sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Que coisa!
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Pediu refri no copo, pois preferia beber em vidro; recebeu na lata que veio aberta para seu profundo descontentamento. Acordou trinta e quatro anos depois! Em uma cama; em um casebre; em um lugar qualquer. Como se sente alguém que dormiu mais de três décadas? Como estavam suas costas? E seu semblante envelhecido perante o espelho trincado, lhe dava choque debaixo de uma arvore (colhendo frutos) e ouvindo os gritos do malfeitor. Estava noite quando se lembrou de como vira o mundo passar em letargia profunda e em sonhos múltiplos; suas tendências suicidas desmascararam as utópicas sensações enquanto dormia. Cerveja teria sido melhor! Certamente não teria vindo em lata aberta, e talvez com um pouco de sorte evitasse seu profundo revés ao beber o refrigerante batizado. Seu filho cresceu, mas não pode acompanhá-lo para ver Shrek 15 ou 16… Seria a atração na tela quente; que nome que durou! Ouviu quando um copo quebrou, mas não era de cristal, era vidro; sofreu um pouco mais por lembrar-se do vidro e então entrou no lotação vermelho que se parecia com a de seu ante-sono, apesar de voar como aviões. Morreu seguro à bíblia sem ter podido terminar a leitura. Tinha programado acabar aos quarenta, mas quando completou esta idade estava no meio; bem no meio de seu sono temporão. Então foi que acordou - de um sono onde sonhava estar tendo pesadelo – e teve como recompensa não o atraso de trinta e poucos anos, mas o significativo, e definitivamente relevante, atraso em seu primeiro dia de serviço.
Um abraço.
criado por poetacronista
10:16:11 — Arquivado em: 
