quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Quase religiosos
Admiro os devotos de verdade.
Antes que pensem que enlouqueci, deixe-me explicar. Refiro-me aos devotos que exercem e praticam suas crenças sem que isto impeça a felicidade, ou transforme a vida em um tédio definitivo.
Sou ateu (acredito que todos já saibam), mas não sinto nenhum tipo de escárnio ou ojeriza pelos religiosos deste mundo, até porque não conseguiria viver de forma social, tendo em vista sermos apenas cinco milhões (de ateus) em todo o país.
Se for para acreditar, então que acreditem com afinco e devoção, ao invés de ficarem mascarando a indiferença religiosa ao dizerem… Sou cristão “não praticante!”.
MAS QUE RAIOS É ISSO?!?!??!
Como alguém pode ser alguma coisa e não praticar? Então se torna mais viável e honesto (acima de tudo) abraçar o agnosticismo e definitivamente dizer que acreditam em deus, sem nenhum tipo de vinculo religioso.
Seria aquela análise simplista do tipo “- alguém inventou isto tudo então acredito neste alguém”. Simplista é elogio, perto do que merece esta atitude, ou melhor, filosofia de vida. Querem maior contingente de “não praticantes” do que na “santa igreja católica apostólica romana?” É uma vergonha para todos os verdadeiros seguidores, terem que conviver com os “falsos religiosos”.
Guardadas as devidas proporções, é o mesmo que um torcedor dizer…
– sou colorado, mas quando o Grêmio joga contra paulistas, torço pelo nosso estado! Pode? Por estas e outras que cada vez mais, me desvinculo da condição de torcedor.
Mas não perdendo o foco da religião…
Ainda tem aqueles que dizem não existir melhor lugar para “arranjar” o par perfeito do que na igreja!
Transformaram a casa de deus em agência de namoro!
Confesso, juro por tudo o que vocês acreditam, que me sinto ofendido pelos religiosos! Depois dizem que heresia é ser ateu! Ah… E tem também as meninas que freqüentam a igreja porque ta na moda, e os que se aproveitam da igreja para aprender música (depois formam a banda e dão no pé, hahahah). Enfim, é a filantropia patrocinando os seguidores.
É o paradoxo da fé, huahauhauha. Eles me matam.
Por isso afirmo, e reafirmo. Eu admiro os devotos de verdade. Pena não “enxergarem” os que não são. Ou será que enxergam?
Um abraço.
criado por poetacronista
16:11:12 — Arquivado em: 
