quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Fantasiados

Vamos erguer a bandeira
das enchentes e queimadas
do fim de nossas matas
ou o suicídio do ozônio
Vamos aplaudir a seleção
da primavera ao outono
Para no inverno sentirmos falta
de agasalhos e comida
Vamos chorar o menino inquieto
Que abusa nossa paciência
Pedindo por clemência
uma esmola ou um teto
Vamos falar mal dos políticos
Mantendo nosso discurso anarquista
Mas não esqueçamos a coerência
Reelegendo cantores e artistas
Vamos manter a covardia
Vendendo e comprando votos
Enquanto o congresso nos aplaude
Em suas festas de bancada
Vamos dizer,
Brasil pais do futuro
Futuro da injustiça e corrupção
Brasil penta do mundo
Penta no fiasco da eleição
Vamos brindar a burrice escoltada
comemorando em Brasília o ingresso
Levando pelos ombros ou nas mãos
mais um homem desonesto
Vamos denunciar este poeta revoltado
Dizendo ser hipocrisia e insanidade
Chamando-o de demagogo mentiroso
Enquanto camuflamos a verdade
Vamos qualquer coisa!
Não mudaremos o futuro
Chega de fantasias…
Já escolhemos a de burro.
criado por poetacronista
07:47:51 — Arquivado em: 

Comentário por Leonardo Halfen — quinta-feira, 29 de novembro de 2007 @ 10:11:35
Já tentou mandar esses poemas para os poemas de onibus???
sensacional!!
abraço