terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Objetivismo - 23-12-08
Meus olhos deslizaram o foco para o lado. Não foi de soslaio, foi direto feito o lançamento de Dunga para Romário contra camarões em 94. Forte objetivo e vertical!Esse desvio no foco mostrou-me características humanas que não pensava que pudessem existir. Sempre citei a condição de “ser” humano em caráter pejorativo, mas começo a mudar meus conceitos.“E aquela bola marcou o inicio de minha fase adulta”; Brasil campeão! Quando pensei que não seria mais. A bola de Romário? Não! A de Dunga! Lançamento preciso pra acabar com a implicância de meu pai a respeito do capitão. De “quase” dois anos pra cá, a vida me apresentou pessoas de bom coração, boa índole e caráter idem. Pessoas que carregam no âmago o significado maiúsculo do que é ser humano. Estudar um pouco de antropologia ajudou, mas não posso ser simplista a este ponto. Isto eu nunca fui, e sempre condenei os que assim o são, portanto, não mudarei de postura.“Finalização precisa de Romário em chute de bico em meio a duas ‘paredes’ sedentas por impedir o gol”. A troca de vida sofrida por este “pseudo cronista” que vos escreve, alicerçou a mudança de raciocínio também. Antropologicamente falando estamos em processo de evolução e esta evolução me permitiu adoçar princípios e traçar novos parâmetros setentrionais. Um jogo de futebol marcando época no lançamento inesperado e genial de um gigante sob a alcunha de anão! Ali, naquele instante descobri o significado do termo “verticalidade precisa”, mesmo que tenha sido implantado por mim (e depois de tantos anos). Foi a tradução do que havia visto dos pés de Dunga. Meus olhos mudaram de direção de forma direta, e agora falta-me apenas a maestria… A maestria de um certo “baixinho” na execução.É indiscutível a importância do conjunto na vida e no jogo; na sorte e no amor, mas o lançamento foi magnânimo e digno da pujança de um pequeno grande homem. Acho que dependendo da conclusão conseguirei o final feliz, pois o lançamento… Meus olhos já providenciaram.
criado por poetacronista
07:23:03 — Arquivado em: 
