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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Bifurcado

 

Poderia ser o lúdico sonhador, ou o pesadelo nefasto do poeta; poderia sucumbir, e fazer com que sucumbissem todos os heróis e portadores de auréolas medievais. Poderia embalar meu filho até dizer que está com sono, e quem sabe, em meio a multidões… Dizer-te que sou seu dono, mas poderia menosprezar a tristeza deixando princípios e bifurcando minha alma em leques orientais!

Poderia benzer o druida com o ungüento sagrado - extraído das banhas de um carneiro unicórnio, e acordar menos durante as noites, para zelar seu sono; dar-te o braço de apoio, e fazer declarações pedindo perdão. Poderia fazer o desenho que uma criança pediu, e bronzear seu sorriso corando sua pele de emoções.

Poderia ter a certeza de que o “nadismo” é a ciência do novo século e que parteiras permanecem sendo requisitadas em algum vilarejo de condições precárias e convencionais. Poderia ser o tradutor contemporâneo das escritas gregas, mas prefiro olhar seu rosto no reflexo da areia, percebendo que não tem semblante, não diz se chora, nem ao menos ri.

Poderia apaixonar-me com o que o espelho me mostra, mas prefiro percorrer léguas e andar quilômetros, buscando o que ninguém gosta. Poderia circundar o planeta usando apenas a imaginação; ler estrofes de filosofias de gibis e parágrafos de pergaminhos eruditos.

Poderia demonstrar amor com agressividade arrancando uivos em nosso berço nupcial, mas também poderia dissecar lágrimas com angústias partilhadas; com máscaras desmascaradas e com refeições de água e sal.

Poderia ser o maior dentre os pequenos, salvaguardando o mais grotesco dos terrenos… Ao dizer que amo a bela e indubitável aurora boreal. Poderia ser o mártir e o bandido, mas prefiro ser o “quarto cavaleiro apocalíptico”…

Prefiro vestir-me de amarelo ao anunciar o final feliz.

 

Um abraço

criado por poetacronista    13:30:04 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Alguem lembra?

 

No velho Oeste ele nasceu,
E entre bravos se criou,
Seu nome lenda se tornou,
Bat Masterson, Bat Masterson.

Sempre elegante e cordial,
Sempre o amigo mais leal,
Foi da justiça um defensor,
Bat Masterson, Bat Masterson.

Em toda canção contava,
Sua coragem e destemor,
Em toda canção falava,
Numa bengala e num grande amor.

É o mais famoso dos heróis,
Que o velho oeste conheceu,
Fez do seu nome uma canção,
Bat Masterson, Bat Masterson.

Seu nome lenda se tornou,
Bat Masterson, Bat Masterson.
Seu nome lenda se tornou,
Bat Masterson, Bat Masterson.

 

um abraço.

criado por poetacronista    08:58:08 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Cool

 

Acordei com a vontade de olhar um brinquedo em uma loja de shopping para poder parafrasear os americanos e dizer: cool!

Acordei com vontade de conversar frente ao espelho apenas pra dizer o que quero e o que almejo; e talvez para subtrair das dúvidas minhas poesias e meus teoremas sobre o futebol.

Acordei na véspera! Pena, mas não era o dia ainda.

Acordei olhando para o lado e lendo o impublicável resultado eleitoral. Mais artistas eleitos pelo povo e eu achando que eleições diretas não são tão boas assim.

Vi um filme ontem a noite; contava a historia de um herói ou coisa e tal. O final é realista do jeito que ninguém poderá um dia gostar!

Crianças crescem sem a educação necessária. Pessoas suportam a pressão mais que diária, e no final a habilidade do diretor faz com que o telespectador torça pelo vilão até o final.

Acordei, mas era melhor ter dormido.

Vejo americanos deleitando-se pela vida e não acho isso “cool” não.

Um abraço.

criado por poetacronista    13:42:35 — Arquivado em: Sem categoria
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