segunda-feira, 30 de junho de 2008

Intrigam-me os solteiros convictos! Refiro-me aqueles que ostentam a vontade de manterem-se sozinhos para sempre. Algumas pessoas falam da boca pra fora, mas não é destas que estou falando. Falo dos convictos mesmo! Aqueles que consideram a vida a dois, ou a companhia matrimonial um porre. Ou ainda gostam de se justificar com os tropeços que tiveram nos últimos relacionamentos, - que quase sempre - foram regrados e regados, pela falta de maturidade de um dos lados (ou até de ambos). É… Deveriam ter dito a elas que só conseguimos aprender com nossos erros. Acho curioso quando algumas pessoas decidem viver sozinhas após terem tido um único relacionamento, e já passam a considerá-lo como o pior modelo de vida. E como fazemos para compreender pessoas que buscam a felicidade na solidão? Será que Freud explica? Não sei não… Talvez a explicação possa vir da adolescência, onde para alguns (que a viveram na década de noventa) namorar era feio! Ter relacionamentos sérios era horrível! E, portanto o “ficar” ganhou naquela época toda a força ostentada nos dias de hoje. É uma boa explicação, mas não justifica. O que? Não concordam que o “ficar” tenha surgido assim? É… Então não viveram na década de noventa, ou ao menos, não foram adolescentes nela! Antes disso, pedíamos a menina em namoro! Mesmo que não houvesse a certeza que daria certo, era firmado o relacionamento. Hoje “elas mesmas” dizem: - pega, mas não te apega! Pode? É claro que pode! Tudo pode! Mas, e dá para crer na sinceridade destas palavras? Eu sinceramente acho que não. Já experimentaram passear no parque em um domingo ensolarado? Será que resistiriam aos casais caminhando de mãos dadas? E o inverno? Sem ninguém, é realmente um modelo de felicidade? Não estou louco não. Sei que é a minoria, mas existem sim! E é para estes seres incompreensíveis que escrevo minhas humildes linhas. Deveriam vender em potes de vidro a fórmula da felicidade a sós. Ao menos para que pudéssemos estudá-la, porque experimentá-la… Não quero não. Outra maneira de solucionarmos é com a descoberta da cura para a “falta de sinceridade” ou falta de “honestidade”, porque muitos gostam de regurgitar a feliz solidão, mas no fundo, bem lá no fundo… É verdade não. Existem aqueles que não firmam relacionamento já pensando nas brigas e no sofrimento da separação! Covardia, não? Tive um amigo que não tinha animaizinhos de estimação porque - “a gente acaba se apegando e um dia eles morrem”. Não sei… Comparar animaizinhos com companheiras? Tudo bem, mas sigo achando que é ser muito covarde abrir mão da felicidade por antecipar a tristeza das brigas. E pra finalizar temos ainda os caricatos seres da “balada eterna”, ô gente festeira! Cuidado minha gente! Como diria Vinicius de Moraes, “a vida é uma só”. Já eu, diria que a vida não é uma pista de dança, mas se fosse, vocês não agüentariam dançar por muito tempo! Não esqueçam que na volta da pista tem sempre uma mesa com cadeiras, mas dependendo do ímpeto de quem dança, a noite pode deixar de ser uma criança e vocês acabarem ficando na mão. Mas, e a propósito, não dá pra dançar com o namorado (a)? Têm ainda aqueles que reclamam de toda e qualquer forma de união devido às proibições de roupas curtas e passeios com amigas e amigos, bem como, o futebol com a turma! Bem, isso não tem nada a ver com namoro, mas essa situação, Freud, certamente explicaria.
Um abraço.
sexta-feira, 27 de junho de 2008

Não sinto vontade; não sinto amor; estou baixo astral. Olhares hipnotizantes são aqueles que piscam como quadrinhos de mangá! E sua boca carrega em código de barras o seu preço. Melhor não saber o valor. O amor verte pelas veias e por abismos; portas abertas esperam a entrada de coveiros, mas isto eu li em livros, um dia destes qualquer. Seu andar me impressiona e então disfarço meu desejo, minha vontade de escrever. Ontem o paraíso me reservou parágrafos de fé na fé! E deparei-me com pessoas hipócritas que oram nas manhas para pecarem quase, na hora da refeição. É… Uma vida regrada à regressão, e talvez perca o foco, retorne pouco a pouco a montar nossa diversão. Acordei em um emaranhado de idéias e estou tentando colocá-las no papel. Está frio lá fora; vejo pássaros voando baixo, olho para o lado e respiro mais um pouco (essa subida me cansa sempre), mas é preciso resistir. Muitos degraus; então opto por parar. Seus cabelos estão diferentes da diferença que eu tinha percebido, mas ainda não são como eram os originais. Entregaram-me a água; tomarei o remédio; o cão late na esquina daquele prédio, e apenas pra rimar, decido definir meu dia usando a palavra tédio. Leio rimas pobres e cansativas em apostilas, que trazem versinhos lusitanos! Só pra variar. Respiro bem fundo, ou inflo o peito como ouvi de um filosofo. Seus cabelos me enlouquecem ou ao menos dos cabelos posso ter a liberdade de falar; tomo outro gole de água e lembro que o café está pronto; minha vida tem se resumido desta forma: escrevo o que sinto, e sinto que deveria não ter escrito o que escrevi. Confuso… Meus pais estão em igual situação; A mãe já faleceu; e o pai decidiu que também morrerá. Cães continuam latindo e eu aqui resistindo a finalizar o que escrevi. Olho para o lado e vejo garotos trabalhando com afinco. O mesmo que eu tive, quando da mesma idade desses guris. Olho para o outro lado e vejo o céu cinéreo reservando tormentas para depois. Continuo vendo estrelas em meio ao sol e chuvas sem uma nuvem sequer. Termino os ensaios de filosofia e leio Gabriel Garcia Marquez. Bom, muito bom mesmo… Como todos os seus outros livros que ainda não li! Olho para a estante e discordo de Raul Seixas, eles dizem muita coisa importante, mesmo quando dizem justamente aquilo que não entendi. E seus cabelos continuam esvoaçantes e me perturbando a calma, e o dia como um todo. Não importa o que faça, vejo sempre seu semblante pintado de estrelinhas e sorridente como o sol em livros infantis. O carro faz barulho na rua; o motoqueiro senta defronte minha mesa; quer trabalho ou não quer nada. Prefiro dar-lhe trabalho ou não concluirei o pensamento. Meus passos seguem com olhos para o chão e ainda que tente resistir é assim que ando; por isso não me tornei um jogador de futebol. No Máximo joguei bola! Campo de terra com buracos; par ou impar!?! Eu quero o fulano! Cicrano é nosso! Jogo de bola… Futebol nunca! Precisaria olhar para frente e até dependendo da complexidade do certame: cabecear de olhos abertos! Mas seus cabelos me perturbam… Devolvem minha razão de existir, e concluo o texto respirando de forma suspirada ao vê-la subir degraus. Quero a inexistência da breguice, mas que exista só se for em detrimento da dança do creu e todas as chinelagens que a envolvem. Quero a transpiração da última gota de meu suor, mas quero entender a humanidade ao meu redor enquanto seu cabelo me enlouquecer, e quando no futuro meu ímpeto tombar e enfraquecer… Direi que te amo; direi que te quero; e que te amarei até o fim.
Um abraço.
quarta-feira, 18 de junho de 2008

Conheci Napoleão lendo o Príncipe de Maquiavel! E posso dizer que esta obra nos faz conhecer grandes líderes do passado e do presente. Li o Pequeno Príncipe para conhecer pessoas de bem, pessoas que valorizam a humanidade! E até românticos e poetas, leram Exupéry. Passei a admirar à Terra como instituição e patrimônio universal, apenas por ler atlas geográficos e assistir a muitos documentários na TV. Percorri léguas na história e conheci grandes personalidades lendo “Uma Breve Historia do Mundo”. Livro que releio e indico a todos por aqui. Li a Cruz de Hitler pra conhecer a falácia que já sabia que existia. Falácia da Basílica de São Pedro, mas melhor nem comentar. Li 1808 pra conhecer Laurentino Gomes, e pra conhecer melhor o meu Brasil! Mas foi apenas nesse livro que descobri tudo o que contaram; e quem foi que nos mentiu. Quando me indicam um livro, leio. Leio para entender a cabeça de quem o indicou. Mesmo que não goste da obra, ou simplesmente monte em ojeriza pelo autor… Leio para saber com quem ando; saber quem me rodeia, e me torno assim… Mais que um leitor. Neste ano li (até agora) aproximadamente nove livros; e dizem que leio por que gosto! Não sabem que me sinto obrigado a atualizar a informação. Li “violetas na janela”… Outros tempos, outros momentos (que mantinham esperança), mantinham ainda a fé. Li também “uma aventura da turma dos sete”. Infantil, ou infanto-juvenil; era a idade de descobrir que leituras sem desenho, ou com “pouco desenho” também tinham sua cor. Hoje leio por costume, e por hábito. Leio na celeuma do ônibus ou silencio de meu quarto. Leio de tudo até ficar cansado… Estupefato.
Um abraço

Leio mais livros que lia antes
Mas leio os mesmos
Que roubaram das estantes.
Troco página e limpo capas
Novas visões reeditadas
De novo mesmo… Dizem nada.
Leio então romances pornográficos!
Narro a todos, imóveis; estáticos
Não concordam com meu viver.
Hoje melhor que fique quieto
Sou homem de futuro incerto
Poeta… Por assim dizer.

Ilhas movediças tendenciosas;
Pensamentos desprendidos;
No silencio da solidão ou do presídio,
Esquecerei que prometi!
Mares sem onda e sem revolta;
Perdem encanto em segurança
Eu perco o tesão e a esperança
Toda vez que conseguem me calar!
Ensaios diplomáticos e filosóficos
Comentário em estilo popular;
Sou o único interessado no episódio
Mas sem legenda,… Preciso estudar.
terça-feira, 17 de junho de 2008

Algumas pessoas não podem assistir a filmes de ficção cientifica que logo ficam discutindo a possibilidade de existirem todas aquelas tecnologias hollywoodianas. Eu confesso que gostaria apenas de uma máquina do tempo, desde que fosse para utilização exclusiva de um tribunal de penas. Traríamos Adolf Hitler de volta para julgamento! De preferência que fosse julgado no bairro Bom Fim em Porto Alegre (risos), seria no mínimo interessante. Fico até imaginando a Comunidade Judaica Porto Alegrense julgando o Tio Adolfo! Depois traríamos os inquisidores e os templários para vermos o maior disparate da congregação católica! Cavaleiros pedindo perdão a Deus! E a presepada da Universidade Municipal de Nova York quando da defenestração de Bertrand Russel? Essa… Tenho minhas duvidas se iria a julgamento, depois do absurdo, o maior filosofo de nosso século foi condecorado pelo Rei da Inglaterra e trocou a irrisória Universidade Municipal por uma tal de Harvard na longínqua Cidade Boston. É… Acho que deixaria assim mesmo. Juízes de futebol! Eles também seriam trazidos, (ao menos para se redimirem) e reconhecerem os prejuízos emocionais e psicológicos que causaram em alguns torcedores. Depois, acho que… Traria o Imperador Nero! Botar fogo em Roma? Sei não… que botasse fogo em sua casa, na cidade inteira não! Pra completar usaria a máquina do tempo para libertar prisioneiros de guerra e impedir alguns de meus familiares de fazerem besteira. Enfim… Gosto de filmes de ficção, me fazem sentir o mundo um pouco mais justo.
Um abraço

Dedos duros me impedem
Sinto a dor de quem não tem onde dormir.
Pessoas desprovidas de calor,
E sinto dor… Dor de ter que acordar.
O inverno teria que ser…
Disponível em paper view!
Quem quiser que pague pelo frio!
Sistema aberto? Teríamos três!
E o inverno que vá…
Até que rimaria! Respiro…
Aqueço as mãos e me despeço.
Fui breve e honesto;
E cumpri o combinado.
Um abraço.
segunda-feira, 16 de junho de 2008

Os seres humanos nascem, crescem, envelhecem e morrem (até aí já sabemos), e desta forma torno-me no mínimo redundante, irrelevante e repetitivo, ao ponto de beirar níveis do ridículo. Mas e a forma com que isso acontece? Não basta dizermos (em uma análise breve e simplista) que nascemos crescemos e etc… Participamos (ao menos a grande maioria de nossa espécie) dos chamados “pré-moldados meios de existir”. Somos direcionados em relação a posturas, etiquetas ou não, leituras, conhecimentos intrínsecos (por mais paradoxal que possa parecer) e crenças! Ah, não esqueçamos nossas ideologias políticas, que às vezes atingem fanatismos no mínimo preocupantes. Onde quero chegar com este texto? Na evidente, portanto notória, aceitação de um livre arbítrio não tão livre assim. Meus pais definiram que eu seria espírita. Então pensei (isso aos 19 anos), porque ser espírita? Creio nisso? Ou é apenas um mandamento paterno sobre a roupagem do que chamo de 11º mandamento – “obedeça sempre vosso pai, pois ele sabe o que é melhor para ti” no mínimo demagógico. Não? Resumo: deixei o espiritismo aos dezenove anos, proclamando (naquela atitude) o primeiro degrau de meu ceticismo. Mas voltarei a frisar os moldes. Politicamente falando, não sou partidário (perdão pelo impropósito de uma quase redundância) de nenhum seguimento político. Quando disse que era, podem ter certeza que se tratava de birra. Pura e simplesmente birra! Agora vamos às paixões clubisticas. Essa eu reconheço: Sou colorado porque meu pai quis assim! Perceberam a pré-moldagem? Ou alguém se arriscaria a dizer que o pai não participou na escolha? Só se for por birra! Eu serei honesto a dizer que de minha parte meu filho teve total livre arbítrio ao decidir por qual o time iria torcer. De minha parte apenas, já de sua mãe… Bem, tudo o que gostamos ou cremos teve ao menos participação familiar. Isso também serve para a religião, que me encanta isso é sincero, pela forma confortável e parcimoniosa com que vivem aqueles que crêem em um deus. A religião é alegre, liturgicamente precisa – quem participa sabe do que estou falando – e calorosa! Mesmo nos dias mais terríveis de inverno. Talvez a palavra inverno se confunda com inferno não tão por acaso assim. Mas se só tenho elogios, porque não participo afinal? Talvez, ou melhor, com certeza, por não possuir o dogma de fé que caracteriza todos os religiosos. Fé! Talvez o maior fenômeno intrínseco coletivo de nossa humanidade. Esperança? Eu como ateu vivo sem. Mas não me incomodo com isso. Agora… É inegável, ao menos para mim, que o conforto exista. Partindo, é lógico, de um princípio dogmático que jamais atingirei.
Um abraço.
sexta-feira, 13 de junho de 2008

A presença dos primeiros grisalhos demonstra a precoce, porém notória, maturidade florescida. Muitos pensam que eu deveria raspá-los (como faço de costume), mas já os comunico: no inverno terei sempre maior precaução com os resfriados e com a necessidade urgente de comprar uma touca. Depois desta providência, irei sim analisar com carinho a sugestão - quase exigência - dos observadores da calvície alheia. Tenho pouco mais de trinta anos, mas confesso que apresento ares de envelhecimento sempre que deixo de tirar os fios de cabelo espraiados de forma heterogênea ao logo de minha cabeça. Talvez neste final de semana vá ao cabeleireiro, talvez compre a touca, mas também há a hipótese de deixar tudo como está. Ouvi de um famoso jornalista gaúcho (evidente que em tom de brincadeira) que no Rio Grande do Sul, frio é abaixo de zero e que temperaturas na casa dos seis ou sete graus é apenas “fresquinho”! É obvio que este jornalista possui cabelo em toda sua cabeça. Alguns preconceitos tenho perdido; um deles – talvez o principal – refere-se a roupa que uso. Desde que me tornei um homem careca, passei a usar calcas sociais, camisas e gravatas, por achar que este visual fosse mais condizente com a notória calvície. Hoje, após muito esforço (de minha namorada), começo a rever conceitos utilizando calças moderninhas e tênis antes inadmissíveis em meu visual ortodoxamente conservador. Tenho agradado mais; meu filho sente-se melhor quando me visto “como ele”, mesmo que não diga absolutamente nada, consigo perceber seu contentamento. Fui um adolescente de cabelos longos e crespos; hoje um adulto de flancos grisalhos e topo desprotegido perante o frio de nossa pampa gaucha, mas satisfeito em ter assunto para escrever, mesmo que hoje, o assunto seja os cabelos que perdi.
Um abraço.
quinta-feira, 12 de junho de 2008

Ontem caminhando em passo apertado pela Avenida Goethe, fato que se repete diariamente em minha vida, criei um poema. Não há grande novidade ou espanto nisso, afinal, poetas criam poemas, às vezes no improviso, às vezes não. Mas criei um poema que creio ter sido o melhor que já fiz. Lembro que era enfático, forte, emotivo e motivador. Grandes temas, grande desenvolvimento e belo conceito, digo isto esquecendo, é claro, toda e qualquer modéstia que um poeta deve ter. Mas foi assim que criei. Em passos largos e apressados no deslocamento para o Shopping Moinhos de Vento, onde ia buscar um complemento para o presente de dia dos namorados, o qual acabei não encontrando, e optei por deixar tudo como está (inventar demais as vezes estraga, vide alguns técnicos de futebol). Que lastima! Criar um poema sem a presença do papel, de um gravador ou simplesmente do tempo ou do ócio necessários. Esqueci! Uma brutalidade com a arte que repito sempre que caio no erro, ou até descuido, de criar poemas em deslocamento. Cheguei em minha casa e não consegui lembrar. Recordo apenas da primeira parte onde falava de frases curtas dividas em estrofes para sucintamente dizer que amo alguém. Assim jogado em meio a uma crônica perde encanto, perde impacto, perde o aspecto poético também. Preciso não cometer mais erros como esse, lembro de ter ouvido em minha adolescência que Pelé foi Rei pelos gols maravilhosos que não fez! Morro de medo de um dia ficar famoso, lamentando os poemas que não publiquei.
Um abraço.