segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Apagador de erros (escrito em 15-12-08)
Escrevo como quem respira para não morrer; escrevo como vestir roupas para definir novos idiomas e talvez para ser eu; tu; ou mudar para você. Escrevo por necessidade obrigatória e não consigo sequer dormir sem que no sonho sente em cadeiras e comece a rabiscar.
Doença? Não, talvez incontinência ou outro termo qualquer. Sou o poeta que prefere ser escritor. Sou atleta das letras e das linhas e me fantasio de amante com um sentimento idem ao amor.
Sou nas horas vagas o apaixonado com vergonha de admitir que mudei, e porque não, o ideal de homem, de ser humano e de compositor de cânticos também.
A vida me deu outra lição, mas sigo tranqüilo enquanto o grande quadro branco me disponibilizar o apagador. Monto em eqüinos e espraio campos fora em busca do saber.
Escritos gregos e hebraicos continuam me dizendo que são antigos, mas começo a pender para o lado… O lado que busca neles talvez o mais relevante dos significados.
Talvez me torne mais humano enfim.
Um abraço.

criado por poetacronista
10:18:18 — Arquivado em: 
