quinta-feira, 12 de junho de 2008
Perdeu-se pelo ar
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Ontem caminhando em passo apertado pela Avenida Goethe, fato que se repete diariamente em minha vida, criei um poema. Não há grande novidade ou espanto nisso, afinal, poetas criam poemas, às vezes no improviso, às vezes não. Mas criei um poema que creio ter sido o melhor que já fiz. Lembro que era enfático, forte, emotivo e motivador. Grandes temas, grande desenvolvimento e belo conceito, digo isto esquecendo, é claro, toda e qualquer modéstia que um poeta deve ter. Mas foi assim que criei. Em passos largos e apressados no deslocamento para o Shopping Moinhos de Vento, onde ia buscar um complemento para o presente de dia dos namorados, o qual acabei não encontrando, e optei por deixar tudo como está (inventar demais as vezes estraga, vide alguns técnicos de futebol). Que lastima! Criar um poema sem a presença do papel, de um gravador ou simplesmente do tempo ou do ócio necessários. Esqueci! Uma brutalidade com a arte que repito sempre que caio no erro, ou até descuido, de criar poemas em deslocamento. Cheguei em minha casa e não consegui lembrar. Recordo apenas da primeira parte onde falava de frases curtas dividas em estrofes para sucintamente dizer que amo alguém. Assim jogado em meio a uma crônica perde encanto, perde impacto, perde o aspecto poético também. Preciso não cometer mais erros como esse, lembro de ter ouvido em minha adolescência que Pelé foi Rei pelos gols maravilhosos que não fez! Morro de medo de um dia ficar famoso, lamentando os poemas que não publiquei.
Um abraço.
criado por poetacronista
09:28:22 — Arquivado em: 

Comentário por Marcos Botelho — quinta-feira, 12 de junho de 2008 @ 09:49:39
Legal a crônica, mas é uma pena mesmo, estou tentando começar a escrever algumas coisas, para evoluir e praticar a gramática pois ainda não sou bom com pontuações e às vezes rola algo legal só que não estou perto de nada para anotar e depois não me lembro, tem vez que não lembro nem do tema.
É canseira.
Legal teu blog.
Valeu!
Comentário por Manhosa — quinta-feira, 12 de junho de 2008 @ 14:10:06
… Risos… não dá para escapar do recadinho…
Não serias Poeta… se fosses totalmente centrado… organizado nos mínimos detalhes…
A Alma do poeta… sempre esta a divagar…
As borbulhas dos sentimentos não vem com horário marcado…
Perdemos a poesia… mas ganhamos mesmo assim… teu carinho pelo pro que…
Bjs.