sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Visão periclitante

Subia escada enquanto o mundo
em minha volta desmoronava.
Soluções e choros periclitantes;
desejos e anseios como nunca tive antes.
Você subia a escada…
e era véspera de um final de semana
com talvez, filmes de horror.
Lembro dos postes da infância
não são mais os mesmos
tinham lâmpadas amarelas.
Lembro da rua escura
nas férias de inverno na casa de vovó!
Lembro da inocência que sentava
junto à mim na calçada;
meninas e meninos todos juntos
na escura rua de perdição.
Recordo de árvores
mais verdes que as de hoje;
lombas de areia;
primeira bicicleta “domada”;
e a ânsia de ter perdido a partida
de bolita com a gurizada!
Férias de inverno
estendidas por feriados
e desejadas por todos
os outros meses de verão.
Tudo em meio a subida de escada…
mais estonteante que conheci!
Um de meus ídolos definiu Como:
“verticalidades que a vida nos impõe”
Concordo com meus ídolos
(não poderia ser diferente),
mas simplifico esquecendo a infância
e decidindo por encomendar um elevador.
criado por poetacronista
13:52:45 — Arquivado em: 

Comentário por Manhosa — sábado, 9 de agosto de 2008 @ 15:31:29
Meu Poeta
Difícil a procura do nó no fio da história da vida…
Pensamentos embaralhados… saudades…
Fragmentos doces da época dos folguedos descompromissados…
Na verdade… fugas de um hoje…
Vou discordar do teu ídolo… risos…
… aquele segredo que escondemos de nós mesmos… e… desafiamos nosso coração…
TeAmo
Bjs.