terça-feira, 27 de novembro de 2007
Os males de meu radicalismo

Minha infância foi regrada por radicalismo de idéias.
Todas provindas de meu pai e algumas até de minha mãe que mesmo tendo sido uma mulher centrada tinha lá seus repentes de megalomania. O pai sempre foi, e ainda o é, um ser fantasticamente culto e inteligente, mas injusto. Extremamente injusto.
Falo de injustiça doméstica, injustiça para consigo mesmo. É daqueles homens que deixou, ou melhor, abriu mão de uma vida “melhor definida” apenas pelo radicalismo inconseqüente de suas opiniões. E eu criado neste berço autoritário aprendi desde cedo a idolatrar todo e qualquer tipo de personalidade.
O radicalismo!
Este sem dúvida é o responsável pela idolatria, seja ela pela música, pelo futebol ou até mesmo literatura.
Ou idolatro, ou detesto!
Nunca direi que simplesmente gosto. É simplista demais!
Portanto vamos lá…
Eu adoro futebol!
Eu odeio o torcedor!
Eu adoro MPB
Eu odeio Beatles!
Eu odeio todas as bandas cover dos Beatles!
Eu adoro todos os poetas nascidos após a década de 70!
Eu adoro todos aqueles que lêem meus textos!
Eu odeio comunismo!
Eu adoro ver o Chaves!
E odeio, odeio admitir isto também.
Um abraço.
criado por poetacronista
07:30:31 — Arquivado em: 
