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terça-feira, 1 de julho de 2008

Acordei pensando…

 

“Porque optei por uma vida sem tabus e sem vergonhas, e aprendi que compreender nossa evolução cronológica ajuda-nos a viver”

São precisos, para uma vida vitoriosa, objetivos e definições de passagem ou permanência. Em suma a obstinação ou a simples devoção de perder ou ganhar tempo – olho no olho! Fibra e restituição de favores, na oblíqua e maiúscula abertura de negociações. Filósofos deixaram de lado o movimento dos ventos por que se preocupavam com os efeitos arquitetônicos dos mesmos em suas obras. Muitos dizeres; muitos favores, porém os horrores de quem pensa, respira e sucintamente opta por orar. Templos foram erguidos pelos milênios (escritos e documentados) e por todos os outros menos esperados, mas com registros nas pedras e nos fósseis de nossa esférica moradia. Voltemos ao objetivo: definir o norte por idades e por degraus. Primeiro reconquistar o território que foi de nossos pais e aí sim… Vespertinar o sol em crepúsculo fundamental. Eu sempre irei traçar primeiro as leituras obrigatórias de meu próximo mês. Formas, formatos antagônicos, preces pré-moldadas e segundo os oráculos da existência, informadas por divindades e sempre – para aumento de minha insanidade – surgidas no oriente, no berço da burrice de nossa humanidade. Alguns amigos já leram este texto; informaram que se tratava de um ensaio lunático-demente-filosofico! Outros disseram ser a maior das bobagens já redigidas por um homem. Ignoro-os, e montado na austeridade de minha ignorância segue meu raciocínio. Aos treze anos os seres humanos passam por períodos difíceis. Interesse por beijos - e aprazíveis gestos de carinho - geralmente surgem em impacto nos treze… Treze anos de idade. Muitos se atraem antes mesmo disso, mas é só nessa fase que os impulsos e desejos serão concretizados pelo surgimento, mesmo que modesto, da, ainda irrisória, coragem. Risos e piscares de olhos; formas desajeitadas, mas paradoxalmente garbosas e galhardas, decoram a existência de um adolescente jurando estar apaixonado. Balela! Besteira! Ingenuidade de um jovem que infelizmente precisa passar por tudo isso. Aos dezoito as coisas começam a borbulhar. Desejos sinceros e agressivos, estimulados (em meu caso) pela falta da penitência e do medo, levam estes seres aos oceanos de volúpia que não mais se contentam com reles beijos e abraços de língua. Dezoito anos… Fase que realmente acaba aos dezenove! Não dura mais que um “ano gregoriano” ou doze meses regulares; outras fases duram décadas, menos esta. É a crueldade de uma desejada idade que após custar dezoito anos para surgir… Finda de forma cruel e ininterrupta sem possibilidades de retorno. Lembro-me dos vinte e cinco anos! Idade de quem completava 1/4… de um total que não será alcançado. Mas com fidelidade aos cabelos que já caíam, raspava cabeça e viajava em calças justas e negras nos sons agressivos, ainda mantidos pela rebeldia punk-brega-adolescente. Tudo acaba. Assim foram os vinte e cinco anos; resquícios de uma adolescência, logo sanada e substituída pela parcimônia de quem finalmente… Conseguiu admitir – sem constrangimentos – que gostava de ares mais calmos. Mais honestos. E finalmente retorno ao inicio de meu texto falando dos objetivos que os seres deixam voar pelos céus apenas pela falta de cumprimento, em suas distintas faixas etárias já vividas. O amor! Este é a chave para a vitória. Mas é necessário aprender a domá-lo e compreende-lo. O amor não é sinônimo de salvação. Não! Muito menos de salvador! Ridículo. Mas não irei me aprofundar. O amor é o sentimento de um ser por outro e “fim de papo”. Somos seres humanos passiveis de erros e movidos por sentimentos. Aí surge o amor. A mesma, porém prematura passionalidade outrora sentida na adolescência que passando pelo acréscimo da libido soma-se à maturidade nos dezoito anos. Amor. Simplesmente amor. Sem dogmas de fé ou definições psiquiátricas. Tudo envolve sentimento; desejo; aspectos de carne e intelecto. Experiências empíricas e intrínsecas. O real motivo das guerras e de todos os períodos de paz. O real motivo por não vivermos na solidão. O amor, somos nós quem sentimos, e nós o aperfeiçoamos e o conquistamos. Não é um criador. O ser humano é o amor! Desta forma encerro o pensamento de objetivos, dizendo que tudo que envolve o profissionalismo ou o passional, passa por este sentimento, mas é fundamental que os desejos não sejam impedidos de existirem, progredirem, e amadurecerem. Somos amor! Somos seres definidos desta forma e se panteísticamente alguns insistem em criar definições celestiais… Eu me calo, penso… E decido logo por escrever.

 

Um abraço

criado por poetacronista    08:55:15 — Arquivado em: Sem categoria

É bom jogar vôlei!

 

Não há o que não se aprenda com trabalho de base e treinos exaustivos. Lembro de minhas primeiras partidas de voleibol; uma época onde jogava na escola, sem a preocupação com a falta da altura que não tenho, efetivamente não tenho. Jogávamos todos os dias e várias vezes! Aprendi, superando todos os percalços que meus um metro e sessenta e nove causaram. E posso até usar de pura gabolice para dizer que aprendi bem. Hoje jogo apenas por lazer com alguns amigos, também desprovidos de altura, mesmo que não tanto como eu. Mas, o que é aprender a jogar vôlei? Saber dar toque? Manchete? Sacar por cima e por baixo? Não. Efetivamente não. Se isso fosse saber jogar, também bastaria conhecer o movimento das pedras para sabermos jogar xadrez! Calma, não precisam ficar preocupados, não irei chegar ao cumulo de “bancar” o professor ou técnico de vôlei, não. Mas posso dizer de forma empírica que vôlei tem muita disciplina e ocupação de espaço. Saber jogar vôlei é desvincular-se da rotação colegial (com pontas, meio, fundo e levantador), e driblar essas posições pela manutenção de um esquema. Saber jogar vôlei é definir quem recebe e quem levanta, e com os outros quatro conseguir aproveitar características da equipe ao definir posições de entrada e saída; meio, e quem vem de trás (linha dos três). Gosto de jogar, indiscutivelmente, gosto de jogar. Assim como no futebol, o passe é essencial, e no voleibol moderno não existe espaço para passes errados. Um passe na mão do levantador é “meio ponto”, apenas por proporcionar no mínimo três possibilidades a quem tem (a romântica) tarefa de erguer: entrada; saída e meio. Um passe errado obriga o levantador a simplificar, erguendo na direção mais óbvia (em relação a sua) e de preferência tirando da rede pela falta de velocidade da jogada (o contrario seria suicídio) pela fácil marcação de uma jogada lenta, e sem peso. São os encantos do vôlei, são as alternativas de um esporte que exige enfrentamento sem contato físico, e com a repartição da quadra através rede. São os encantos, que se não são iguais aos do futebol, ao menos se aproximam e muito. Joguei neste final de semana; fazia tempo. Fez muito bem. Mas o Brasil, e o seu povo, são injustos com o vôlei. Enquanto somos vistos como o país do futebol…Nosso vôlei segue sendo o único esporte imbatível.  

Um abraço

criado por poetacronista    08:26:30 — Arquivado em: Sem categoria
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