
A humanidade está pronta para transvalorar os valores; as saias curtas deixaram de serem perguntas de resposta bifurcada. Danças e músicas estão voltando aos primórdios do acasalamento indígena; tudo dentro dos limites intransponíveis e indesejados da falta de moral e bons costumes.
Eu já sei o que acham e também concordo com a definição: sou ortodoxo, ultrapassado, quadrado e careta! Será mesmo? Meu filho tem oito anos e está difícil criar uma criança com tudo o que se tem noticia na televisão! Internet então, nem se fala.
Quando dos meus oito anos a família olhava atenta, e de forma unida, as novelas dos três horários! As famílias não olham mais, ao menos não com a tenacidade de outrora. As novelas estão impróprias para várias idades e em se tratando de princípios básicos, impróprias até para os adultos.
Não posso aceitar as condições de direitos iguais como endosso para o que temos assistido. E as roupas das meninas que de forma insistente são travestidas de rainhas do funk? Sei que já bati nesta tecla na última crônica, mas estou triste, preocupado, revoltado e a ponto de “chutar o balde”!
Letras de música que dizem coisas do tipo “goza onde quiser” ou ainda “desce até o fim oh safada” representam os hits da boca da garotada! E eu que sou quadrado? Ah, existe também outra utilização para o termo quadrado, mas neste caso não é impróprio não, apenas dotado de uma pobreza musical condizente com a atual situação de nosso povo.
O ser humano a cada dia torna-se mais fútil e vulgar, e como se isso não fosse o suficiente adorna as prateleiras de lojas de departamentos com fotos de mulheres seminuas ofertando lingerie de forma pornográfica.
Sabem o que mais me revolta?
Programas de televisão lucrando com suas “sub-celebridades da feira livre” enquanto jornalistas graduados e competentes abrem bancas de revistas nos centros de nossas metrópoles. Nada contra vendedores de revistas, mas um dia desses passou por mim no shopping uma, digamos, “fruta turbinada” dizendo para a amiga que estava com trinta e sete de febre! É… Salvaguardando os direitos do menino prodígio parafraseá-lo-ei:
- Santa ignorância Batman.
Um abraço.