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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Caravana da coragem

 

Quem me conhece de longa data (nem precisa ser tão longa assim) sabe que não sou adepto as praias. Não que não goste da maresia ou do clima paradisíaco de algumas delas (apenas algumas), mas sim pela posição geográfica de minha bela e apaixonante Porto Alegre.

Ocorre que precisamos de no mínimo cento e trinta quilômetros de deslocamento para que seja possível banharmos nas refrescantes águas do atlântico. Todo ano a mesma situação. Situação esta que irei relatar de forma didática para que fique clara e compreensível minha “não aceitação” às caravanas (lembrei agora dos Ewoks e de sua simpática aldeia Teebo em Endor), em direção ao litoral.

Me respondam por favor, será realmente válida a “fuga” do ambiente quente das cidades em busca de um refresco a tão longas distancias de nossas residências? Sempre escuto disparates do tipo:

- Preciso “arranjar” grana urgente para ir a praia! (cuidado, olha o coração!)

 
Deve ser algo realmente trágico e comovedor ficar em Porto Alegre, fato que, torna necessário o “arrecadamento” de dinheiro para fugir do inferno que enfrentamos de segunda a sexta, mas não podemos agüentar por mais dois ou três dias. Em primeiro lugar… Enfrentar estradas lotadas, depois os pedágios caros, seguidos de hotelaria cara, ou vida custeada em altos valores.

Têm ainda o problema da cerveja constantemente quente, ou morna (os freezers não dão conta). Sem falar é claro na volta! Mesma estrada (ou ainda pior) pedágios idem e queimaduras. Ah tem ainda o cansaço e o bolso vazio. Alguns chegam no serviço dizendo…

– To morto! Peguei duas horas só de engarrafamento! To queimado e gastei toda a grana! Sempre que escuto penso comigo: “este agora aprendeu as desvantagens de ir a praia” que nada… Na sexta subseqüente o problema passa a ser o desespero rotineiro para arrecadar fundos e retornar ao litoral.

Antes que me chamem de louco, ranzinza e chato, analisem a questão com carinho e verão que tudo não passa de modismo. Estipulou-se que praia é bom, que todos devem ir e que o dinheiro gastado pelas encostas litorâneas é investimento! In-ves-ti-men-to. Pode?

Devo ter problemas.

Um abraço.

criado por poetacronista    07:24:48 — Arquivado em: Sem categoria

1 Comentário »

  1. Comentário por Carlos Alexandre — quinta-feira, 3 de janeiro de 2008 @ 09:15:25

    Com relação ao texto “1808″, tens razão, mas: nem todo o português é como aqueles que aqui estiveram e cabe lembrar que antes da tal “Corte” os degradados para cá vinham…aliás como gaúcho de origem, creio que este Brasil só tem jeito recomeçando por aqui!

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