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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sem destinatário

A vida abriu a porta, pena era a dos fundos! Chutei balde com e pedras e tijolos; e o cachorro maltratado pelos donos, insiste em não me deixar dormir. O oposto do sentido era o fraco comprimido; furei sapato, fui atropelado pelo gato, e depois de ter dormido constrangido… Um garoto traído quer pétalas para cheirar!

 

Ouço vozes que vêm do além, mas é além dos ventos e das chuvas! Além das caras e garatujas! talvez volte um dia a lhe esperar. Escrevi bilhetes no elevador; juntei poesias em arpoador; deixei versos em banheiros… Decorando a estação do trem. Nunca pensei que pudesse chorar ou ter isqueiros que demoram a acabar; e nunca disse nunca… Porque sabia que iria conhecer o verdadeiro amor.

 

Sou o decepcionado decepcionante; a faísca de um livro a lembrar Dante, o leitor de um pocket-livro-bem pequeno, mas nunca admitirás o teu amor. Amo a paisagem de seu rosto; a seqüela que o álcool acusa pouco a pouco; e mesmo morando em cidades e abrigos, um dia volto a cavalgar no matagal.

 

O roxo ficou vermelho, o branco alvo em destempero, e se o ouro não amarela mais… O preto representa a vergonha multicor! Sua maquiagem de aquarela perde o tom; desbota o chão e o pensamento, mas filósofos e escritores juntam tudo para adorar. Hoje termino o escrito em regurgito; tomem banho de lago e mar! Tomo porre de coisa alguma e convido: Venham para o canto descansar!

 

O ator interpreta o holocausto enquanto  o garoto aprende o sobressalto. Elejo textos em folhetins, viro homem publico! Sou o ministro de um ministério a se criar. O morro foi promovido a montanha; o barco de iate a navio de uma campanha, e meu pai diz que não é ofensa… Dizer que mamãe é que me pariu!

 

O orvalho ganha nome de sereno; o cheiro do perfume está pequeno, mas o sol que mudou para o vermelho… Combina com os olhos do cantor! Meu cântico virou trilha de cinema; meu texto o louvor de uma ferida bem pequena, e quando cansaram desta vida…

 

Latrocínio verbal virou poema.

 

Abraço

criado por poetacronista    17:53:30 — Arquivado em: Sem categoria

1 Comentário »

  1. Comentário por Manhosa — quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 @ 09:11:09

    Lindo… cada parágrafo um sentimento diferente… mas… de um só coração…
    Pedaços de vida…

    Bjs.

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