sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Alguém vencerá o classico?
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Em uma semana grenal alguns fatos são marcantes e repetitivamente redundantes. Torcedores costumam frisar suas paixões com as mais ridículas brincadeiras e contestações. Vejo como um dos maiores exemplos as máximas “não há favorito” ou ainda “lá é o nosso salão de festas”. Sabem por que desta última? Porque o papai ensinou assim! Basta analisar números – que são reais e explicativos – para verem o quão ridículos se tornam cada vez que aplicam a nossos ouvidos as mais impróprias brincadeiras. Quando o assunto é notoriamente voltado para a brincadeira tudo bem, mas quando se torna convicção que jogar grenal fora de casa é fazer festa… Bem daí… Preciso dizer que o Grêmio venceu a maioria dos Grenais onde o mando foi seu; o mesmo acontecendo com o internacional. Não há favorito? Não mesmo? Então porque geralmente o time mandante vence? Já sei… Irão me relatar inúmeros Grenais com resultados adversos ao mandatário. Eu mesmo corroboro quando conto que estive no olímpico na acachapante vitoria de 5 x 2 do Internacional sobre o time da casa. Sei disso. Mas falo de números gerais, onde o salão de festas do Inter não é no Olímpico e muito menos o Beira Rio o do Grêmio. Outra brincadeira sem fundamento é o epíteto “chiqueirão”. Abro parênteses para lembrar que novamente foi o papai que falou. Em se tratando de Brasil, a dupla grenal possui estádios acima da media nacional! Então não existe chiqueiro algum. O que existe sim é um jogo feio, ou melhor, sempre feio! Ou alguém terá a capacidade de dizer que assistiu um grenal de altíssima qualidade tática e refinado desempenho técnico? Hein? Isso não existe! Tanto Inter quanto Grêmio jogam seu maior clássico pensando em não perder, logo… Não há plasticidade na partida. O que existe são muito empenho e disciplina tática! Linhas de quatro que se alternam com quadrados e losangos visando sempre a maior ocupação de espaço, munida de muita virilidade e tenacidade nas jogadas. No Grenal o ímpeto supera e substitui a ânsia da vitoria; no Grenal o que importa é não perder o jogo; o resto é conseqüência no deboche do dia seguinte. Palpite? Eu? Nunca!!! Aprendam uma coisa… Não existe palpite em jogo de futebol. Se existisse todos ganhariam na loteria esportiva. Em Grenal muito menos. Mas apenas para não ficar em cima do muro diria que acho (é achômetro mesmo) que alguém vencerá este grenal; três empates consecutivos direcionam a partida para uma vitoria. De quem? Diria que 40% das chances são do time mandante; é claro que estou usando os números da historia. 30% de chances para o visitante e os outros 30% para o empate. Fiquei em cima do muro? Não, apenas fui racional demais para um esporte que não sabe o que é isso.
Um abraço.
criado por poetacronista
14:20:38 — Arquivado em: 
