas parabéns mesmo ao Cigano! (estou em falta contigo meu irmão!) que com propriedade detectou a tristeza deste Porto. Está calor mesmo após o verão. Hoje tomo meu blog por assalto e faço dele um diário.

 

Muitas idéias tendem a embolar o meio campo. Melhor tirar volantes; melhor deixar como era antes. Mais movediço; mais suave; mais simples de se entender. A idéia principal tange em ser um folião! Não cultivar estresse e muito menos plantar couve em milharal.

 

Um bom dia a todos; e a Porto Alegre deixo o meu singelo e simplista… “eu te amo sua boba”.

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    13:10:03 — Arquivado em: Sem categoria

sexta-feira, 20 de março de 2009

Medos, remorsos, nostalgias e Paulinho da Viola!

Meia noite ainda estava acordado, enrolei-me ao lençol e tive medo - pela primeira vez em minha fase adulta - de virar abóbora sem motivo algum. Às vezes sinto um pouco de falta de proteção. Mamãe já faleceu, e isso faz tempo, e papai está se indo… Cheguei a casa tarde suspirei aliviado, mas senti medo. Talvez a falta de proteção paterna, porque da materna já me acostumei.

 

Tenho trinta e dois anos, quase trinta e três! Uma idade onde as dúvidas retornam depois de encerradas as primeiras… Pseudo convicções. Idade que a saúde não é mais a mesma, mas também não chega a preocupar. Balzac talvez explique melhor. Uma noite em hospital cansa mais do que uma partida de badminton. Cansa mesmo.

 

O lençol me protegeu da abóbora de todos os medos de criança - que sem saber por que cargas d água voltei a ter. Órfão. Nunca tive esse medo, mas de repente, como quem não quer nada, senti calafrios, dores de cabeça, náuseas e a vontade de adentrar ao quarto de meus pais e pedir para dormir aos pés da cama. Meio lúdico não? Talvez… Mas hoje, a vida volta ao seu formato original.

 

Tenho alguns fragmentos de desejos misturados aos sonhos de criança, e sinto por vezes a inveja de quem reúne toda a família aos domingos pra prosear. Hoje levanto a cabeça. Hoje mato no peito e toco pra frente; e parafraseando o mestre Paulinho da Viola, faço como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro, leva o barco devagar…

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    09:08:12 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 17 de março de 2009

Deu branco

Acordei sem inspiração; talvez devesse retirar gotas de minhas veias; gotas de meu nanquim escarlate para abastecer a pena e redobrar-me em poemas e coisas mais. Acordei sem inspiração e tema! Sem a notória reverberação de um teorema; mas acordei assim… Sem condições de escrever.

 

Logo cedo duelei de forma intrínseca buscando rimas e vontades obeliscais. O sol acordou também assim. Já tivemos chuvas, tivemos sol e cinéreos horizontes refugiando a paz. É triste quando me sinto assim. Ressaca do último final de semana, buscando letras e frases; tendo versos pela metade… Desejo de escrever um pouco mais.

 

Olho pra minha companheira (longilínea e bela como sempre), e lembro que a natureza me presenteou (panteísmo à parte) com uma linda mulher e belas possibilidades. Mas a inspiração… Essa, por hora, esqueceu de mim.

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    14:00:51 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 16 de março de 2009

Fim de semana injusto

 

E quando pensamos que seres humanos raciocinam? É a chamada queda do cavalo! A famosa “bifurcação em leque” com expoentes em formas de sentimentos. Um final de semana onde fiquei triste e revoltado por “n” fatos. Um final de semana que intimamente (e isto é lamentável) ditou as regras desta semana, ou ao menos, da primeira metade dela. Hoje acordo triste e magoado, ou apenas triste. Realmente triste.

 

Como pessoas podem punir quem consegue direcionar um “perdido” ao encontro e exercício da razão? Pessoas que alcançam um esboço, de direcionamento alheio, deveriam ao menos receber aplausos. Ontem assisti, ou tentei assistir, a falácia humana tentando julgar justos com alforria aos injustos. Não vou me estender no texto para não diversificar as interpretações e aumentar os problemas, mas fiquei revoltado.

 

Sentado sábado à noite, em uma mesa de bar, esperando os lanches encomendados, aprendi que existem pessoas com os dois pés no chão sendo julgadas por isso mesmo. Essa é a razão do inicio do texto. Seres humanos pensam que pensam! E aqueles que realmente pensam… machucam ou até agridem a miríade de hipócritas deste mundo.

 

Aqueles que lêem meus textos já perceberam que este tipo de carta não é minha principal característica. Prefiro brincar com um mosaico de palavras e significados buscando o teor poético para falar sério, mas hoje… Escrevo um desabafo. Tenho admiração pelas pessoas que precisam ser admiradas e detesto as que fedem. Algumas pessoas defendem o escárnio ao ódio, sei disso, mas eu odeio tudo o que penso ser feito para odiar. Ontem aprendi o significado de “sandice”. Melhor que não tivesse aprendido, porque agora aprendi que de sandice o mundo está cheio.

 

 

Dedico este texto a três pessoas em especial. Ao meu pai dizendo: - Força! Não te entrega vivente, precisamos de ti! Ao meu cunhado, onde talvez as palavras sejam as mesmas, mas prefiro dizer: - cara, eu não devia ter lido tantas vezes o Príncipe de Maquiavel, agora não consigo ter parcimônia para aconselhar. E ao meu irmão:

Valeu por ser o mais velho, e o mais centrado também. Te amo cara, de coração.

 

Aos leitores, desculpem-me, mas precisava escrever isso aqui.

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    09:07:58 — Arquivado em: Sem categoria

quarta-feira, 11 de março de 2009

Conselhos de um burocrata convicto

 

É preciso, fazer a petição repetir a doutrina; ter a certeza de que algo não está com alguém, e ainda assim manter a auto-estima. Fugir das teses de mestrado por querer ser doutor! E ter olhos bifurcados na história e na geografia do país.  

 

Ser o amante mais pedante de sua turma; sucumbir de propósito para ganhar ajuda; e quando todos cansarem de sua gripe… Cure a tosse, tomando um porre de muito chá e sucos naturais! Morra de inveja por não ser invejado por alguém e lembre-se de levantar às seis da manhã para programar (para as sete) o despertador. 

 

Levante com o revés de um serviçal

Seja em todos e nenhum será em você

Comemore a lacuna sombria da aurora

Saiba… Morrerás serviçal se fores assim.

 

Precisarás mover peões como se fossem bispos ou torres, mas antes do cheque-mate deixe o cheque como forma de pagar o mate. Colecione pedras coloridas coladas por epóxi, e quando bolinhas de gude quebrar em seu tapete… Retire crianças da sala antes de limpar o corredor. 

 

Não deixe de cortinar a sala no afã de permear sensíveis olhos; e quando a noite driblar vossos poros descortine tudo e passe a admirar o brilho do satélite natural. Seja um amante sem se tornar piegas; e um poeta que fuja de rimas ou de regras, mas nunca se esqueça de um final impactante ou infeliz.  

 

Procure contestar a monotonia com letras escarlates; e no rapel da montanha… Super dimensione os decibéis de seu amor.  

 

Que tenha eco e que retumbe;

Seja  inócuo e relevante!

Que marque época e rotule…

Feito Beatriz amando Dante!  

 

Mas que no final, seja o amor deste velho e jovem… Poeta aprendiz.

 

Um abraço.

criado por poetacronista    14:17:46 — Arquivado em: Sem categoria

sexta-feira, 6 de março de 2009

Síndico

Carrego em meu âmago um condomínio de chateações, ou melhor, um sindicato de mágoas e revoltas institucionalizado pelo passado macabro que teima em me habitar.

 

As idéias vão e vem como um ioiô super, ou profissional, e estas nomenclaturas, ou epítetos de uma infância perdida em véspera, servem para ilustrar os impropérios que tive de administrar. Meu condomínio tem síndico; e o sindicato tem presidente!

 

Dia desses aluguei apartamento para mais um inquilino, e este é daqueles que gosta do local; já elogiou  a estrutura e pretende por aqui ficar. Vivemos na ditadura de não sermos ditatoriais. Liberdade de expressão é bom, mas depende de quem pretende se libertar.

 

Cultura pífia agregada a musicalidades doentias geram seres intergalácticos ou simplesmente longes de qualquer desejo humano secular. Se-cu-lar, adoro este termo, principalmente quando utilizam de forma imprópria em documentários de redes de TV.

 

No final de semana acreditei em algo superior, mas descobri que era a inveja, a cobiça e o preconceito. Tudo superior à minha plebe estrutura mundano-infantil. Quarta-feira fui ao jogo para espraiar o estresse e pedir que não volte a este corpo!

 

Afinal de contas já coloquei placa - com neon e tudo mais: não há vagas! Apenas para a felicidade com direito a despejo de todos os outros inquilinos temporais.

 

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    13:39:12 — Arquivado em: Sem categoria

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Imperdoavel vida urbana

Ah, se o mar fosse descortinado por raios azuis avermelhados, seria eu a poente lágrima por assim dizer; seria o rosto desenhado sem corpo, ou a ínfima miríade do poder. Teria léguas decifradas por registros históricos e as tumbas deste período pré-histórico, soluçariam antes mesmo de vê-la partir.

 

Se quilômetros fossem metros, trariam beijos com gosto, mas sem sabor; e o ar rarefeito representaria a atmosfera de seu hálito selvagem. Oh, aurora de um crepúsculo estrelar! Oh, setentrional divisor das águas! Sento-me ao leito de meu Nilo particular e remexo o sal das águas como quem percebe um rio de choros sem perdão.

 

O inverno chegará em breve; talvez seu sorriso seja impiedoso ou triste. Talvez sua boca esteja delineada pela sede ao me ter juntado a ti. O sol desta manhã representa a angústia que tive ao lhe aplaudir. Peguei-a no colo em meu sonho e ali sentamos. Rios e mares chocavam-se enquanto coloríamos a decoração entre beijos fraternais.

 

Oh, amor deste lado do hemisfério! Oh lenços de papel riscado! Garatujas representam o martírio da abóboda deste peito doentio. A história descreveu defeitos em minha prole. Segui a todos eles inclusive os de papai. Ah, auréola de minha mente! É tu a prova de minha santidade angelical.

 

Mas não sou anjo; nem pessoa eu sou! Não passo de um poeta louco e apaixonado pela donzela medieval. Não passo de um poeta seresteiro autor de ritos ditirambais! A fome com que meus dedos digitam poemas está registrada até mesmo nos anais de Canaã!

 

Tumbas e sarcófagos tremem perante estrofes dedicadas e impostas à sua ode! E você… Teima em responder com indiferentes saudações vespertinas e matinais. Respondes como se fosse a própria Beatriz a desprezar Alighieri!

 

Dormirei junto aos selvagens escorpiões do deserto. Definharei junto às copias do éden em meu viver. E quando pensar em pedir desculpas, estarei formado na faculdade hipnótica de meu destino funeral.

 

Sou o único mediador deste debate. Sou o único poeta a admitir maldade. Sou o único que reflete no espelho… A ausência de meu próprio perdão.

 

 

Um abraço

 

 

criado por poetacronista    18:48:48 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Minha estrada

Quero cavalos, que montem nos campos, cavalguem a sós.
Crianças brincando, de roda e corda, em pleno luar.
Meninas sem brilho, retoques ou filhos, inocência sem fim.
Natureza sem homens, reles odores, água pura pra mim.
A morte de folga, usando a foice, pra colher capim.

Balanços e rodas, cirandas e cordas, prazeres pra ti.
O sol que não queima, com chuva pra seca, nós somos assim.
Vamos cantar, comemorando o mar, que ondas perdeu!
Somos arteiros, subimos em árvores, somos guris.
Tenho cartazes, que dizem a verdade, inclusive pra dor.

Tenho lápis canetas, borrachas e réguas, de tudo aqui.
Quero morrer, de morte morrida, sem choro e sem dó.
Leio a bíblia e ganho a pista, do que quero aprender!
Sempre que busco encontro o opróbrio, motivo de amar.
Vamos então, definindo o vão, que queremos tolher.

Tenho de tudo, mas falta o intuito, pra causos contar.
Cheguei meio astuto, montado no vulto, querendo chorar.
Voz de ilusão, que escolhe perdão, mas beija enfim…
Precisamos do amor, não quero rancor pra edificar.
Conquista inútil, na perda mais fútil, me ajude a ganhar.

A vida honrou, não sou mais o horror, que antes eu fui.
Aprendo o amor, com vosso favor utilizo o giz!
Versos e textos, poemas e contos, escrevo pra dar.
Mas sei o que busco, explico o brusco, sentido em viver.
Quero razão, verdade em paixão, preciso aceitar.

criado por poetacronista    10:52:00 — Arquivado em: Sem categoria
« Posts mais novosPosts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://poetacronista.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.