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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Trabalhando o insano pensamento

 

Muitas pessoas e muitos seres; idiomas dialetos e dizeres; recados, missivas, pássaros em telhados, objetos do pecado, simulados por bobinas de fax! Talvez seja meio grosseiro, mas ela estando de joelhos não admite meus sonhos ou anseios; ao menos usa cinta liga (mesmo que por debaixo do uniforme), melhor que seja assim. No escritório muito trabalho; em meio a tudo segue a desforra e a orgia, segue a folia de um corpo esbelto jovem, longilíneo e esquio. É bela como Cleópatra e seu perfil! Eu e você brincando de… Quem diria! Mas meus desejos não estão em seu ordenado “ou seguem desordenados” pela falta da visão. Inconsistido; magoado procurando abrigo, mato a fome com sanduíche quando seu soluço faz repique, para que eu possa morrer sempre na umidade de um orvalho. Acordo suado; sonhava e já esperava (que fosse apenas sonho) morrer de inveja e de desejo, tendo em meus braços os seus beijos de sabor bom-bom! E pensar que fosse possível descobrir os sentimentos vivendo… Somente com você! Prefiro viver intensamente a obediência ao meu “eu” e a você também. Relâmpagos cortam o céu dividindo-o em nuvens sulistas e “nortistas”; nuvens a oeste e a leste de um céu qualquer. Quero seu perfume intocável; o perfume que me faz louco; faz pouco, mas faz feliz. Um dia desses o trabalho irá folgar. Um dia desses o trabalho poderá deixar de atormentar. Neste dia os impulsos libidinosos se farão presentes e mostrarão a todos os seus dentes, mas também mostrarão que existe prazer em viver (mesmo que para isso tenha que renunciar o sermão dominical). Que sacrifício hein? Voltemos ao tempo antigo onde cavernas serviam de abrigo e donzelas eram feitas para amar. Voltemos à idade média; conheceremos a presente libélula sozinha em meio a flores, que suaves me fazem… mais que chorar. Voltarei com força aos eventos da humanidade; serei piloto se você for aeromoça! Serei comandante (mesmo querendo ser mandado), serei o primeiro desenfreado a declarar-lhe imenso amor! Mas de forma descontrolada e externada para o publico… Serei o terneiro com maior vontade de mamar. Pisco os olhos e percebo o expediente em seu percurso. Volto aos relatórios, volto a temas difamatórios, volto enfim a trabalhar. E meu trabalho segue em rotinas e balancetes; segue no balanço de seu corpo e no desembaraçar de seus cabelos, e claro, como não poderia faltar, no impávido gênero singular de ser mulher. Canetas acabando – acho que ando escrevendo demais – lápis desapontado pela falta de ponta e pela ausência de uso também. Borrachas não uso mais; também pudera, não tenho o porquê de corrigir o que escrevo. Chegada a hora do almoço lembro que trocaria qualquer manjar de padaria, ou ainda o melhor almoço de restaurante por uma conversa aconchegante, em camas redondas e tudo mais. Passou-se mais de uma década e tudo segue do mesmo jeito. Papéis e objetos seguem a rotina de um quintal de terceira idade! Ventos bons trazem o balanço das folhas e nada mais. Sigo sendo cético até na forma de lhe amar. Pedem-me que lhe faça elogios por poemas e desafios literários. Prefiro lhe beijar defronte ao publico que não espera. Seria mais “lisonjeante” e maior homenagem também. Pedem-me então relatórios que irão custar algumas horas de meu trabalho. Sinto a angústia de ter que interromper meu raciocínio. Perderei o mais precioso bem que possuo; perderei o enredo e seu desenvolvimento; perderei o intruso texto em meu pensamento; perderei a concentração naquilo que escrevo, mas não perderei jamais… Nunca perderei… O intenso “calor” que sinto por ti.

 

Um abraço.

criado por poetacronista    17:21:48 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 22 de julho de 2008

Botão direito

 

Eu queria que o horizonte tivesse um nome mais bonito; que nomes iniciando com “H” ficassem resumidos ao meu pai e seu irmão mais velho. Queria que cadeiras se chamassem mesas e que lápis fossem canetas de apagar. Queria mudar o nome de muitas coisas; muitos lugares; e doutrinando todos os males, queria a bela moça sem sutiã! Gostaria que a laranja fosse chamada de morango, e que talvez banana não tivesse nome algum; queria que menino fosse, para todo o país, o nosso piá! Talvez guri! Mas nunca o ingênuo e adocicado “menino”. Queria mudar o nome das cores e dos pássaros; rever conceitos e letras; e na simples, e eficaz inversão dos nomes, passar a chamar consoantes de vogal, e vogais de consuletas. Queria que estrelas fossem nomeadas pirâmides celestiais! E que os monumentos do Egito fosse assim mesmo… Monumentos do Egito, e ponto final. Queria renomear pessoas como quem renomea arquivos em um computador. Seria fácil; seria natural. Pensem comigo: dia de sol (chamado lua) fazendo calor (abaixo de zero) com pássaros latindo e eu clicando o botão direito para decidir ser Demétrius ao invés de Adriano. Tudo inverso, tudo com outro nome; tudo com encaixe e consistência, mas tudo, tudo mesmo… Com sentido e convicção. Talvez simplificássemos se os nomes fossem dados por pessoas preparadas para a função. Seriam os nomeadores de coisas! Com crachá e tudo! Ou talvez… O mundo encontrasse maiores razões para seus nomes, se a historia fosse ao invés do que é hoje… A obra intrínseca de alguns poetas.

Um abraço.

criado por poetacronista    13:48:20 — Arquivado em: Sem categoria

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Idolatria antagônica

 

Considero-me um cronista antagônico por idéias; vou de Jabor a Ruy Ostermann no jeito de falar, na maneira de me expressar, e também na forma de escrever. Carrego idéias amplas, singulares e públicas. Abro minha vida feito um caderno, e em suas poucas e espaçosas linhas defino regras para cumprimento próprio e particular. Levo muito a sério esse negocio de escrever, mesmo sendo pouco lido carrego em adjetivos e sinônimos minha intrínseca vontade de expressar idéias e definir conceitos. Faço-me poeta em situações pragmáticas e de responsabilidade social; faço-me cronista quando necessito de audiência, mas mantenho a serenidade e parcimônia para falar de mim mesmo. Citei Jabor e Ostermann por serem respectivamente os grandes ícones de minha vida; os grandes senhores da idéia bem colocada e até bem definida, mas existem outros certamente. Poderia citar Veríssimo, mas sua personalidade me impede de elegê-lo algo além de um dos melhores escritores de nosso país. Realmente não sei se alcanço a opinião de todos ao definir meus conceitos para “ícones” da escrita. Procuro me completar na figura daquele que admiro e sigo de forma desenfreada. O Veríssimo é tímido demais; fato que ele mesmo externa de forma publica. Sou extrovertido até além da conta; acho que assim explico minha posição. Escrevo sempre o que meu dia reflete; o que a minha vida compete e sempre de forma impactante, procuro deixar clara minha opinião. Tenho ídolos para todos os campos da vida. Idolatro repórteres, jornalistas, escritores, esportistas e até alguns comediantes e apresentadores de TV. Existem pessoas que discutem a idolatria que direciono a esse ou aquele figurão, mas não me importo; Preciso driblar a falta de consistência de um pleonasmo para que mesmo sem abrir mão, tenha condições de ser lido e compreendido por quem lê. O grande desafio; Ter consistência e consciência do que fazer. Ser escritor sem deixar de ser leitor. Ser poeta por talento e por vocação, mas dar significado, ênfase e relevância, ao âmago do poema que alguém poderá ler. Gosto de massagem ao ego; gosto de ser bucólico em shoppings e lúdico no auge da maturidade; gosto que leiam sem que eu peça, mas acima de tudo, gosto do equilíbrio de um texto bem escrito, e redigido a bel prazer.

Um abraço.

criado por poetacronista    10:49:53 — Arquivado em: Sem categoria

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Uma carta a um pássaro amigo meu.

 

Decole meu pássaro, arvores estão a florescer; milhares de peixes mergulharam; riscos em cadernos eu já fiz, e o sol e a lua, insistentemente enamoram como se fossem adolescentes rebeldes a se esconder. Voe meu pássaro só falta você! O planeta está mais quente agora, terras racharam pela seca incipiente, animais migraram para o norte e não mais para o sul; ventos chegaram ao centro do mapa, e litorais defenestraram a maior das baleias infiéis. Voe meu pássaro, pois paisagens foram garatujadas por poetas; voe e decole logo, sinta-se como Fernão capelo! Seja gaivota e seja borboleta, ou até libélula ou outro inseto qualquer; mas seja ave e voe como uma nave, todos querem ver você! Decole meu pássaro, com asas de penas e ossos; decole para paraísos distantes, mas que sejam bem maiores que o nosso; vá ao imenso arco-íris que guarda segredos sobre ti; drible o inferno desastroso e horrendo, enquanto rios correm mesmo que tremendo, pro sossego da floresta-mãe. Seja raso, ou alto, seja intenso ou nem tanto assim, voe perante as estrelas, demonstre seu jeito e seus teoremas, recite textos bem alto enfim. Seja o mais raro e mais ousado de todos os outros pássaros; drible e mascare a realidade; junte destroços e mova remorsos, mas voe como pássaro que realmente és! Deixe ensinamentos por ordem de seus pais, motive os alunos; os pequenos ou os médios tanto faz, mas voe logo e encante a todos que conseguirem lhe enxergar. Vá ao intenso nascer das ondas marítimas e fisgue peixes como se fosse gaivota ou pelicano; sinta a diferença de aviões e aeroplanos, mas voe o quanto puder, pois “como puder” não importará. Atinja seu objetivo, sem ter recebido algum; mostre a face para outros, diga ser o mesmo que eles todos, mas no fundo saiba por que lhe respeitarão. Sinta calor e cansaço, mas não deixe de voar; plaine em queda livre, conseguirá se recuperar, mas quando estiver realmente cansado, quando realmente pensar em parar… Lembre que todos nós humanos lamentamos e invejamos o fato de não podermos voar! Voe meu amigo! E rasgue os céus com seus cantos, faça poesias com bater de asas; transforme em soneto as tenras e belas águas destes rios a lhe espelhar! Sufoque a beleza de um pavão silencioso; voe meu amigo… Vá para próximo… Vá para bem próximo… Do seu e do nosso… Astro chamado… Rei.

Um abraço.

criado por poetacronista    16:32:21 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 15 de julho de 2008

Batendo o martelo

 

Trago na culpa o maior de meus segredos; culpa de ser poeta, quando sei que nem mesmo isso eu almejo; culpa de não ser atleta, quando toda uma nação paga rios e mares de dinheiro, a quem sabe cobrar falta e ser um campeão. Culpa de ter medo do claro, quando o óbvio seria temer o escuro; culpa… Muitas culpas… Só elas determinam o plural como necessário em meus versos. Sinto culpa de não ter lido Cama Sutra! E quando penso em posições… São sempre posições literárias; posições a respeito de mármores negros que não me remetem a poemas nem mesmo a textos. Posições políticas que enojam, mas alicerçam a população. Tenho culpa de tudo e mais um muito! Tenho culpa de ter beijado seu rosto, quando queria outro beijo em minha boca. Culpa de ter sido educado para ser campeão - Competir é coisa de derrotado! Assim dizia meu mentor. Sinto culpa de não ter-lhe dito antes que minha vontade é incomodar. Sinto culpa por ter fome de sucesso, fome de fama e de progresso. Tenho culpa de me sentir assustado, mas a sinceridade me fez entusiasmado, permitindo admitir tudo; mesmo que me sinta… Tão culpado assim.

Um abraço.

criado por poetacronista    13:30:39 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ossos do ofício

 

Foi estruturado como convite desalmado, e na penumbra londrina de Londres e não do Paraná avistou o peito desnudo da bela jovem balzaquiana. Olhos negros e entre abertos anunciavam seu sono quase decretado. Pernas tão entre abertas como os olhos, mas com um pouco menos de sono. Joelhos sem cicatriz demonstravam que não caíra na infância. Desconfiança; como pode alguém não “tirar o tampo do joelho” ao menos uma vez? Olhos que corriam de cima abaixo não davam bola para os joelhos curiosos e seguia a observar a dama desnuda e pronta para o prazer doentio. Pés de perfeição única, porém inócua; braços fortes e bem desenhados; boca com lábios forçadamente delineados e tudo a menos de metro e meio de distancia. Futebol na televisão do fundo da peça e radio ligado em noticiário. Boca trêmula, lábios mordiscados e tudo que aparenta ser quente e fogoso combinavam com seu estado de êxtase e excitação. Era o primeiro ator da peça teatral; era o aluno preferido da escola que havia concluído há quase duas décadas. Remorsos, saudades e lembranças, vinham e iam, defronte a bela mulher a se despir. Lentamente tirou a alça da blusa descobrindo o outro seio. Ele ali tenso tentando separar profissão de tesão; amor de tentação, tentando desenhar linhas sóbrias ao invés de sombrias; tentando ser um artista; um ser frio e sem sentimentos. Tentou e conseguiu; conseguiu não ser ele mesmo; conseguiu ser a moldura da arte; o desenho da morte e o autor do crime… Ou simplesmente o pintor.

 

Um abraço

criado por poetacronista    11:51:20 — Arquivado em: Sem categoria

Que situação!

 

Sentou cruzou as pernas e pediu cerveja. Vestido longo e estampado; de bom tecido e gosto também. Uma dama, como apenas as inglesas podem ser, mas em um bar de quinta, o melhor seria chamar de boteco, ou quem sabe espelunca, na penumbra de uma rua qualquer. Cinzeiro não pediu, mas ganhou. As cinzas que jogava ao chão obrigaram o garçom – garçom pra ser gentil com o dono do trailer - a lhe entregar o cinzeiro; com olhar sorrateiro disse obrigada, mas não precisava! Dama? Acho que não. Fiquei olhando boquiaberto para  tamanha displicência e incompatibilidade entre roupa, elegância e postura. Vulgar; uma qualquer eu diria. Bar mal escolhido, ou roupa sem combínio algum. Como fiquei olhando, acabou percebendo e olhando também. Será? - pensei comigo. Será que marcou um encontro com alguém que sequer conhece? Talvez seja um daqueles típicos encontros de internet! Orkut; é Orkut! Virei pro lado e segui a esperar minha namorada; se continuasse olhando para a “dama”, talvez pensasse que havia marcado comigo o encontro, e eu estaria “empatando” o jogo de quem nem sei quem é. Imagina só! O cara, (que sei lá quem é) passando por um tímido que fica do outro lado da rua, defronte ao bar do encontro marcado, e não cria a coragem… Tava ficando curiosa a situação, não trágica! Ou quem sabe até engraçada. Minha namorada demorando (e qual delas não demora) e eu ali. Que situação. Ela pediu outra cerveja, e eu não tirava o olhar; Ela cruzou as pernas para o outro lado, também pudera deveria estar “formigando”. Muito branca; muito branca mesmo! Sabe aquelas pessoas que quando descruzam as pernas ficam com a marca “vermelha” da cruzada anterior? Deveria ser descendente de alemães ou até poloneses. Tinha ainda o layout do sucesso! Olhos claros e cabelos louros fazem parte do estereotipo definido pela classe noturno-masculina como sendo o preferencial. Não importa se são originais, basta que sejam claros (olhos e cabelos) para que sejam vistos. Simplista não? Mas enfim não irei me prolongar falando a respeito dos “machos” de nossa espécie, e seus conceitos fúteis de mulher objeto. Aproximava-se um carro igual ao da minha namorada, passou, não era. Que situação! Se olho acabo com a reputação do outro, mas se não olho talvez piore ainda mais. O individuo dependendo de mim, que sequer o conhece pra ir de tímido à gay! Meu deus! Nessas horas recorro a qualquer coisa mesmo. Eu e minha terrível mania de olhar para pessoas feias, caricatas, psicodélicas e sem rumo! Sempre olho para onde não deveria, mas dessa vez estava sendo pior. Quando olho para as feias, ao menos faço uma boa ação – sentem-se admiradas por um dia! Agora… Olhar para uma pessoa apenas por estar destoando (uma perua em um trailer é dose!) tornou-se perigosamente comprometedor. Principalmente para o “pseudo-acompanhante” que certamente apareceria mais cedo ou mais tarde. Bem… Minha namorada chegou, ufa! Beijos, abraços, suspiros do outro lado; mais uma cerveja, e eu indo embora pensando em encontrar o sujeito, que não conheço, apenas para lhe pedir desculpas. Acho que acabei com a reputação do coitado.

Um abraço.

criado por poetacronista    09:58:30 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Poeta, apenas isso

 

Se lhes digo água,
Talvez tenha pensado em ondas
Ou apenas no sal…
Que encontro em meu rio.

Se eu cito montanhas em poema
Lembro Moises meio ao êxodo,
Maomé… Seria obvio demais.

Se eu penso em patas,
Devolvo a cônjuge aos patos,
E dedico este texto
Aos pés de um uirapuru.

Dizem que falta preciosismo;
Outros me acusam de mentiroso;
Falta-lhes o silêncio ruidoso…

Apenas um poema é capaz.

criado por poetacronista    09:44:03 — Arquivado em: Sem categoria

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Soneto a liturgia

 

Pessoas que vestem arbustos
Adereços levam na face,
No semblante e na voz rouca
Vai a única forma de sossegar.

Civilização descivilizada!
Retraída pela mais amarga
Fonte de não crescer.

Planeta amado e odioso
Conservado pouco a pouco
Mas esquecido pelo criador.

Herdeiros da má herança!
Igrejeiros de pouca fé!
Somos seres sem pujança…
Filhos de um deus qualquer

criado por poetacronista    14:18:55 — Arquivado em: Sem categoria

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O que dizer…

 

Sobre a destruição da raça humana por nós mesmos, e as condições que temos de evitar nossa extinção?


Neste século estamos de forma voluntária (o que caracteriza conivência) caminhando para a destruição da espécie. Valores notoriamente alterados buscam relevância de forma desesperada nas crenças religiosas, que bem ou mal, ainda conseguem controlar o desenvolvimento de nossas gerações. Os esportes deixaram a muito de contribuir com a manutenção saudável de nosso corpo, e hoje atingiram os absurdos e preocupantes atalhos para a brutalidade, ganância, demarcação territorial, e briga em corridas de medalhas. Somos os torcedores da incompreensível revanche do final de semana. Creio, e isto é sincero, que a qualidade (seres racionais) nos dada sob forma de característica deve, e vai muito além de simplesmente andar, falar, e soberbamente dizer-se dono de objetos, roupas, carros, casas e territórios. Deveríamos efetivamente raciocinar, e isto não fazemos. Os impulsos obsessivos são verificados no dia-a-dia, e sempre, realmente sempre, nos deparamos com a inexistência de toda e qualquer forma de altruísmo. Nossos santos perderam função, exceto a de fazer festas e comemorações. E estas festas, descumprem vexatoriamente as diretrizes e determinações das escritas sagradas. Sem falar é claro, que dependendo da interpretação, a própria existência de santos descumpre-a. Somos os seres mais próximos dos animais, embora digam que macacos estão abaixo de nossa tão evoluída espécie, pra mim, não passa de piada. A maior das piadas já contadas por seres desprovidos de humildade e tombados por sua pieguice costumeira. Observemos os símios e veremos a organização de suas comunidades, seu senso de justiça, sua hierarquia e suas leis. Não estamos nesta condição apenas em relação aos símios, observa-se organização em todo o reino animal e se não possuem a nossa inteligência, ao menos, é notória a obediência e o respeito que empregam às suas leis. Nós humanos burlamos regras antes mesmo de serem implantadas - o que no reino animal seria resolvido rapidamente com o extermínio da vida do transgressor, infelizmente para nós seria caminhar contra os princípios divinos. Impressão minha ou voltamos ao inicio do texto? Não; estamos tratando de assuntos intercalados. A notoriedade de nossos problemas serve de alicerce para algumas medidas providenciais. Primeiramente deveríamos rever conceitos dogmáticos antes que seja realmente tarde demais. Penso na hecatombe que seria um planeta catequizado assistindo a um processo de evasão e destruição que não seguirá os preditos na bíblia no toráh ou no corão. Portanto é preciso descatequizar o mundo, antes que nossos padres e bispos deixem para reconhecer apenas na extinção da espécie que sempre fizeram papeis teatrais enquanto éramos destruídos. Já no âmbito esportivo que insisto em citar como um dos de maior relevância é necessário que atletas voltem a representar nações e não credos ou partidarismos diversos. No que tange aos esportes coletivos precisamos resgatar os áureos tempos onde as disputas resumiam-se a duelos entre Grêmios diversos. Lamentavelmente o que temos hoje é o deus do Novo contra o do Velho Testamento. A religião está misturada de forma homogênea à política, e isto é por vezes tão discrepante quanto a incipiente Teocracia Norte Americana. Definitivamente, religião e política não podem misturar-se e tão pouco servir de motivação esportiva. Nossos atletas não valorizam preparativos e determinação ao esporte; preferem acenar aos dizeres de suas escritas sagradas como sendo a razão de todas as vitorias e derrotas de seus confrontos. Preocupa-me que as reais atitudes de “final dos tempos” não sejam vistas ou diagnosticadas. Urge uma resposta a esse enfrentamento fundamentalista que se espraia por todos os continentes do globo terrestre. Não combato as crenças amistosas; combato o fundamentalismo radical. Combato o fundamentalismo islâmico e cristão quando ultrapassam as raízes da lógica e da aceitabilidade humano-racional. Combato a hipocrisia de quem condena o ceticismo de um filosofo sem quebrar o espelho que mostra seu racismo corrupto e delinqüente. Combato a falta de honestidade e de altruísmo; combato o egoísmo e o extermínio de amor ao próximo. Hoje, homens amam mais seus deuses e santos do que os semelhantes que tanto precisam de amor. Talvez a falta de consciência religiosa dos animais faça com que sejam mais justos e honestos do que aqueles que se intitulam seres racionais. Ou reeducamos nossa civilização para que pincem no contexto apenas fatos relevantes a nossa existência ou cairemos no absurdo de estudar as comunidades do reino animal como forma de vivermos de maneira ecológica e correta. Estamos destruindo nosso planeta; estamos destruindo uns aos outros, e por pior que possa parecer ainda assim insistimos em tratados e acordos internacionais que de nada adiantam. Lembram de Versalhes? O que houve? Simplesmente não foi obedecido! Era um acordo que definiria a paz na humanidade de forma utópica e definitiva. O ser humano deveria levar o super homem mais a sério, mas não o herói dos quadrinhos, e sim o gênio anunciado por Nietzsche quase um século antes, mas que sucumbiu em ostracismo. Um grande filósofo sendo tachado de louco antes da hora (acabou morrendo de insanidade mental) para se juntar ao time dos defenestrados pela opinião publica como Bertrand Russel e muitos outros ilustres céticos de nossa historia. Nossos erros começaram pela falta de zelo e reconhecimento para com os grandes de nossa historia. A falácia da grandiosa divindade (Vaticano) combateu com crueldade, e até inquisição, grandes homens e pensadores do passado, mas de forma hipócrita fez vista grossa (e até aliou-se) ao maior dos anticristos, quando de sua brutalidade nos guetos em idos de 1940. A extinção de nossa espécie começou por gênios como Voltaire (perseguido com total dedicação e afinco pelo alto clero), Russel (perseguido vexatoriamente pelo clã de intelectuais da maior cidade do mundo), Nietzsche (já citei as injustiças para com o filósofo que diagnosticou o Fuhrer), e outros gênios do passado. Nossa espécie critica Maquiavel, mas lê o príncipe, relacionam em listas secretas os livros proibidos e os escritores a serem banidos e são justamente estes que ilustram suas bibliotecas. A hipocrisia está incrustada em nossa sociedade desde a formatação de nossa civilização tupiniquim. Países mais antigos como Itália, França e Inglaterra pecam pela historia que trilharam, mas é inegável a importância que épocas como a idade média tiveram para impor respeito ao restante da humanidade. Era o momento de traçar fronteiras, mas creio que hoje não é mais necessário. A bíblia nos diz que o fim do mundo será o dia em que nação se jogará contra nação! Ok, onde está a novidade mesmo? Não existe outra forma de extermínio que não seja a guerra, e com tantas acontecendo, um dia as proporções atingirão o tão temível cataclismo atômico. Dirão que a bíblia tinha razão. Não acho necessário um livro sagrado para prever isso, mas defendo o livre arbítrio.

Um abraço.

criado por poetacronista    08:11:41 — Arquivado em: Sem categoria
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