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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

a voz do cinema

 

Fico intrigado com algumas coisas. E se Don La Fontaine morrer?

Aceitamos qualquer coisa. Que o dublador de Bart Simpson desista do papel. Que atores como Bruce Willis e Stalone recebam novas vozes. Que o Galvão Bueno morra (não é má idéia), que o bussunda deixe o burro e o gato de botas na mão, ao morrer e descaracterizar Sherek, e até que filmes como Star Wars percam a voz “fantasticamente fantástica” de Darth Vader.

Mas La Fontaine não pode morrer!

O cara já gravou mais de cinco mil! Eu disse cinco mil trailers de cinema! Sempre que vamos ao cinema, ou até mesmo locamos filmes em DVD, ouvimos atentamente as apresentações de trailers na voz histórica de La Fontaine. Quem não lembra da grave e rouca voz do cidadão?

Não almejo a imortalidade, mas La Fontaine…

Esse não pode morrer!

Um abraço.

criado por poetacronista    12:23:57 — Arquivado em: Sem categoria

nunca me pegaram!

 

Da infância sinto falta de muitas coisas. Não é uma questão de saudosismo. Seria simplista demais definir por saudosismo, esta que é sem duvida a saudade de fatos relevantes à construção humana de caráter e personalidade.

Amigos, escola, peladas no campinho, beijos (quando beijo na boca era o auge da relação), brigas (algumas realmente deixaram saudade), festas juninas no colégio (que no meu de junina não tinha nada) e o inolvidável… Ultimo dia de aula!

Quem? Vamos digam, quem? Quem ousaria dizer que não lembra do ultimo dia de aula? Im-pos-sí-vel! Acho que vou mais longe ainda! Lembro de todos eles. Festinhas de despedida, chuva de ovos e farinha (nunca me pegaram!) cadernetas e camisas brancas que utilizávamos para sair que nem uns loucos do hospício atrás de “autógrafos” de todo e qualquer aluno do colégio!

Algumas eram as preferidas! Lembro da Áurea! Quem conseguisse a assinatura da Áurea na sua camisa, nunca mais lavava! Era como um troféu! E a hora da saída? Inexplicável, simplesmente inexplicável! Era o ultimo dia, e justamente neste que era o ultimo (acho que já falei) ninguém queria sair do colégio!

 

É obvio que as “turmas” que se formavam na redondeza da escola munidos de bexiguinhas (saudade das bexiguinhas que vinham dentro dos pacotes de pipoca doce) ovos, farinha e até mesmo erva-mate, contribuíam para que não fossemos embora cedo.

Mas enfim ninguém queria ir embora. E repito, nunca me pegaram! Uma certa vez uma menina (que todos achavam que não era tão menina assim) tentou me brindar com um ovo na cabeça. Fechei o punho da mão esquerda e disse com o dedo da direita em riste

– Vai levar um pau!

 

Acho que funcionou tanto que ninguém mais tentou. Nunca me pegaram. Todos os estudantes guardam com eloqüência e orgulho algo valioso do tempo da escola.

 

Alguns foram campeões em todos os torneios de futebol, outros “ganharam” todas as meninas mais cobiçadas, têm aqueles que tiravam sempre as melhores notas. E eu, sou o que nunca fui pego nas festas de ultimo dia!

Um abraço.

criado por poetacronista    08:06:04 — Arquivado em: Sem categoria
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