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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um pouco mais de confusão

Por tempos irredutíveis o amor sepultou amoras e frutas silvestres. Por décadas de trabalho insólito tive gosto pelo insípido e desfrutei daquilo que não podia ver. Tempos que passaram, e marcaram à ferro os fatos em conflitos, transformando cicatrizes em seqüelas que hoje olho, finjo e desvio o foco. Faço pausas quando penso e reproduzo-as ao escrever.

 

Aos dezoito não quis prestar continência por mais de uma semana. Não prestei sequer vestibular! O tempo passou e levou com ele erros e acertos, mas despertou desejos de não aceitar aquela maçã. Hoje vislumbro possibilidades de escapar da poesia e talvez, quem sabe, consiga descascar laranjas e romãs. O pássaro come a sobra do que como e quando canso de comer… a aurora se transforma em arrebol.

 

Hoje a península escandinava não é mais segredo devido a estudos e curiosidades mil. Leio textos cânones e outros não. Leio livros de teor simbólico e fictício, mas com contextos verídicos até demais. Amigos encontro e até faço alguns, vêm de todas as tribos, sem preconceito ou distinção. Aprendi com o passar do tempo que areia movediça é como mágoa; melhor ficar quieto sem remoer ou do contrário iremos para o fim.

 

O amor enrubesceu meu rosto e distinguiu as pessoas dos animais de nossa espécie. Presidentes auto proclamam-se donos da nação, coitados… Vocês são donos de nada não. Tenho me assustado comigo mesmo, volta e meia me vejo debatendo assuntos sem o desprezo de outrora. A veneziana conversou comigo ontem:

 

- Se me fechar tapará a chuva, mas nem por isso a chuva deixará de cair.

 

 

Esperta essa veneziana não?

 

Um abraço.

criado por poetacronista    14:15:34 — Arquivado em: Sem categoria

2 Comentários »

  1. Comentário por Marcos — quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 @ 18:01:17

    Adriano, vou ser sincero, tentando não ser puxa saco, mais esse texto, ou cronica, me desculpe pela ignorancia de distinção, enfim é um dos melhores que já li, gosto de palavras sábias, textos que sejam imprevistos quando iniciamos a leitura, singelas ideias que formam a consição de um discernimento!
    Parabéns, e voltarei com mais tempo para “saborear” mais de seus escritos.
    Marcos do Simple
    http://www.ssofl.blogspot.com

  2. Comentário por Manhosa — sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 @ 19:53:43

    Isto só poderia ser sido dito… pela tua veneziana…

    TeAmo

    Bjs.

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