terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Brincando de professor
Acho curioso deparar-me com uma turma de alunos; alguns temerosos com o que será visto, outros trazendo consigo problemas a serem resolvidos, e muitos na tensão de não saber o próprio destino.
Lembro de quando eu era um destes alunos. Sempre atento as possibilidades e temerário a falsos julgamentos. Esta última era a justificativa para buscar o primeiro lugar na fila de classes. Isto, classes. Não era carteira. Chamávamos de classe.
Alguns professores eram os preferidos pela simpatia, e os mais profissionais, ou melhor, aqueles que realmente planejavam suas aulas na incumbência de fornecer conteúdo, eram vistos como chatos. Visões. Incorretas, mas sempre as visões de um aluno.
Hoje me vejo professor. Não de colégio ou universidade, apenas de cursos de rotina editorial para novos funcionários na editora que trabalho. Algumas situações se parecem, talvez por ali encontrar pessoas que necessitam de conteúdo, mas a grande diferença é a necessidade de aprovação para a garantia ou a simples, mas urgente, manutenção do emprego.
Rostos preocupados?
Sim, ainda existem.
Semblantes curiosos?
Às vezes sim. Às vezes não.
Mas a maiúscula (e notória) diferença de objetivos, aliada as causas e motivos, para o maior ou menor aprendizado ainda persiste nos problemas, e nas dificuldades trazidas do aconchego do lar. Pessoas. Seres humanos. E eu? O misto. A mescla. A mistura, o real e necessário meio termo entre os professores chatos e os amigos das turmas. Encontrei esse meio termo.
Brinco, canto, recito, mas cobro, xingo e motivo. Não tenho formação de magistério, mas acho que deveria ter. Seria muito tarde?
Eu, convictamente, acho que não.
Um abraço.
criado por poetacronista
07:23:57 — Arquivado em: 

Comentário por Rodrigo — terça-feira, 27 de janeiro de 2009 @ 13:21:47
Mas é claro que não é tarde, ora pois!!! Sempre é a hora certa de fazer a coisa certa, e tu nasceu pra ensinar!!! abraço
Comentário por Manhosa — quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 @ 09:03:32
Nunca é tarde para se fazer o que se gosta…
Aquele prazerzinho mais… é o que mais nos traz felicidade…
Bjs.