quarta-feira, 11 de março de 2009
Conselhos de um burocrata convicto
É preciso, fazer a petição repetir a doutrina; ter a certeza de que algo não está com alguém, e ainda assim manter a auto-estima. Fugir das teses de mestrado por querer ser doutor! E ter olhos bifurcados na história e na geografia do país.
Ser o amante mais pedante de sua turma; sucumbir de propósito para ganhar ajuda; e quando todos cansarem de sua gripe… Cure a tosse, tomando um porre de muito chá e sucos naturais! Morra de inveja por não ser invejado por alguém e lembre-se de levantar às seis da manhã para programar (para as sete) o despertador.
Levante com o revés de um serviçal
Seja em todos e nenhum será em você
Comemore a lacuna sombria da aurora
Saiba… Morrerás serviçal se fores assim.
Precisarás mover peões como se fossem bispos ou torres, mas antes do cheque-mate deixe o cheque como forma de pagar o mate. Colecione pedras coloridas coladas por epóxi, e quando bolinhas de gude quebrar em seu tapete… Retire crianças da sala antes de limpar o corredor.
Não deixe de cortinar a sala no afã de permear sensíveis olhos; e quando a noite driblar vossos poros descortine tudo e passe a admirar o brilho do satélite natural. Seja um amante sem se tornar piegas; e um poeta que fuja de rimas ou de regras, mas nunca se esqueça de um final impactante ou infeliz.
Procure contestar a monotonia com letras escarlates; e no rapel da montanha… Super dimensione os decibéis de seu amor.
Que tenha eco e que retumbe;
Seja inócuo e relevante!
Que marque época e rotule…
Feito Beatriz amando Dante!
Mas que no final, seja o amor deste velho e jovem… Poeta aprendiz.
Um abraço.

criado por poetacronista
14:17:46 — Arquivado em: 
