terça-feira, 15 de abril de 2008

Salve salve hipocrisia!
E agora fiquei sabendo que existe no site do governo federal um tal de “domínio publico” é mais uma destas coisas acompanhadas de ponto gov ponto br. Fiquei super motivado por que afinal de contas não é todo dia que se encontra um site especializado em oferecer gratuitamente obras literárias e com fácil acesso!
É só digitar o gênero literário e o autor e pronto! Mais um clic e estará baixada a obra! Cultura gratuita que beleza! Fui logo procurar Mario Quintana… Não tem! É já estou acostumado, nosso poeta maior não é tão bom assim. Então quem sabe o imortal Vinicius… Não tem também, tudo bem afinal de contas porque o governo ressaltaria um aristocrata que criticou a ditadura por entre linhas.
Mas tem espaço de sobra pra Machado de Assis – nosso príncipe da prosa – Raul Pompéia e o seu no mínimo irritante Ateneu, sem falar nos heterônimos de Fernando Pessoa e todas as obras fantásticas de nossos amigos lusitanos.
Enfim leitura escolhida e filtrada desde meus tempos de escola. Literatura gratuita? Que bom! Pena que é apenas o que há interesse que o povo leia. Quando eu nasci me disseram algumas coisas “quem nos criou foi deus, quem traz presente é o papai Noel, os chocolates são por conta do coelhinho! Ah, e o maior poeta é o tal de Fernando Pessoa”
este site do governo ajuda a afirmar tudo isso, mas se depender de mim… Não terão leitores.
Um abraço.
terça-feira, 8 de abril de 2008

Escreveria o ateneu melhor que Raul Pompéia! diria que nuvens crespas invadem horizontes aguados e anilados pelas verves verde-claras de nossos litorais! Seria merecedor de invejas triunfantes e de muitos ohs! E muitos ais! Mas talvez não fosse desta forma merecedor de seu amor.
Seria Paulo coelho pra escrever conselhos, mesmo sendo irrelevante e discutível. Seria Machado de Assis (não para escrever), mas sim para ser um verdadeiro e legitimo alienista da existência. Passaria horas fantasiado de Richard Dawkins para tentar entender a estupidez humana, e talvez até para deixar de conhecer a estupidez de meu próprio ego em raciocínio!
Mostraria todas as flores do mundo dispostas em vasos e buquês, mas traria a mais velha e extraviada dentro de uma pequena garrafa PET como forma de verdadeiro amor. Tentaria ler livros de auto-ajuda para poder rir de quem os lê, e talvez para aplaudir a astúcia de quem os redige.
Seria digno de dar autógrafos para imbecis que coletam assinaturas em livros que não lerão. Seria humilde da boca pra fora, mas no fundo massagearia o âmago cada vez que fosse reconhecido na rua. Seria mais um hipócrita a elogiar os colegas escritores quando na verdade estaria me remoendo em raiva pela originalidade ou genial escrita de meus rivais!
Escreveria a continuação de a divina comedia em caráter de mini-serie, e talvez fosse visto pelos padres como o anticristo da modernidade. Seria um inquisidor do clero católico matando apenas de inveja todos que ali estão. Seria apenas um escritor…
Mas dos bons, tenho certeza.
Um abraço.
quarta-feira, 2 de abril de 2008

Eu queria ser amigo de Mary Del Priore. Queria sentar ao seu lado e deixar que falasse toda a historia de meu Brasil. Queria tela como a melhor das amigas e poder apresentar a todos a minha volta dizendo: veja, eu sou amigo da Mary Del Priore!
Livros fantásticos como “Esquecidos por deus” e “O príncipe maldito” deveriam fazer parte de todas as estantes do Brasil! Queria que todos ousassem e pretendessem amizades como essa. Grande escritora que conheci por acaso. Uma mania que adquiri há pouco tempo – procurar ler o Maximo de livros da historia do Brasil – fez com que encontrasse em “O príncipe maldito” o melhor retrato de nosso período imperial.
Mary deveria ter seu semblante exposto em bibliotecas, em memoriais e em nosso peito varonil! Meu hall de amigos está incompleto, mas por pouco! Faltam apenas David Coimbra, Eduardo Bueno, Richard Dawkins, Cristopher Hitchens e Mary Del Priore. Fora esses faltaria apenas outros quinhentos e poucos encabeçados pelo professor Ostermann (perdoem os que não gostam) e outros mais.
Devíamos ser o país que melhor conhecesse sua historia, deveríamos valorizar figuras como Benjamim Constant, Cel Bordini e Julio de Castilhos, ao invés de simplesmente distingui-los como nomes de ruas. Devíamos ter na memória os erros e os acertos, as proezas e as baixarias, mas sempre na memória, sempre em nossa historia… Deveríamos carregar nosso país.
Obrigado Mary, de coração.
Um abraço.

Era apenas pra trocar a resistência.
Acontece que cheguei em casa pronto para trocar a resistência do infame chuveiro de meu apartamento e descobri que a década de 90 deixou saudade. Lembro dos áureos tempos em que meu pai tirava a tampa superior da ducha, desencaixava a resistência queimada, encaixava a nova no lugar e pronto! Sem trabalho algum, sem retirar o bicho da parede, sem sujar ou molhar mãos e podia seguir tomando banho por mais alguns meses… E agora? Bem, agora nós optamos por chuveiros mais potentes, de banhos mais quentes (nem tanto assim) e passamos por situações traumatizantes na hora de trocar a maldita resistência! É mais tecnologia e menos facilidades. É mais preço e mais conserto! Mais incomodo! CHEGA! Se pararmos para pensar, os celulares nos dão câmeras, nos dão visores coloridos e nos tiram a durabilidade das baterias mais antigas. Os televisores nos dão também cores e qualidade, mas quando estragam… Não é só trocar a válvula defeituosa, isso tudo quando dá pra consertar! Mas voltando ao chuveiro… Tive que desmontar toda a ducha para retirar umas porcarias de umas molinhas que servem de resistência, e que pra colocar de volta no lugar… É uma desgraça! Isso tudo com a agravante do cansaço por um dia de trabalho e a falta de ferramentas apropriadas – digno de quem pensou que fosse só desencaixar a maldita resistência. Problemas a aparte, o jato multi-direcional do chuveiro (aquele pequenino que serve de imitação dos fantásticos chuveiros de hotéis cinco estrelas) estragou e agora terei que comprar uma ducha nova. Meu celular carrego todo dia, o chuveiro na primeira troca de resistência se vai por água a baixo, na televisão estragou o sensor do controle remoto e a peça (uma simples lampadinha) precisa ser encomendada! Sou do tempo que carro (fusca) se consertava até em restaurante de beira de estrada. Agora, é dor de cabeça pra tudo. Meu filho pensa que é o Harry Potter, mas disse que pra isso… Não tem magia.
Um abraço