quarta-feira, 15 de abril de 2009
Não sou exemplo
Sou o cavalo que inveja pegasus; não pelas asas, mas sim pelo branco de suas patas e pela altivez de seu eu. Sou aquele que aprendeu a ler a bíblia; que infestou os corações da vida, mas quando se disse agnóstico, criou orações em meio a acrósticos para defender em hipocrisia sua falta de qualquer fé.
Sou o poeta que disse adeus a maresia, mas abraçou a maior de todas as praias de uma ilha, quando o convite foi feito pelo rei. Sou o mais nobre fidalgo dentre os aristocratas, e o pesadelo da hipnótica caminhada de um simples e irrisório funeral.
Criei távolas quadradas para não esquecer que lugar de rei é na cabeceira, desculpe Arthur, mas a hipocrisia deu poderes ao seu amigo traidor. Encontrei perfeição nos defeitos da criação e quando me deparei com o próprio criador… Agradeci pelo dom da poesia - mesmo não acreditando em um ou no outro definidor.
Abracei meu filho forte como na primeira vez, e suspirei todas as lágrimas pra não ter que as chorar. Olhei para a aurora, mas não encontrei nada do tipo boreal. Morri quatro vezes e descobri que tenho cinco vidas - lamento não ser felino ou imortal. Li manuscritos e pergaminhos; ouvi gritos pelos caminhos, e quando todos tiveram fome, ataquei primeiro o parreiral.
Um abraço.
criado por poetacronista
09:58:35 — Arquivado em: 

Comentário por Manhosa — quarta-feira, 15 de abril de 2009 @ 20:23:31
Amigo do Coração
Só és um ser humano normal…
TeAmo
Bjs.
Comentário por \rodrigo — quinta-feira, 16 de abril de 2009 @ 15:14:25
nossa… este texto diz tudo… e muito do que eu penso…sensacional…
enviei-te um convite do blogger no teu gmail…abraço…