segunda-feira, 20 de abril de 2009
Burocrata convicto parte 3
Quero mentes tibetanas indo ao apocalíptico mar da destruição. Quero poder decorar as escritas sagradas apenas para começar tudo novamente. Decifrar os apócrifos - e saber onde que seu encaixe faria sentido afinal. Ter sementes germinadas na carteira para plantar árvores prontas e carregadas de muita sabedoria e paz.
Gostaria de montar no cavalo pela maior das estradas do saber. Ser amado por características e acertos; e saber reconhecer nos defeitos a sabedoria da criação. Inundar a sala sempre que nela adentrar, mas nunca deixar de ter com os amigos a execução de nossas leis. Gostaria de sorrir da mesma forma que eu choro, e quando todos os amores pintarem neste solo, ser o primeiro a dar abraços e palavras de boa fé.
Elucidar a altivez humana a cada sentido anti-horário, e quando a leva de preces for mundana, guiar todos para o simples, o forte, e o ambíguo dicionário. Ser rodeado de fãs que aplaudem, mas não sabem por que fazem, e após a primeira tormenta, entender que musica é algo para ser cantado, embora a humanidade insista em reerguer seus bezerros de ouro a cada dúvida ou fraqueza em seu crer.
Mensurar pecados para que sirvam de exemplo, ao invés de montar em hipocrisia dizendo que jamais o farão novamente. Serpentear a estupidez arcaica traçando caminhos pelos registros medievais e quando historias forem contadas desconfiem… Nem tudo é como fora contado na infância. Nenhuma historia seguiu a verdade em abundancia. Somos humanos; capazes de tudo, inclusive de mentir.
Um abraço.
criado por poetacronista
14:02:54 — Arquivado em: 
