terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Minha estrada
Quero cavalos, que montem nos campos, cavalguem a sós.
Crianças brincando, de roda e corda, em pleno luar.
Meninas sem brilho, retoques ou filhos, inocência sem fim.
Natureza sem homens, reles odores, água pura pra mim.
A morte de folga, usando a foice, pra colher capim.
Balanços e rodas, cirandas e cordas, prazeres pra ti.
O sol que não queima, com chuva pra seca, nós somos assim.
Vamos cantar, comemorando o mar, que ondas perdeu!
Somos arteiros, subimos em árvores, somos guris.
Tenho cartazes, que dizem a verdade, inclusive pra dor.
Tenho lápis canetas, borrachas e réguas, de tudo aqui.
Quero morrer, de morte morrida, sem choro e sem dó.
Leio a bíblia e ganho a pista, do que quero aprender!
Sempre que busco encontro o opróbrio, motivo de amar.
Vamos então, definindo o vão, que queremos tolher.
Tenho de tudo, mas falta o intuito, pra causos contar.
Cheguei meio astuto, montado no vulto, querendo chorar.
Voz de ilusão, que escolhe perdão, mas beija enfim…
Precisamos do amor, não quero rancor pra edificar.
Conquista inútil, na perda mais fútil, me ajude a ganhar.
A vida honrou, não sou mais o horror, que antes eu fui.
Aprendo o amor, com vosso favor utilizo o giz!
Versos e textos, poemas e contos, escrevo pra dar.
Mas sei o que busco, explico o brusco, sentido em viver.
Quero razão, verdade em paixão, preciso aceitar.
criado por poetacronista
10:52:00 — Arquivado em: 

Comentário por waldemort — quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 @ 22:44:25
Sua vida não está diferente dos outros, de mim. Dia desses escrevi algo que gostaria de compartilhar com alguém, claro não tenho o seu talento nato. “… as historias mais belas deixamos para traz, nada alem de lembranças. Um bom banho de chuva inesperado, uma lua rodeada de estrelas, boas risadas com grandes amigos…”. Mas agora tudo isso já passou e ainda bem que podemos sempre voltar ao passado. sucesso