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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Veraneio em Poa

 

Como várias vezes aqui neste espaço relatei, sou apaixonado por minha cidade! Sou daqueles que não vai a praia no verão para aproveitar o melhor momento para curtir porto alegre! O veraneio!

Durante este sufocante período posso verificar detalhes de minha terra que o movimento de pessoas não permite. Nesta época verifico sua galhardia, seu jeito sereno de ser simpática todo dia e todo ano. A cidade singela feita um coala australiano. A cidade de meu peito e de meu sentimento injetado no sorriso, no caminhar e no beijo escondido.

 

Aqui vejo a felicidade decorrer por entre ruas e seguir até o mais ínfimo e doentio sentimento de inveja. Inveja por tantos apreciarem o que só eu gostaria de fazer! Ciúme!
Tenho ci-u-me de porto alegre, por todos os porto alegrenses que ela abriga! Queria ser o único a percorrer suas ruas praças e estádios! Viver na solidão? Não! Todos morariam, mas só eu seria digno de ser chamado de PORTO ALEGRENSE.

Dentre os locais que amo estar e viver nesta que é minha capital, e minha também cidade natal, destaco o canto espremido e estendido à margem de nosso rio. O canto leste do centro. Ali ao lado ou defronte aos quartéis. Ali junto das praças e do gasômetro sinto-me junto ao éden. Local onde sinto dores quando parto. Faço intervenções cirúrgicas em meu ego e meu âmago cada momento que tenho de deixá-lo.

Não falo do tumulto do “quadrilátero central” do nosso centro. Não. Falo daquele canto, daquela calmaria, daquela galhardia que só nosso centro tem. A casa de cultura do saudoso Quintana. Os quartéis, os mendigos. Afinal não falo de qualquer mendigo, refiro-me aos mendigos do canto leste do centro! São folclóricos, são partes constantes de um local histórico, um local que abriga intelectuais e ignorantes. Mas todos amantes de um paraíso incrustado e pressionado junto ao centro de nossa cidade.

Corro até o gasômetro. Chego junto ao por do sol e reparo todas as estilhaçadas de seus raios perante o espelho de água de nosso estuário (bonito dizer estuário, fazia tempo que não usava esta palavra). Mais um natal que passei no local de minha preferência. Mais um natal que chorei por não residir no meu centro amado.

 

Mais uma vez voltei do centro com o peito carregado por historias que só o centro dos quartéis e do Quintana, dos militares e a paisanas, sabe tão bem contar.

Um abraço.

criado por poetacronista    10:32:54 — Arquivado em: Sem categoria

Meu final de semana

 

Neste final de semana viajei para o século XVIII fazia tempo que não ia para lá. É uma viagem cansativa (retroceder tantos anos leva muitas horas), mas enfim fui rever amigos que deixei para trás (literalmente).

Ah, a corte portuguesa mandou lembranças para todos e a Cacá (é como chamo Carlota Joaquina) disse que um dia desses aparece para um chá.

Foi um final de semana bacana. Primeiramente tinha decidido ir para Jerusalém da época de cristo, mas como no natal todos ficam em volta manjedoura seria difícil dar um presente para o nenê.

No ano novo talvez vá para a idade média, ou quem sabe, para o futuro ver se meu filho seguiu minhas dicas de vida. Mas esta história de futuro me preocupa. É melhor não saber como tudo irá acontecer, ao menos, não antes dos fatos.

Bem, vou descansar porque a viagem realmente me cansou. Um bom dia a todos. E antes que me esqueça, a cacá tava irada com as travessuras de seu neto na noite carioca. Pobre coitada se soubesse…

Um abraço.

criado por poetacronista    07:23:26 — Arquivado em: Sem categoria
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