quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
sorteio de horizontes

Algumas desilusões escrevem seus percursos
Algumas vezes insistimos repetidamente feitos soluços,
mas não vemos a fonte inicial do rompimento.
Largos horizontes avermelhados conduzindo
sem eira nem beira os pés que se vão ao longe.
Somos sinistrados pela vontade alheia
Defenestrados como porco que corcoveia
e depois apenas o nada, é o que nos resta frente o sol,
frente a pressa de vencer o novo itinerário.
Caminhos rochosos… Não os vejo como difíceis,
São apenas rochosos, apenas secos, apenas indefesos
perante a solidão. Somos os pioneiros da razão.
Somos homens verdadeiros, somos seres de coragem
e de profanas vontades de fazer o proibido
que todos fazem. algumas desilusões
tiram seus próprios retratos emolduram
e escrevem em nossa homenagem…
“Homenagem aos ratos que por aqui passaram,
ou ainda um dia passarão”.
Fotos de revista e de jornal frente à televisão.
Fotos de novela sobre a mesa próximo ao prato de feijão.
Sempre as fotos de maresia, pôsteres,
quadros, fotografias na espera de um poeta.
Na espera de um cantor, ou ainda de um atleta
que nela encontre a foto de seu amor. Horizontes
perfilados dentro de um globo esperando
os desesperados a sortearem seus caminhos.
É o sorteio da loteria da vida, onde todos juntos e acompanhados
escolhem a forma de viver.
Escolhi a névoa durante o dia
e a profana escuridão pelas noites.
O sexo no chão, na mesa e sobre a ponte!
Escolhi enfim o imoral e vagabundo,
o sexo animal e oriundo da educação que não recebi.
Fotos que me guiam a textos que esqueci.
Fotos que me agitam e me excitam como nunca vi.
fotos de um simples horizonte assustador,
um horizonte perturbador que me diz
“escreve algo” “escreve o que vês”
acho que lhe atendi…
um abraço
criado por poetacronista
11:56:02 — Arquivado em: 
