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sexta-feira, 28 de março de 2008

Vamos fazer mea culpa?

Quantas pessoas você definiu como gênio, sem conhecer um terço do que fizeram? Quantas pessoas você admira pelas palavras dos outros e não as suas? Quanta historia você conhece sem se certificar de serem reais?

 

Quantas vezes me achasse um chato e quantas vezes morresse de raiva por admitir que estive certo? Quantas vezes pensasse… “É assim e fim de papo” sem a certeza da importância de ter razão?

 

Quantas vezes a vida se mostrou bela e você disse que não era, apenas porque trairia os princípios de sua igreja? E quantas vezes debochasse e se irritasse com as musicas que Raul cantou?

 

Quantas vezes gritasse heresia! Para cometer alguma todo dia, e negar o que falou? Quantas vezes chamasse o vizinho de hipócrita sem perceber a maior hipocrisia ao definir seu espelho como seu mentor?

 

Quantas vezes tapasse o sol com a peneira mesmo sabendo que seus pecados não possuem perdão? E quantas vezes xingasse e berrasse com seus pais para depois de adulto cometer exatamente os mesmos erros que papai falou?

 

Quantas vezes dissesse que seu poeta preferido é aquele que você nunca leu? E que seu ator é o mais bonito ou popular, mas que aquele que realmente sabe atuar, não lhe interessa mais não. Quantas vezes decidiu mudar de vida, decidiu ser mais sincero e menos artista, mas não conseguiu ser assim?

 

“Somos seres humanos e definimos isso como justificativa para nossos erros, como desculpa para defeitos, somos seres humanos que erramos e não aceitamos, mas quando nascemos isso não estava incluso não”.

Um abraço.

criado por poetacronista    10:22:56 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 11 de março de 2008

preciso conhecer um pouco mais de você…

 

Quero sua historia proibida, aquela que todos temos. Os preconceitos e os trejeitos, os idiomas dialéticos e os profanos antiéticos! Quero conhecer a pessoa que mascarou a verdade em personagens, quero dizer a ti e a teu reflexo espelhar que realmente te conheço. Quero saber quantas vezes me desejou - se é que isto algum dia aconteceu - mas se houve desejo, se existiram pensamentos, quero saber de sua boca! Esta mesma que descortina lábios e encanta a monstruosa paisagem de nosso inverno. Quero seus segredos como um cigano que lê mãos, quero seu corpo da forma que você gosta que lhe tenham…Mas para isto quero saber de seus olhos e de suas mãos, se eu posso acreditar que a tenho. Quero perante a estátua da liberdade gritar freedom! E nas costas do Cristo Redentor abrir os braços. Quero poder ter inveja de mim mesmo e na catedral de Notredame curvar-me diante de ti feito um corcunda! Quero tua máscara desnuda, quero teus segredos e quero reconhecer teu outro “eu”…Quero apossar-me da mascara que botaste (e que de retirar acho que esqueceu). Quero teus olhares a mim direcionados, quero bobagem, filmes e nós dois cansados. Quero tudo ao teu lado, quero ser o parceiro romântico e o amante desenfreado, quero ser galanteador, risonho, conquistador… Quero teu abraço o tempo inteiro. Quero percorrer décadas como se fossem anos e te dar mil beijos com o sabor do primeiro. Quero tua pele nua mesmo de casacos e cachecóis, e sentir teu perfume de mulher, este perfume que não se compra em frascos! Perfume que invade olfatos e me dá a certeza de que é mulher! Quero teu olhar de timidez com desejos, quero me distrair do mundo lembrando minutos horas e encontros. Quero fugir de poemas escrevendo contos, quero que sejas de meu romance a personagem principal e que nossas noites durem quatro… Como se fossem o próprio carnaval! Como se fossem eternas, como se fossem filmes de final feliz. Quero ser teu experiente aprendiz! Quero teu colo, teu consolo, teu beijo… O amor como sempre quis.

Um abraço.

criado por poetacronista    13:58:38 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 10 de março de 2008

bolinhos, salgadinhos e refrigerantes…

 

Passada mais uma data “internacional da mulher” ainda estou vivo. Quase linchado e mutilado, apenas pelo fato de ser contra os bolinhos e os salgadinhos. Sou sempre incompreendido, ou melhor, mal interpretado pelos interesses de seres hipócritas ou simplesmente desavisados como sempre o são. Por favor, deixo-lhes mais uma vez o conselho de estudarem, estudem… Estudem muito e verão que novamente estou certo, é difícil eu sei, admitir que um ser arrogante e pretensioso seja mais uma vez portador da opinião correta (ou no mínimo mais coerente) entre todas as demais expostas. “O dia internacional da mulher” é novamente a discussão! Sabem quem são as corretas? – as instituições de luta e defesa dos direitos da mulher! Sabem porque? – porque não comem bolinhos! Não comem salgadinhos! Não tomam refrigerantes ou cervejas! Pelo contrario, estas instituições vestem preto e junto de suas bandeiras e cartazes vão as ruas brigar por direitos e pedir que se faça justiça ao sexo tão discriminado. Isso sim é forma de fazer valer o luto em homenagem as mulheres mortas em um período pós-guerra, quando brigavam tão somente por direitos de igualdade. Vocês sabiam que até 1980 esta data era reverenciada sob a forma de luto, e que somente após começou a ser explorada como forma de comercio? E os machistas? São os comerciantes que lhes vendem os salgadinhos, huahauhuah. Perdão pelo deboche, mas foi impossível conter. Achei bonito mais uma vez o manifesto nos parques de porto alegre. Ao menos existem instituições que ainda se ofendem com os presentes hipócritas deste dia. Eu como um defensor de direitos iguais – iguais mesmo! – faço luto e demonstro revolta na deturpação do dia. Bolinhos? Docinhos? Salgados? Comemoração? Afinal, comemoram o que? Mais um ano da morte de trabalhadoras? Então foi isso que bravas guerreiras brigando pelo direito de todas vocês conseguiram? Serem lembradas com risos e serpentinas? Estão parecendo alguns desavisados que comemoram o natal com estouro de fogos de artifício! Lamentável, mas é verdade.

 

um abraço

criado por poetacronista    08:14:12 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 3 de março de 2008

Eu quero ler 12,5 livros por mês!

 

Preciso em dez anos dizer que li 1500 livros! É! Só pra dizer mesmo! Quero ser como estes escritores de “araque” que atiram aos sete ventos expressando toda sua gabolice interior que leram dois ou três mil livros em vida!

 

Agora pergunto: a contagem é feita através de livros, ou contam também “livrinhos” “livretos” “resumos” e até matérias e artigos publicados em revistas semanais? Isso ta parecendo o Romário contando gol feito na pelada da barra da tijuca!

 

Mas enfim,… Acho que vou me esforçar porque até agora li apenas vergonhosos cinqüenta e poucos livros. Dirão: - poeta? Pretenso escritor? Só leu isso? É, talvez se eu lesse um pouco mais de Zé carioca ou tio patinhas, ou quem sabe a coluna do leão lobo ou risse todos os dias com o José Simão eu aprendesse mais, do que ler os míseros livros de filósofos e grandes romancistas contemporâneos, como tenho feito em minha vida!

 

É melhor mesmo lerem dez folhetos (que são capazes de chamar de livros) ao invés de lerem Dostoiévski ou Tolstói! Alguns ainda perguntarão: - mas porque diabos ta escrevendo tudo isso hoje? Respondo: - tem “escritor” na praça dizendo que só aprendeu a escrever depois que leu mais de mil e quinhentos livros!

 

MEUS DEUS DO CÉU! (entendam isso como a expressão de um dos mais usados vícios de linguagem) mil e quinhentos livros? Bem, estou com trinta anos e pretendo, ao menos até os quarenta, ingressar na carreira de escritor, logo, tenho que a partir de hoje começar a ler mais ou menos, 12,5 livros por mês! Começarei lendo a bíblia… Minha dizia que valia por mil!

 

Um abraço.

criado por poetacronista    14:04:56 — Arquivado em: Sem categoria
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