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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Revelação

 

Algumas situações são reveladoras. Algumas nem tanto, mas a revelação faz parte do ser humano e ostenta clareza e persuasão. Sou daqueles que lê tudo o que há para ser lido, mas acredito em pouco mais da metade do que já li. Creio no amor e na existência de românticos apaixonados. Creio na maiúscula evolução dos seres, mas desconfio que nunca fui um símio. Acredito nas evidencias que a historia deixou, mas não mostrou onde, e tenho certeza (ah se tenho) que outros planetas abrigam outras civilizações. Sou o estranho no ninho, mas prefiro ser chamado de intruso. Gosto de seriados fictícios que alegram e revelam capacidade de invenção, mas é evidente que os casos verídicos me agradam muito mais. Sou daqueles que ostenta o amor por uma linda mulher com a cara de quem diz ao mundo: não é para quem quer! Ontem o dia passou rápido demais e a noite fez jus com curta duração. Creio que a vida passará mais rápida que minha visão, portanto leio para manter olhos abertos no futuro e perceber antes que seja tarde que meu filho está pesado demais. Gordo? Não, apenas não posso mais carregá-lo como gostaria. Era pra ser crônica, peço desculpas. Virou missiva; virou confidência; virou um diário. A tarde promete sol e pouco calor; o dia promete encerrar com historias para serem contadas junto à mesa de um reles bar. O inverno está castigando os seres que precisam do frio. Ele não veio. Ele se esqueceu de nós. Qual será o motivo? Isso eu creio… Que não temos explicação. Minha vida é explicada pela falta de fé e resignação, mas justifica-se, e explica-se, pela determinação que coloco e direciono aos meus textos. Sou o crente que não crê no improvável e revelo desejos e vontades a ponto de ser chamado de “cara de pau”. Não tenho medo da lembrança do passado, mas prefiro planejar o futuro como forma de dar mais consistência ao presente. Hipocrisia? Não. Sei que às vezes fico remoendo, um pouco além da conta, as magoas que já se apagaram, mas não me considero assim não. Sustentar objeções com retórica agradável e impositiva lembra-me discursos persuasivos e discrepantes. Lembram-me Odorico Paraguaçu; lembram-me outros tantos que melhor não comentar. Acredito no que mesmo? Na força do país do futebol! Força do que? Ou melhor, pra que mesmo? Eu creio em tudo que se prova, se toca se consome, e se têm. Lembro de tudo que há de melhor no mundo. Lembro do planeta mais redondo e menos chato, lembro que meu texto perdeu o foco, mas creio em tudo. Inclusive que posso consertá-lo… Até nisso, eu creio também.

 

Um abraço

criado por poetacronista    08:30:24 — Arquivado em: Sem categoria

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