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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Esse sou eu.

 

A autobiografia está intrínseca em minha vida, e como não podia ser diferente, em minha crônica, em meus textos, em minhas prosas e em minhas poesias. Sou o cronista sob o “epíteto charmoso e galhardo” de poeta! Um precursor de alguma coisa que talvez tenha sido realmente o primeiro. Um admirador nato do futebol - que odeia ser rotulado de gremista ou colorado - por ser realmente um apaixonado pelo esporte. Sou daqueles que busca inspiração sem acreditar necessariamente que ela exista; sou, enfim um poeta por acaso; um pretenso romancista que não leva os projetos adiante, e um contista que se autoconsidera “dos bons”; Esse sou eu “um em um milhão” de pseudo-escritores que ostentam a vontade de obter reconhecimento. A substantivação do epíteto surge ao ser reconhecido nas ruas: - olá poeta, como vais? É a realização, que embora não seja o objetivo – o melhor seria o reconhecimento de escritor e não poeta – fica melhor assim. Seria rude, e até seco por demais, ser parado nas esquinas desta forma: - olá escritor, como vai indo? Não; realmente não combina. A vida segue com “ensaios de ensaios” e poemas utópicos quando não autobiográficos; procuro reler velhos livros que hoje adquirem outro significado e juro de pés juntos que nunca irei jurar por coisa alguma. Meus primeiros escritos foram descartados por mim mesmo. Eram ruins? Não sei… Faltava coragem para defronte o espelho dizer: sou um escritor! Hoje até já admito; da mesma forma com que admito ódio, horror e escárnio. Amadureci até atingir o auge da maturidade; amadureci até passar a incomodar os outros pela excessiva maturidade e seriedade que carrego em alguns assuntos. Os amigos reclamam apenas da formalidade e meu filho, que possui apenas oito anos, fica atento ao telefone tentando descobrir que hora serei direto para dizer-lhe sim ou não em seus pedidos. For ma li da de! É essa a palavra chave para quem confunde a linguagem falada com a escrita e sofre com este mal. Procuro manter meus ídolos, e arquivá-los por ordem alfabética dentro dos estilos. Trabalho em uma editora de guias telefônicos, já faz tempo, então aprendi bem esse negocio de ordem e arquivo. São tantos ídolos que às vezes preciso relembrar. Para a música hoje são poucos e esquecidos, mas na literatura são muitos, e embora prefira os filósofos, mantenho cronistas no hall dos intelectuais inatingíveis também. O epíteto de poeta às vezes machuca, mas por vezes abre portas de fraternidades e confrarias e confunde as platéias que teimam em pedir um poema imortal! Não. Respondo assim mesmo: - não. Não declamo poemas imortais. Não recito poemas dos outros. Recito os meus que embora não sejam de escola lusitana são até bem bons. Esse é outro ponto de minhas prosas autobiográficas: - gosto de vangloriar meus escritos como sendo os melhores que já vi. Soberba? Talvez, mas prefiro dizer que alguém precisa comprar o que escrevi.

 

um abraço

criado por poetacronista    14:56:58 — Arquivado em: Sem categoria

1 Comentário »

  1. Comentário por Manhosa — terça-feira, 26 de agosto de 2008 @ 22:21:37

    Meu poeta querido

    Já li e reli “Este sou Eu”…
    Na realidade TeAmo… assim sendo és muito mais até do que escreveste… risos…
    Mas… conseguiste confundir minha cabeça… não entendi o que de fato querias que entendesse…
    Te gosto mais quando estas falando de amor… ficas mais livre… mais solto…

    Risos… Sou primária… lavo meu coração juntando letrinhas… Amo o Amor… Amo a vida…

    Bjs.

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