segunda-feira, 30 de março de 2009
Relevância
A falta de respaldo me define como homem. Respaldo religioso eu nunca tive, e para isso precisei buscar e encontrar definições próprias. Respaldo financeiro, melhor nem comentar, pois além de não ter tido, sou humano, portanto sigo na manutenção de uma insatisfação pré-estabelecida. Respaldo científico passou longe! Mas o cultural eu tive, e desse não posso reclamar.
Meu pai plantou em mim alguns costumes que precisam ser externados, entre eles, o de ler Paulo Sant’Anna e Ruy Carlos Ostermann; Edgar Vasquez e Asterix; Luis Fernando Veríssimo e seu pai também; e Moacir Scliar, ao menos na Zero dominical! Poderia acrescentar David, Martha, Falcão, mas os respaldos terminam por aí. Ler o primeiro significa olhar o mundo de forma crítico-científico-cultural sem deixar de ser poético. Já o segundo me dá a coesão e a tenacidade entre futebol e filosofia. É o professor Ostermann com todos os predicativos que o epíteto pode ter. Os demais formaram meu caráter, obrigado pelas dicas papai.
Minha maior preocupação é dar respaldo aos meus; dar respaldo a todos que precisam em minha volta. Talvez deva presentear mendigos com livros de filosofia e para meus amigos comprar rádios de sintonia fácil.
Amanhã farei um favor para a humanidade; não lerei Rousseau! Irei reler “Dicionário de Contrabandos” ou “O Melhor de Mim”. Preciso criar alicerces para possíveis respaldos; preciso responder questionamentos e perguntas com a técnica de um Ostermann e a indignação de um Sant’Anna. Ou simplesmente ler o jornal para meu filho - da forma que meu pai o lia pra mim. É bem verdade que eu detestava, mas funcionou para dar-me conhecimento, nas inolvidáveis manhãs de domingo.
Precisamos alinhar o início pelo fim.
Um abraço.
criado por poetacronista
13:14:15 — Arquivado em: 

Comentário por Rodrigo — terça-feira, 31 de março de 2009 @ 03:29:17
Grandes nomes, com grandes ensinamentos a serem vistos. Professores, mestres, doutores, ou apenas grandes mestres em palavras.
Seu pai prestou um grande favor à sua vida. Quem dera se todos os pais fossem pensar desta maneira. Teriamos mais pessoas com inteligencia e menos “analfabetos” da vida. Parabéns pelo que a vida proporcionou, através dos ensinamentos e dicas patriarcais…
Quem dera tivessemos mesmo como levar a quem precisa um pouco de vida, sabedoria, inteligencia!
Um abraço!
Comentário por Manhosa — domingo, 5 de abril de 2009 @ 16:00:59
MeuPoetaCronista… Amigo do Coração
Como eu queria que eles… Paulo Sant’Anna e Ruy Carlos Osthermann… lessem tuas poesias e crônicas… pois tu os superaste… longe…
Colocas muito mais coração… és mais humano… não tens que vender jornais…
TeAmo
Bjs.