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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Enfeite no final.

 

A historia da humanidade sempre nos foca e desloca na ínfima integridade da clausura mortuária. Vivemos na península laica das idéias, ou na maior das esfinges destruídas pelas vertentes de um povo piramidal. Somos os amores apenas de quem nos ama e talvez os horrores de quem não. Voltamos de dois mil anos e idéias, carregamos templos, milagres, segredos e lugares para uma jornada sempre em vão. Somos filantrópicos e altruístas sem querer. Somos também egoístas no paradoxo da maldade, na mentira de uma humanidade que se diz… Seres racionais! Não deveríamos controlar os ímpetos, talvez devêssemos dizer o que pensamos e até chegar ao retrocesso de renovar todos santos, com seus pecados capitais. Cremos na santa palavra que não vimos, na eucaristia da hipócrita casa santa, cremos na tendência suicida de nossos santos e até na longa jornada de Maomé! Somos tão vagos e dispersivos quanto este texto! Somos os minúsculos descendentes de um macaco que não nos copiou! Olhamos na beira do precipício e chegamos o mais na beira que conseguimos, mesmo tendo medo de ali ficar. É o ápice da loucura e o desejo da tortura nos martelando em nossos saborosos filmes de horror! Temos a vontade de fazer o que não podemos, consumimos quando jovens tudo aquilo que proíbem e esquecemos que amor e altruísmo são necessários por serem bonitos… e não porque alguém nos falou. Cansei da poesia retumbante, cansei até de recitar como fazia antes, quero agora machucar os que não gostam, mas apenas em palavras mesmo sendo de propósito procurarei o meu amor. Em alma gêmea não acredito, ou melhor, não acredito na tal da alma que é de ferro e atravessa o violão! Hoje sentei em frente do teclado e decidi escrever um texto educado pra não magoar quem se faz leitor. Não teve jeito, quando falo da igreja machuco a vontade alheia, mas agrado o inquisidor. Quando falo de futebol, correm feito porco que corcoveia, mas os torcedores dedicam a mim seu aplauso triunfal. Decidi então escrever o que sinto, nesta caminhada que não minto… 

E apenas enfeito no final.

Um abraço.

criado por poetacronista    17:25:14 — Arquivado em: Sem categoria

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