segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Não prego o amor…

Não prego o amor, prego o romantismo. Acho mais importante que as pessoas que amam saibam expressar este amor! Não digo palavras do tipo “tenham amor no coração” seria ridículo isto vindo de alguém como eu. Mas mostrem o amor que possuem no coração!
O grande problema está aí. Na falta de romantismo.
Amor… Todos sentem! T O D O S ! O problema esta em saber, ou querer expressá-lo da forma correta. Alguns não o fazem por vergonha, outros por acharem romantismo um fato ultrapassado, enfim coitados dos poetas! Um dia desse me perguntaram sobre a falta de aceitação da poesia no mundo contemporâneo.
A resposta é simples e catastroficamente preocupante! Na era antiga (falo das épocas de Fernando Pessoa, Castro Alves, Luis de Camões e até Shakespeare, por que não?) o romantismo liderava a humanidade, ou ao menos os casamentos assim o eram.
As pessoas liam poesia! Hoje… Hoje as pessoas estão globalizadas em um simples gesto de resignação as futilidades de seu redor. Portanto, tenham RO-MAN-TIS-MO.
Deixo paras as igrejas e os lideres políticos a pregação do amor. Eu irei fazer militância pelo romantismo e suas virtudes e necessidades.
Muitos sentem amor, mas poucos, muito poucos mesmo, exercem de forma pública, clara e transparente o amor que sentem! No ano que se aproxima, digam que amam, mostrem o quanto amam e não fiquem pensando que o simples fato de terem amor no coração já é o bastante. Não é! Sentir e não dizer o que sente é o mesmo que não sentir absolutamente nada!
Portanto… Em 2008 leiam poesia, recitem poesia, chamem o parceiro (a) e digam sem motivo algum o quanto o amam. Creio que o mundo poderá ser salvo desta forma. Sejam românticos e, por favor, não fiquem dizendo pelos cantos que poesia é algo bonito, mas ultrapassado.
E se por acaso cometerem a hipocrisia de responderem este e-mail apenas para me dizerem que não acham poesia algo ultrapassado, então eu pergunto… Quantas poesias leste nesta semana?
Feliz ano novo
Um abraço.
criado por poetacronista
09:50:19 — Arquivado em: 
