sexta-feira, 24 de abril de 2009
Cotidiano
Corpos buscando a atenção do firmamento; tento respirar como criança, mas não aprendo. Retocado em maquiagens profanas enxergo o povo e seus ritos cabais. Descortino a sala de espera permeando sentidos e sonhos fatais. Seus olhos descolorem e de forma machadiana dão ao amanhecer duas auroras. Carrego nas costas a culpa de não ter errado jamais. Deito e durmo; choro. Não sou capaz.
No dia primeiro após a noite segunda, sou o revolto prisioneiro de uma prece que não quis rezar. Diviso a ternura da artéria rompida; rompo também laços de amizade e amor. Amanheci triste como outrora. Papai não quis melhorar. Léguas me deixaram com a culpa de não ter externado a intensidade necessária. Cabeça pra frente e bola pra rede; são dele estes conselhos também.
Lembro de engravatar o radio sintonizando em programas diários e conservadores; as paredes debocham de minha face. Semblantes de concreto e tinta. Zíperes que lacram as páginas de escritos gregos e hebraicos. Sou um pobre poeta a se indignar. Levanto de manha e o flagelo de meu corpo responde com cansaço. Mais um dia. Mais uma luta; não posso me entregar.
…
criado por poetacronista
08:44:33 — Arquivado em: 

Comentário por Manhosa — terça-feira, 28 de abril de 2009 @ 14:01:41
Meu Querido Amigo do Coração
Daqui consigo sentir tua dor… sei… como sei… o quanto dói…
Mas…
Vem… chega aqui pertinho… quero que meu abraço te reconforte um pouquinho… que sinta que não estas sozinho…
Tudo tem seu tempo… sua vez… sua hora… e… só o Pai maior sabe o que podemos segurar… fora e dentro de nosso coração…
TeAmo
Bjs.