terça-feira, 15 de janeiro de 2008
A ultima que morre

Quando João Bosco disse que a esperança dança na corda bamba de sombrinha entendi o real significado de uma corda bamba. Não que a inolvidável “o bêbado e o equilibrista” tenha mudado minha vida, mas certamente está entre as maiores composições de João Bosco.
Talvez tenha sido uma forma mais inteligível ou genial de dizer “a esperança é a ultima que morre”. Nunca entendi os compositores. Sempre tive o sonho de compor também, e lembro quando criança ouvindo a “aquarela” de Toquinho e pensando como alguém podia escrever algo tão genial. Uma composição extensa e sem refrão! E deu certo. Composta e gravada em diversos idiomas.
Talvez obras fantásticas como as de Toquinho e Vinicius, João Bosco e Aldir Blanc, ou ainda, de outros “monstros sagrados” (como diria o repugnante Faustão) sejam a última esperança para a boa musica brasileira.
Ultima esperança essa que infelizmente, sobrevive perante a opinião pública que insiste em ouvir os desprezíveis cantores do “funk” ou da “bunda music”.
São realmente as últimas esperanças. A esperança equilibrista, que infelizmente encontra-se dançando na corda bamba de sombrinha.
Um abraço.
criado por poetacronista
08:30:58 — Arquivado em: 

Comentário por Alexandre Spinelli — terça-feira, 15 de janeiro de 2008 @ 08:55:14
A equilibrista se mantem na corda bamba, pois vê o outro lado.
A esperança também o vê.
E ai, meu amigo, tu vês o outro lado?
Acredito que sim, ou o cria (mais provável). Se não fosse assim, já era…
Afinal, “com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo…”
Grande abraço!