quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Sem volta
Foi em anos perdidos que conheci a poesia
Era um transeunte sem saber o que queria
Morro por saudades de tempos ensolarados
Lembro do cheiro, sabor, choro desalmado.
Tempos de crise ungem mentes em amor
Pouca estrada deixou a graça pela dor
Foi crueldade insólita, não posso esconder
Anos perdidos… Dores remotas pra entender.
Nada mais cruel que gaveta guardando corpo
Levantando a cabeça precisando aceitar
Então nasceu um poeta fabricante de figuras
Sinto saudade, mas não há como voltar.
Um poeta choroso, um cronista revoltado!
Escritos para um povo, detalhes de meu agrado
Tempos que foram, mas cicatrizes permanecem
Hoje a amargura, explica o olhar acostumado.
criado por poetacronista
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