quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Reflexão
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Por vezes pensei que a felicidade estivesse estampada em minha vida. Situações corriqueiras, mas de caráter agradável, coloriam finais de tarde junto às mesas, bares e amigos. Situações onde o conforto de risos e piadas e até a sustentação necessária para a felicidade, garatujava a alegria de meu viver. Os anos passaram e com eles vieram a falta da consistência dos dias futuros e de seus alicerces. Tudo mudou; inclusive minhas convicções sobre o futuro! Hoje retorno a comer frutas da infância e também vislumbro a “menor idade” pela falta dos vícios de outrora. Sigo na contramão dos ensinamentos paternos, mas com o respeito que meu pai ensinou. Não freqüento mais bares em excesso, e talvez esqueça até da freqüência remota, mas necessária, que deveria manter nos finais de tarde de uma sexta feira qualquer. Amigos? Esses diminuíram; tornaram-se escassos e de probabilidades tão intransponíveis quanto “duas linhas de quatro”. Tenho feito muitas análises da vida cotidiana; tenho mantido princípios e revisto conceitos que já havia esquecido. Hoje o mundo parece-me mais redondo do que antes e girando mais devagar pela ausência do álcool em meu sangue. Meus textos têm sido mais dramáticos - segundo alguns leitores - e menos freqüentes também. Começa a Olimpíada de Pequim (embora queiram traduzir o nome da metrópole chinesa de outra forma, sigo chamando-a pelo nome mais adequado – Pequim!) e junto das competições sinto o amargor de não poder acompanhá-la de forma integral. Deveria ter pensado melhor as férias, mas como não o fiz, começarei meu descanso quando o maior dos eventos esportivos já tiver no fim. Lá (em Pequim) a manchete é a poluição, já para mim o importante é o quadro de medalhas que certamente “dará um banho de água fria” no histórico e mentiroso desempenho pan-americano do Rio de Janeiro. Dizem (os intelectuais do esporte) que os chineses tentam acobertar a poluição (proveniente de sua conivência com a desproteção ambiental) com um grande evento. E nós? Acobertamos o que com o Pan mesmo? É… Melhor deixar assim.
Um abraço.
criado por poetacronista
16:15:36 — Arquivado em: 
