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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Xadrez x futebol?

 

Sou daqueles poucos declarados que comparam o xadrez ao futebol. Os dois esportes utilizam concepções táticas e estudos de adversários. Os dois requerem aperfeiçoamento e infindáveis momentos de dedicação. Não estou falando dos “jogadores de bola”, não desperdiçaria tempo com eles, mas falo dos intelectuais deste que é sem dúvida o maior esporte coletivo do planeta. Como disse a Martha Medeiros, cada um faz do seu blog o que quiser, portanto em tempos olímpicos dedicarei o espaço, se possível na integra, aos esportes. O porquê do futebol? Serei simplista: sou brasileiro! Este é o país do futebol; que é oito vezes campeão mundial de vôlei e recordista de medalhas em judô e iatismo, mas definitivamente é o país do futebol. Perdoem-me os enxadristas de plantão: acho o futebol mais complexo e de mais difícil execução do que o esporte do tabuleiro! Não estou hoje “chegando de mansinho” a este espaço para falar mal do xadrez; não é isso. Gosto de jogar, embora não seja um exímio enxadrista, e por tal fato tenho desempenhos semelhantes e até medíocres nos dois esportes. A dificuldade maior em se planejar o futebol, para mim, está em um rápido e honesto comparativo. Vamos lá? Quem seria o “enxadrista no futebol”? Duvido, ou melhor, Du-vi-do, que qualquer pessoa que entenda 1% do esporte bretão discorde que seria o técnico o responsável pela execução da estratégia e dos esquemas táticos. Ou será que estou tão fora da realidade? Creio que não. Pois bem, em se tratando do técnico ser o enxadrista, torna-se notória “a maior dificuldade” tendo em vista o livre arbítrio das “peças” no campo de futebol. No xadrez o enxadrista pensa e executa, já no futebol o “enxadrista” pensa e manda executar! Agora, se a “peça” irá ou não cumprir a ordem, é outra questão. Poderíamos também comparar peças com posições. Ganha-se xadrez eliminando o rei. Ganha-se o jogo fazendo gols! Então seria o “gol” o “rei” no futebol? Ou quem sabe seria o goleiro o herdeiro do epíteto? Bastaria aprimorar o comparativo, levando em consideração que o gol é a derrota do goleiro após o embate com o atacante. Comparação surreal, mas efetiva, concreta e lógica talvez. Não podemos trilhar esse caminho, pois seria injusto com amantes desse ou do outro esporte, mas uma situação me obrigo a comparar. Como amante do futebol - de-tes-to retranca! Não suporto o futebol oriundo de minha descendência (italiana) que se resume na simplória arte de destruir. Portanto em prol do “ofensivismo” deveriam proibir as famosas e intransponíveis “duas linhas de quatro”. E no xadrez, seriam elas, o “roque do rei”?

Um abraço.

criado por poetacronista    14:49:49 — Arquivado em: Sem categoria

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