quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Fragmentos de um romance que abandonei
(…)Nunca pensou que fosse importante; roupas esfarrapadas circundavam debaixo de seus braços frases de Dante. Em prosa! Estava lendo a divina comédia de forma herege! Jamais perdoariam seu ímpeto de poetar se vissem aquele exemplar de Dante escrito de forma pobre.
(…)Locomotivas moviam-se em meio a parques e campos. Pássaros cantavam ao cair da noite, mas a vontade de caminhar persistia mesmo com a demora de seu coletivo; mesmo diante de amoreiras prontas para o abate; mesmo sentindo-se na companhia única de deus. O alvoroço começara cedo, logo após o desjejum a base de desaconselhados biscoitos de manteiga com refrigerante. O cão ladrou as seis em ponto. Seu cão fazia as vezes de galo.
(…)Ergueu-se e foi ao objetivo. Sempre munido de livros; sempre tentando concluir outro inferno no contexto.
Sempre em busca do final.
Um abraço.
criado por poetacronista
13:19:24 — Arquivado em: 
