quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Meus sonhos
Sempre sonhei em ser o Ranzolin!
Este era meu sonho até os 17 ou 18 anos, mas confesso que de algumas pessoas eu escondi. Lembro de meus 05 anos quando de minha primeira ida ao Beira Rio, junto de meu pai, meu irmão, minha irmã e minha mãe. O jogo era Inter e Atlético PR.
O resultado foi no mínimo traumatizante para uma criança que ia ao seu primeiro jogo e assistia ao “poderoso” colorado de Marcelo Vita e CIA ser goleado vergonhosamente pelo adversário paranaense.
O trauma foi diminuído pelo fato de que não havia em mim um referencial de torcedor (ao menos não naquele momento) talvez pela pouca idade. O certo é que meu pai me questionava durante o jogo do porque de eu não estar assistindo a partida.
Minha mãe respondia por mim dizendo sempre que eu tinha apenas cinco anos e que isto por si só justificava o pouco interesse. A verdade era outra! Eu estava prestando a atenção sim, só que nos repórteres “atrás do gol”, acompanhando pelo radinho a pilha tudo o que diziam.
Bem… Este era eu, aos cinco anos sonhando com a carreira de radialista (a qual tentei, mas não deu certo) com especial afeto pelo narrador. Situação que chegava a ser hilária. A professora perguntava no colégio o sonho dos alunos e recebia de resposta, cinco desejos de ser o homem aranha, vinte e poucos de ser o super homem, uns dez querendo ser o batmam e…
EU QUERIA SER O RANZOLIN!
Lembro de memoráveis jogos (pelo menos para mim) no campinho da vila, onde eu ficava em cima de uma arvore narrando alto e em bom tom o jogo da “gurizada”.
Bons tempos aqueles.
Depois dos dezoito anos, comecei a beber e a fumar alias depois dos dezoito anos começou tanta coisa na minha vida que acabei indo com muita sede ao pote, mas isto é outra historia que talvez conte um dia. O importante a ressaltar é que com a chegada dos vícios, o fôlego não foi mais o mesmo e mudei o sonho… Passei a querer ser o Ruy Carlos Ostermann!
Com este ideal eu me manteria no futebol, não precisaria de “tanto fôlego”, mas precisaria melhorar e muito meu vocabulário. Tratava-se do Professor Ostermann!
Decidi ingressar em cursos de radialismo e locução, bem como dicção e oratória. Tudo isto para descobrir que Ruy é formado em filosofia!
Acho que não deu certo, mas concordo com o escritor Assis Brasil, quando disse…
“Se em algum momento conhecerem alguém que da noite para o dia melhorou a fala e a forma de escrever, podem ter certeza… esse alguém leu o Ruy”.
Assis Brasil estava certo.
Um abraço.
criado por poetacronista
07:53:52 — Arquivado em: 

Comentário por Leonardo Halfen — sexta-feira, 30 de novembro de 2007 @ 01:06:17
Hoje em dia vale muito mais a pena escutar o Gaucha Entrevista do que o Sala de Redação. O professor sempre será referência, ensina para Wianeys e muitos outros tantos a comentar e a enxergar realmente futebol. Um filosófo analisando futebol. Nada mais brilhante. Assim sempre será ele. Quanto ao Ranzolin só me lembro de uma narraçao dele foi Gremio x Nacional (COL) na final da libertadores. Hoje temos Pedro Ernesto. Folclorico mas nem tao bom profissional quanto ao Ranzolin, pois o velho mestre se retirou definitivamente das rádios. Podiamos falar tambem de Candido Noberto, Joao Saldanha e outros tantos. Mas sempre bom ter pelo menos uma cronica que lembre dos mestres!!
Abraços!