quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Mulher virou sinônimo de fruta – fruta estragada! Banalizaram a classe feminina, e eu - se fosse do sexo feminino - ficaria “p” da vida com estas ridículas que se sentem donas do campinho; mas como tem sempre espaço na mídia pra futilidades… Da-lhe feira livre! Todas deveriam agrupar-se em único epíteto: mulher vulgar! Não vou entrar no quesito “alegoria e adereços” porque carnaval é coisa séria e eu gosto, mas que as rainhas do baile funk estão pegando pesado, ah isso tão!
País tupiniquim é isso mesmo, “créu” é musica e MC é rei… Da-lhe cultura podre! E viva o “ridículo que eu não assisto”, e não sou hipócrita não… Quem me conhece pessoalmente (o que é um prazer) sabe que não assisto mesmo. Prefiro documentários de arqueologia, ao invés de assistir frutas corruptas na TV.
No meu tempo a Luiza Brunet era a musa do país, agora elas tem o peito (pra não dizer bunda) de se auto proclamarem musas do meu Brasil. Em relação ao país… Melhor nem comentar.
Eu pago imposto alto “e em dia” e agora governantes, em discursos piegas, pedem pra que eu mande donativos para Santa Catarina! Não estou me negando, apenas acho que o mensalão poderia financiar toda a estrutura de emergência que os catarinenses tanto precisam.
Pátria injusta; nação picareta; políticos desonestos… E agora mulheres ridículas querem cargo de rainha de bateria! Eu hein? Só falta se elegerem ministras e mudarem o ritmo do hino nacional para funk! Lamentável.
Hoje é sem abraço.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O dia amanheceu complicado; primavera matinal com verão escarpado! Suporte com repique ao norte, e a falta de abraços permeando todos lados. O dia demonstrou esforços de poesia sem conjugação; demonstrou a ânsia da aurora em ser a bela boreal. Tenho preferência pelo crepúsculo e pela alvorada, mas a aurora completa o trio como se fossem o id o ego e super ego.
Não fiz a barba – preguiça pura – e o cabelo, que só existe nos flancos, começa a decorar beiradas com seu matiz nevoado. Dia de temperatura amena com promessa de calor ao meio dia. A noite reserva futebol, porque é quarta! Não porque exista paixão ou motivação, apenas porque é dia de futebol. Mas tem decisão, ao menos para os gaúchos. Sou apaixonado pelo esporte bretão e pela longilínea companheira que escolhi e me escolheu.
Saudades da horta da casa de vovó. Tinha alface e tomate! Pequenos, “mas sem agrotóxicos” dizia a dona Maria com orgulho de suas hortaliças. A vida anda despreocupada no momento que a preocupação deveria ser maior. O homem não veio do macaco – esta é minha tese – ele está INDO pro macaco! Estamos nos transformando em bichos a cada década que transcorre.
Começo a ler traduções de profecias e volto a denominar Nostradamus como louco! Mas que algumas previsões preocupam… Há isso é notório, notável e relevantemente perturbador. Volto ao inicio deste texto vago dizendo que o dia promete ser exatamente o que eu esperava: ameno até a hora do almoço; quente até a hora do café; quente a noite durante o jogo, e ameno de novo na hora de dormir.
Decidiram fazer um teste de DNA em mim! Sabem o resultado? Não sou humano! Pertenço à espécie ultrapassada e incompreendida dos poetas! Ao menos não viemos nem estamos indo pro macaco.
Um abraço.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008

E se as superstições fossem regularizadas e oficializadas pela sociedade? E se “cruzar os dedos” perante o redemoinho fosse tão comum quanto comer quando se tem fome? E se tapar espelhos solucionasse os riscos da chuva ou ainda ter cuidados com o sal e o espelho trouxesse sorte ou ao menos impedisse o azar? E se falar “santa Barbara e são Jerônimo” fosse suficiente para a proteção de raios e trovões?
Triste época a que vivemos… Temos que cuidar de ditos que sem fundamento regram as vidas de nossos semelhantes. E se louva deus matasse? – falo daquele bicho asqueroso com cabeça de prego que se decidir (segundo a ridícula crença de alguns que conheço) invadir uma casa de família, matará a todos sem pena alguma! É no mínimo engraçado, não acham?
Mas eu venho de família que crê em tudo isso! E ainda dizem que uva faz mal com melancia e manga com leite é capaz de matar! É… não é fácil viver assim. É melhor estudarem um pouco sobre a escravidão e o Brasil colonial. Recomendo pra inicio de conversa - “Esquecidos por Deus” da fantástica e estupenda historiadora Mary Del Priore. Antes de qualquer conclusão errada, não se trata de livro religioso ou ateísta! É livro de historia com embasamentos históricos, que relata o surgimento de alguns mitos, medos e superstições.
Agora pra alguns amigos e parentes (ops, falei demais) deixo a seguinte pergunta: continuam acreditando em copo atrás da porta e “cultivando” comigo-ninguém-pode… No vaso sobre a mesa?
Um abraço.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Algumas histórias foram contadas sem contexto, sem formatação e sem tom crível ou consistente. Algumas histórias simplesmente disfarçaram a retórica ou a utilizaram para suplantar fatos difíceis de acreditar.
Algumas datas tiveram a consistência arrogante de competir com outras de relevância mundialmente impar como 1968. Algumas histórias me apaixonaram pela destreza de seus contistas. Outras não. Outras muito menos.
Algumas histórias foram contadas com sutileza por minha avó, mas estas não receberam credibilidade historiográfica por terem sido inventadas pela mãe de mamãe.
Minha história tem alicerce por ter sido baseada em todas as outras que estudei li ou ouvi; minha história tem capitulo novo cheio de arestas e diálogos que redigirei depois.
Minha vida avistou novas hortaliças em lavoura bombardeada por conflitos existenciais. Minha vida é um capitulo de drama - sem pulsos cortados ou copos de veneno - sem tranças utilizadas como cordas e com nenhum polegar pequeno.
Minha vida é cheia de esperanças, mas também teima em definir nuanças em meio a déspotas de nosso terror cotidiano. Sou um inovador na arte de querer mais e um pós-doutor em não saber coisa alguma.
Hoje decidi falar de mim mesmo. Falar de meus medos e maiores problemas; hoje optei pela mensagem subliminar com medo suficiente de não querer ser decifrado por alguém.
Um abraço.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A leveza de meu momento é ambígua e talvez desonesta; ora tenho vontade de amputar os fios mais extensos de meu cabelo e ora defino melhorar a intensidade com que vivo a me ocultar.
Penso como um filósofo e escrevo como um poeta que sonha em publicar romances. É a discrepância das informações de meu cérebro! Assim defino a intensidade como a forma de repetição mais adequada. Sou louco por amar a pessoa que mais amo e gosto de honestidade, mesmo que para isto tenha aprendido cometendo erros.
O outono derruba folhas e a primavera traz muitas flores, mas em minha vida o inverno é constante e serve para congelar princípios. Sou brasileiro com descendência brasileira! Mas na família negam essa simplicidade estipulando origens caucasianas de um certo setor do continente europeu.
Hoje decidi optar pelo contexto histórico; amanha talvez o poema seja mais retórico; ou quem sabe, e porque não, acate a natureza panteística de Einstein e deixe de escrever para observar gotículas de chuva ao meu redor.
Um abraço.