sexta-feira, 6 de março de 2009
Síndico
Carrego em meu âmago um condomínio de chateações, ou melhor, um sindicato de mágoas e revoltas institucionalizado pelo passado macabro que teima em me habitar.
As idéias vão e vem como um ioiô super, ou profissional, e estas nomenclaturas, ou epítetos de uma infância perdida em véspera, servem para ilustrar os impropérios que tive de administrar. Meu condomínio tem síndico; e o sindicato tem presidente!
Dia desses aluguei apartamento para mais um inquilino, e este é daqueles que gosta do local; já elogiou a estrutura e pretende por aqui ficar. Vivemos na ditadura de não sermos ditatoriais. Liberdade de expressão é bom, mas depende de quem pretende se libertar.
Cultura pífia agregada a musicalidades doentias geram seres intergalácticos ou simplesmente longes de qualquer desejo humano secular. Se-cu-lar, adoro este termo, principalmente quando utilizam de forma imprópria em documentários de redes de TV.
No final de semana acreditei em algo superior, mas descobri que era a inveja, a cobiça e o preconceito. Tudo superior à minha plebe estrutura mundano-infantil. Quarta-feira fui ao jogo para espraiar o estresse e pedir que não volte a este corpo!
Afinal de contas já coloquei placa - com neon e tudo mais: não há vagas! Apenas para a felicidade com direito a despejo de todos os outros inquilinos temporais.
Um abraço.
criado por poetacronista
13:39:12 — Arquivado em: 

Comentário por Rodrigo Magalhães — sexta-feira, 6 de março de 2009 @ 15:33:26
Hehe… bem-vindo de volta ao lar… e volta em grande estilo!!! abração!