segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Mulher descrita em prosa

A beleza da mulher define a vida envolta em tristezas, não como quem plagia Vinicius, mas na certeza de ser triste por bela apresentar-se a todos nós.
A “mulher ser”, a mulher de um viver obrigado e necessário, por ser nela, a luz dada a toda existência humana.
Seria leviano, aproveitador, usando metáforas para descrever a grandeza desta existência e talvez voltasse ao plagio levando David Coimbra, mas do que a serio.
Hoje acordei fazendo “ode” a mulher. Gosto de escrever ao “sexo maior”, desde que, não escreva na hipócrita data chamada “dia internacional”, nestas horas me calo. Mas hoje descrevo sua importância, chego a ser vago ou até montado em redundância ao dizer que amo este ser que me fez poeta.
A musa, a mãe, a mãe de meu filho, a dona de um peito em exílio e até mesmo a companheira e amiga. Todas foram mulheres de relevância, mulheres com historia, mulheres que me atraem por serem femininas, às vezes nem tanto, mas com a proeza de me levar aos prantos definindo esta condição.
A admiração começa no semblante disposto em curvas, na magia do sorriso que descortina lábios, que aumenta meus presságios que teimo em chamar de inspiração, em versos e contágios.
Depois a admiração passa para o contexto mais concreto, a luta, a batalha deste ser guerreiro. Um ser tentador, maiúsculo e aterrador que consegue dominar sem expor o dedo em riste. Consegue dissimular de forma lúdica a inspiração de um poeta, que pensando nela, abandona o poema e passa a escrever em prosa.
Sempre a mulher nos caminhos tortuosos de um homem, que vive por ela a chorar insistindo em dizer que não.
Um abraço.
criado por poetacronista
09:31:01 — Arquivado em: 
