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quarta-feira, 2 de julho de 2008

O que dizer…

 

Sobre a destruição da raça humana por nós mesmos, e as condições que temos de evitar nossa extinção?


Neste século estamos de forma voluntária (o que caracteriza conivência) caminhando para a destruição da espécie. Valores notoriamente alterados buscam relevância de forma desesperada nas crenças religiosas, que bem ou mal, ainda conseguem controlar o desenvolvimento de nossas gerações. Os esportes deixaram a muito de contribuir com a manutenção saudável de nosso corpo, e hoje atingiram os absurdos e preocupantes atalhos para a brutalidade, ganância, demarcação territorial, e briga em corridas de medalhas. Somos os torcedores da incompreensível revanche do final de semana. Creio, e isto é sincero, que a qualidade (seres racionais) nos dada sob forma de característica deve, e vai muito além de simplesmente andar, falar, e soberbamente dizer-se dono de objetos, roupas, carros, casas e territórios. Deveríamos efetivamente raciocinar, e isto não fazemos. Os impulsos obsessivos são verificados no dia-a-dia, e sempre, realmente sempre, nos deparamos com a inexistência de toda e qualquer forma de altruísmo. Nossos santos perderam função, exceto a de fazer festas e comemorações. E estas festas, descumprem vexatoriamente as diretrizes e determinações das escritas sagradas. Sem falar é claro, que dependendo da interpretação, a própria existência de santos descumpre-a. Somos os seres mais próximos dos animais, embora digam que macacos estão abaixo de nossa tão evoluída espécie, pra mim, não passa de piada. A maior das piadas já contadas por seres desprovidos de humildade e tombados por sua pieguice costumeira. Observemos os símios e veremos a organização de suas comunidades, seu senso de justiça, sua hierarquia e suas leis. Não estamos nesta condição apenas em relação aos símios, observa-se organização em todo o reino animal e se não possuem a nossa inteligência, ao menos, é notória a obediência e o respeito que empregam às suas leis. Nós humanos burlamos regras antes mesmo de serem implantadas - o que no reino animal seria resolvido rapidamente com o extermínio da vida do transgressor, infelizmente para nós seria caminhar contra os princípios divinos. Impressão minha ou voltamos ao inicio do texto? Não; estamos tratando de assuntos intercalados. A notoriedade de nossos problemas serve de alicerce para algumas medidas providenciais. Primeiramente deveríamos rever conceitos dogmáticos antes que seja realmente tarde demais. Penso na hecatombe que seria um planeta catequizado assistindo a um processo de evasão e destruição que não seguirá os preditos na bíblia no toráh ou no corão. Portanto é preciso descatequizar o mundo, antes que nossos padres e bispos deixem para reconhecer apenas na extinção da espécie que sempre fizeram papeis teatrais enquanto éramos destruídos. Já no âmbito esportivo que insisto em citar como um dos de maior relevância é necessário que atletas voltem a representar nações e não credos ou partidarismos diversos. No que tange aos esportes coletivos precisamos resgatar os áureos tempos onde as disputas resumiam-se a duelos entre Grêmios diversos. Lamentavelmente o que temos hoje é o deus do Novo contra o do Velho Testamento. A religião está misturada de forma homogênea à política, e isto é por vezes tão discrepante quanto a incipiente Teocracia Norte Americana. Definitivamente, religião e política não podem misturar-se e tão pouco servir de motivação esportiva. Nossos atletas não valorizam preparativos e determinação ao esporte; preferem acenar aos dizeres de suas escritas sagradas como sendo a razão de todas as vitorias e derrotas de seus confrontos. Preocupa-me que as reais atitudes de “final dos tempos” não sejam vistas ou diagnosticadas. Urge uma resposta a esse enfrentamento fundamentalista que se espraia por todos os continentes do globo terrestre. Não combato as crenças amistosas; combato o fundamentalismo radical. Combato o fundamentalismo islâmico e cristão quando ultrapassam as raízes da lógica e da aceitabilidade humano-racional. Combato a hipocrisia de quem condena o ceticismo de um filosofo sem quebrar o espelho que mostra seu racismo corrupto e delinqüente. Combato a falta de honestidade e de altruísmo; combato o egoísmo e o extermínio de amor ao próximo. Hoje, homens amam mais seus deuses e santos do que os semelhantes que tanto precisam de amor. Talvez a falta de consciência religiosa dos animais faça com que sejam mais justos e honestos do que aqueles que se intitulam seres racionais. Ou reeducamos nossa civilização para que pincem no contexto apenas fatos relevantes a nossa existência ou cairemos no absurdo de estudar as comunidades do reino animal como forma de vivermos de maneira ecológica e correta. Estamos destruindo nosso planeta; estamos destruindo uns aos outros, e por pior que possa parecer ainda assim insistimos em tratados e acordos internacionais que de nada adiantam. Lembram de Versalhes? O que houve? Simplesmente não foi obedecido! Era um acordo que definiria a paz na humanidade de forma utópica e definitiva. O ser humano deveria levar o super homem mais a sério, mas não o herói dos quadrinhos, e sim o gênio anunciado por Nietzsche quase um século antes, mas que sucumbiu em ostracismo. Um grande filósofo sendo tachado de louco antes da hora (acabou morrendo de insanidade mental) para se juntar ao time dos defenestrados pela opinião publica como Bertrand Russel e muitos outros ilustres céticos de nossa historia. Nossos erros começaram pela falta de zelo e reconhecimento para com os grandes de nossa historia. A falácia da grandiosa divindade (Vaticano) combateu com crueldade, e até inquisição, grandes homens e pensadores do passado, mas de forma hipócrita fez vista grossa (e até aliou-se) ao maior dos anticristos, quando de sua brutalidade nos guetos em idos de 1940. A extinção de nossa espécie começou por gênios como Voltaire (perseguido com total dedicação e afinco pelo alto clero), Russel (perseguido vexatoriamente pelo clã de intelectuais da maior cidade do mundo), Nietzsche (já citei as injustiças para com o filósofo que diagnosticou o Fuhrer), e outros gênios do passado. Nossa espécie critica Maquiavel, mas lê o príncipe, relacionam em listas secretas os livros proibidos e os escritores a serem banidos e são justamente estes que ilustram suas bibliotecas. A hipocrisia está incrustada em nossa sociedade desde a formatação de nossa civilização tupiniquim. Países mais antigos como Itália, França e Inglaterra pecam pela historia que trilharam, mas é inegável a importância que épocas como a idade média tiveram para impor respeito ao restante da humanidade. Era o momento de traçar fronteiras, mas creio que hoje não é mais necessário. A bíblia nos diz que o fim do mundo será o dia em que nação se jogará contra nação! Ok, onde está a novidade mesmo? Não existe outra forma de extermínio que não seja a guerra, e com tantas acontecendo, um dia as proporções atingirão o tão temível cataclismo atômico. Dirão que a bíblia tinha razão. Não acho necessário um livro sagrado para prever isso, mas defendo o livre arbítrio.

Um abraço.

criado por poetacronista    08:11:41 — Arquivado em: Sem categoria

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