sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Desejos de uma sexta-feira
Fragmentar déspotas em terreno público; comunicar aos atletas que o impedimento foi absurdo; regozijar a tarefa árdua, morrer no incenso enjoativo da balada, ser eu mesmo de corpo, alma e traje social.
Aterrar o rego da montanha; montar montaria sem ser redundante; Terminar o bordel com tijolos de papel; Reescrever a história esquecendo profecias gregas, ser o maior entre os molestadores de bromélias; comer arroz com sabor de pêssego enquanto planto rosas que germinam flor de lótus.
Morrer todos os dias apenas para saborear a ressurreição proibida, ser o adúltero de meus princípios sem trair o livro da estante. Desejar os conhecimentos de Espinoza sem ler livro algum, e torcer, torcer intensamente pelo mesmo time que todos a minha volta, mesmo que para isso deixem de ser rivais no fim.
Comer tomates sem precisar lavá-los; escrever poemas que todos entendam; ser chamado de belo mesmo que seja beleza intrínseca; sorrir para a mais longínqua estrela e ganhar abraços e elogios pelo texto mais pobre que já fiz
Um abraço.
criado por poetacronista
13:09:25 — Arquivado em: 
