quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
fragmentos neurológicos
Levantar peso é o mesmo que ler livros de autoria grega. Confuso, ou melhor, técnico como não deveria. Gosto de embates de equilíbrio técnico, mas gosto de futebol; discrepância interior, talvez até hipocrisia. À noite leio bíblias e textos agnósticos, duelo de teses com parâmetros antagônicos; durante dia o foco é a mentira que virou verdade ou a tese maiúscula da insanidade a decifrar escritos, deixando o dito pelo não dito e por aí me vou…
Papai veio me visitar; cometendo erros, ou não, é o ancião deste lado da arvore genea-sei-la-oquê. O verão apresentou tempo bom em dia útil, e tempestade no final de semana. Sempre foi assim. Talvez Freud um dia ainda me explique.
O amor está próximo de ser decifrado; talvez consigamos um espécime para análises laboratoriais. Amor, deus, milagres, tudo coisa sem definição ou com amostras servidas em conta-gotas. Resguardo minha estupidez de costume; respiro puxo o freio de mão e me reapresento ao mundo com um pouco mais de… Digamos educação.
Ontem pensei que deveria ir mais ao fundo nessa história de mudar de vida ou princípio, mas temo a perda (ou “a perca” como diz um amigo meu) de identidade. A vida me reservou algumas surpresas agradáveis outras nem tanto, mas nas agradáveis posso relacionar uma amizade em especial. Meu cunhado e irmão (que bom que não é de fato irmão, se não já pensou no rolo que isso ia dar?) que dia-a-dia tenho a satisfação de ter conhecido. Pessoas que utilizam e sabem o real significado da palavra sapiência precisam ser exaltados e urge a manutenção de sua amizade.
Respiro novamente e volto ao início, onde estava mesmo? Ah, falava da troca de vida e tudo o que isso acarretaria. Pois bem, não tenho mais o temor de outrora. Hoje sinto mais humanidade e maturidade do que revolta. Este último termo reservo para as “pseudo-celebridades” e seus “pseudo-ufanismos”. Não tenho tempo pra essa gente não. Xô!
O sol bate na porta como que se fantasiando da Quinta de Beethoven. O vento é mais parcimonioso. Estamos no verão. Quinta tem jogo, mas as atenções já são para o domingo, afinal de contas será o clássico. Mas clássico não é jogo? Perdi o “fio-da-meada” como diria minha avó.
O presidente usa barbas, e eu que sou do tempo que até jogador de futebol tinha que se barbear (ao menos nas teses de meu pai) faço o que? Mas acho que eu nunca fui tão radical assim, só não aceito goleiro de bigode! Questão simples: goleiros de bigodes tomam frango! Entenderam a lógica? Não? Então quem sabe abrimos mão do futebol e falamos de religião ou política?
Eu sinceramente desejo uma boa tarde a todos e um…
Abraço.
criado por poetacronista
13:20:30 — Arquivado em: 
