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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Nota explicativa

Ninguém precisa concordar com o que escrevo. Ninguém precisa ficar satisfeito com o que digo. Apenas externo minhas opiniões; - e que fique claro: gosto da interatividade de um comentário, sendo ele positivo ou não.

 

Agradeço a todos pelo retorno, mas em relação a minha crônica intitulada “em pé nunca mais” não retiro uma única palavra, defendendo como sempre, o direito de concordarem ou não.

 

Prefiro um comentário que discorde ao ter  que sucumbir por não ser lido. Nossos direitos de escrever, ler, falar, nosso direito ao livre arbítrio e tudo mais fazem da nação um estado democrático e não posso calar-me diante de fatos.

 

Quando me refiro a “nação”, automaticamente falo do povo. Não somos nós a nação? Falo dos políticos, que estão em Brasília pela estupidez da nação, ou seja, nossa estupidez. Errado? Acho  que não.

 

Este país tem conserto? Tenho certeza que não! Tenho apenas uma dúvida: onde fica a porta dos fundos? Quando descobrir… é por lá que irei.

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    11:51:52 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Diminuto

O que pode ser feito para que a tona não venha à tona?

Ou para que a mordida fosse na pêra ao invés da maçã?

 

 

Lunáticos acreditam em nave que viaja no tempo,

mas fazem filmes sem usar a engenhoca para decifrar a criação!

 

 

E se primeiro viesse a Eva? Teria matado a serpente e mostrado o pau!

Faria honrarias para seu criador colocando ordem no milharal!

 

 

O Machado de Assis não poderia ser da Silva?

Ou quem sabe martelo ou serrote no lugar do Machado inicial?

 

 

Tudo hipotético, beirando a heresia e sacrilégio,

mas tudo com ar irônico combinando com um dia no final.

 

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    18:42:27 — Arquivado em: Sem categoria

Em pé nunca mais!

Por muitos anos “paguei maior mico” pensando estar certo; levantei da cama em madrugadas frias (durante a copa de 2002) apenas para assistir ao hino nacional da forma mais patriótica possível.

 

Fui o maior dos incentivadores de se cantar o hino entre amigos, e passei para meu filho esta forma de idolatria com a pátria amada idolatrada salve salve. Aviso de forma direta e objetiva: - eu não levanto mais! E vou além: se estiver em pé farei o possível para sentar; nem que seja no chão.

 

Chega! Não agüento mais uma pátria que se diz solidária ao seu povo, mas permite que pessoas idosas (ou não) durmam em corredores de hospitais sobre macas ou até sentadas em cadeiras. Que país é este? Faltam recursos? E porque em Brasília se faz recesso a toda hora com os bolsos cheios de mensalão? E o estatuto do idoso? E os direitos humanos? Bem, este eu sei… Só serve pra defender bandido em porta de cadeia!

 

Pagamos a dívida, melhoramos a economia, descobrimos petróleo, mas a educação continua uma droga (com professores recebendo ordenados pífios) e a saúde com a cara de que se esforça pra matar seus cidadãos.

 

Eu não levanto mais de minha poltrona pra cantar ou ouvir o hino! Patriotismo pra quê? Pra comemorar gol e esquecer o que ocorre em nossa volta? Tô fora! Viver neste país “é estar sempre na torcida pra que não fiquemos doentes”, por que do contrario, é difícil sobreviver. 

Lamentável.

criado por poetacronista    10:10:12 — Arquivado em: Sem categoria

Confissão

Paredes amareladas em tom quase esverdeado combinavam com a toalha que mamãe postava sobre a mesa. Definições de momentos de crise e a remota, mas austera, vontade de vencer desafios, fazia de um menino cabeludo a sintomática figura do despertar de uma idade.

 

Sobre montanhas - e talvez entre vales - a deturpação doentia da vida pós-moderna entrelaçava-se com dogmas, paradigmas e convicções em processo de formação. Sem direção. Era assim: em busca de um norte indo para o sul! Completamente perdido, mas querendo alcançar todas as metas.

 

Fui o adolescente de traumas incuráveis e de situações de “checking de prazeres” colocados a flor da pele até mesmo pela professora de português. Não sou mais aquele menino que ria alegremente de forma voluntária. Não sou mais o cabeludo de outrora que praticava todos os esportes mesmo que sem especializar-se em nenhum.

 

Sou o poeta metido à cronista que escreve o que ninguém entende e por vezes recebe dos que entendem a frustração de não terem percebido antes as mudanças em minhas convicções.

 

Fui austero e eloqüente em outras épocas, fui daqueles que machucava por prazer e hoje já até admito repassar idéias no intuito (e com afinco) de modelar ou até modificar meus conceitos.

 

Ontem a vida me retribuiu em conhecimento os dezesseis livros que li em 2008. Nove chatos! De caráter filosófico e com leitura difícil. Mas foi bom ter os lido. Os outros sete foram de absorção fundamental pelos conhecimentos e enriquecimento de vocabulário. Este ano lerei mais romances e artigos humanistas. Terei páginas mais prazerosas e de definição e conclusão rápidas.

 

Será um ano de retomada dos estudos e aprofundamento nos princípios. Talvez eu choque alguns amigos e frustre outros; talvez passe a ser mais humano com uma trivialidade mais usual. Talvez seja um ser mais comum em um planeta que reserva camarotes aos comuns! Talvez abrace mais as pessoas que gosto e resolva equações  que tenho o costume de desistir ao encarar. Um ano de promessas humanas e de caráter pessoal também.

 

Sou contra o que não vejo ou toco, mas aprendi que posso conhecer a história de várias formas; e entre elas optei por ler.

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    08:11:09 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Garfield que vá dormir

Vamos iniciar a semana de forma parcimoniosa; com a reflexão de quem lê escritas sagradas e consegue até mesmo crer em algumas delas.

 

 

Tentar divisar o horizonte vespertino com a mais consagrada das combinações de espelhos – testa e nuca, acho que já está bom.

 

 

Vamos tentar, nesta segunda-feira, não lembrar Garfield! (Seria muita apologia a preguiça), seria ruim, muito ruim mesmo.

 

 

Vamos devorar um livro em poucos segundos para termos a certeza de que o gosto é desagradável, e que se o tivéssemos lido, seria mais proveitoso.

 

 

Vamos vestir nossa “roupa de domingo” apenas para ilustrar a segunda com odes e ditirambos!

 

 

Vamos tudo isso e mais um pouco… Vamos dizer olá, para aprendermos que podemos sim!

 

 

Vamos torcer para que as chuvas caiam onde precisam delas, e não onde flagelados desesperam em uníssono o mais sincero de seus chega!

 

 

Vamos dormir com semblante de felicidade afinal de contas, amanha… Já estaremos na terça.

 

 

Amanha tudo volta ao normal;

 

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    09:13:06 — Arquivado em: Sem categoria

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Desejo

Quero morrer se for um fraco;

Ser o motor de um certo barco;

Chover forte pra sair molhado

Mas definir melhor o amor.

 

Quero a vontade virando olhos

Montar paisagens e usar meus óleos…

Pra massagear seu esplendor!

 

Montar montanhas tingindo sonhos

Fazer artimanhas pra ver se morro

Mas em seus braços ser merecedor.

 

Que miríades de bravura e glória

Plantem sementes de compaixão e flor

E que inspirações de vida outrora

Joguem nanquins recitando amor.

criado por poetacronista    16:58:48 — Arquivado em: Sem categoria

Vontades e promessas

Quero olá quando a madrugada permitir

Ou fazer amor na dor do orvalho matinal

Quero a serpente com amoras e jasmins

Na escassez da fruta proibida no natal.

 

Que a auréola de um anjo caia em mim

Sirva de aro pra com as crianças eu brincar

Quero sair de bermudas sapatos e carpin

Enquanto a velha me ajuda a atravessar.

 

Quero menos inverno e outro outono

Até mesmo um bebê chorando afoito

Novo ano onde ao lado possa caminhar.

 

Saudades sem maldades ou proezas

Limpos pratos servindo bolos e cerejas

Festa de amor, de união e muito mais.

criado por poetacronista    14:56:06 — Arquivado em: Sem categoria

Liquidificador

Sinto a apostasia de quem muda de roupa, mas mantém a pose e a religião. Primeiro atravesso a rua do bairro para depois respirar o ar despoluído dos parques, sítios e dos reservados passeios semi-públicos de meu coração. A vida sempre demonstra dificuldades e malicias; apronta receitas de delicias, mas insiste em ter amores por toda a parte.

 

 

Gosto de três volantes, mas que saibam jogar! Assim libero todos que não forem zagueiros para o ataque, mas mostarda demais faz mal e o churrasco ficou menos que bem passado - sem chegar a sangrar - no ponto!

 

 

Meu filho joga vídeo game e não conhece a expressão “jogar taco” pena, mas a nova geração simula lareira em monitores LCD! Ontem vi um cão passeando pela coleira com roupa que dizia “tenho Orkut também” e com o endereço do site de relacionamento bordado na roupa. Pode? E a nova e engenhosa civilização. Huxley havia previsto em seu “Admirável Mundo Novo”.

 

 

Sinto cheiro de flores na manha de minha terra natal. Chego ao bar e descubro que vendem drops de maça verde, morango e manga! Saudades do tempo em que as garotas cheiravam a hortelã!

 

 

Comprei um par de sapatos há seis meses e ainda está inteiro; produto de valor alto chancelando – e isto é definitivo – que o barato sai caro. No final de semana vamos ao clube tomar banho de piscina, acho que vai ser bom; talvez seja ótimo, mas se ficar apenas no bom… Já será agradável.

 

 

Meu ano começou assim: assuntos variados compilando pensamentos miscelânicos, Promessas de trocar de vida e a aposta que nossos clubes vencerão - nem que seja honestamente.

 

 

 

Um abraço.

criado por poetacronista    09:53:58 — Arquivado em: Sem categoria

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Subúrbio

 

Por acaso meu cumpadre Valentino

A bebida não foi feita direitinho;

Ou foi um dedo em riste programando

O assado pra dispois do amanhecer!

 

E agora trombetas são guitarras

E a perdida da cadela desmamada

Já ta gritando junto ao milharal!

 

Fui o primeiro a namorar a bela estrela

O cantante seresteiro da morena

A maior divindade a naufragar.

 

A comunidade ta parecendo uma rolha

Minha mãe faleceu - não teve escolha

Papai ta velho, mas sempre foi assim!

 

Eu, poeta escritor de sacanagens

Visto roupas quem impõe é a sociedade

Lamento grande amada, mas…

Foi o que Sobrou pra mim.

criado por poetacronista    12:57:36 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

É o que dá ler demais!

Desinteligência maçante

Agnosticismo errante

Pedofilia semi-impune

Humanos por assim dizer!

 

Motores de popa na proa

Gasolina diluída em rios

Começo do apostrofo perdido

Mares em fúria infernal

 

Movimentos de bike cicletam!

Orvalhos molham meu terno

Drogas alucinantes é o fim!

 

Sou o anti-cruzes que ri

O vidente vaga-lume guri

A montanha a ouvir seu sermão!

 

E agora meu pobre milionário?

Serpente de arvore carvalho

O que fazeis meu irmão por aqui?

 

Falta de fé em sua crença

Muita discórdia e reverência

Mas aprendi com sua bíblia

Que revelação só no fim.

criado por poetacronista    13:01:27 — Arquivado em: Sem categoria
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