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poetacronista.blogspot.com

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Voltei das férias,

E olhem que não foi só dela,

Voltei também do retiro de meu ser.
Voltei como não posso entender,
como também irão querer saber,
ao menos onde andei fugindo assim.

Hoje de volta, retornando ao caminho de ruas tortas,
e porque não, sem destino ou opinião,
teimo em trair a mim.

Outrora também havia retornado assim!
Desencabulado, desnorteado e estrangulado
pela vida que sorriu pra mim

Nos outros retornos
que marcados foram por abandonos
me tornei o ser atual

Agnóstico, cético e afoito.
Louco para ser ateu,
mas pecando em paradoxo
por pretender ser o próprio deus!

Hoje retornei,
hoje virei um rei,
talvez o rei da galhardia
o rei da boemia que até esta abandonei.

Voltei de férias
Voltei em estréia
E preparam-se

Voltei afim

Um abraço.

criado por poetacronista    16:01:41 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Apenas compartilhando

Mais uma seletiva de poemas superada!

Agora foi a vez da antologia de poemas dedicados a alguém especial. Inscrevi-me com o poema que dediquei a meu filho e não deu outra… Selecionado com o poema publicado no livro abaixo

Já havia conseguido o mesmo feito com outro poema meu “arco-íris” o qual também foi publicado

Como disse de antemão, hoje foi apenas para compartilhar.

Um abraço.

criado por poetacronista    10:36:34 — Arquivado em: Sem categoria

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Aborto… sim ou não?

 

 

A culpa é só dos pobres?

 

O governador do Rio de Janeiro afirma ser contra o aborto, mas pretende institucionalizá-lo, como forma de reduzir a criminalidade em seu estado.

Disse ainda que a taxa de natalidade na zona sul carioca (elite) é européia! 1,2 filhos por casal, e que na zona norte (classe baixa) é catastroficamente alarmante!

Afirmou de forma publica que a grande taxa de natalidade nas favelas é “uma fabrica de marginais!”.

Não estou aqui para condenar o governante em questão, mas acho que deveria ter mais cuidado com o que diz.

E quanto ao aborto?

Eu sou a favor. Não para diminuir a criminalidade, mas sim por crer ser um direito da mulher.

Ou podemos obrigar alguém a ter filhos que não deseja?

Já sei até o que irão me dizer!

Um abraço.

criado por poetacronista    10:07:11 — Arquivado em: Sem categoria

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O amor é destrutivo.

Alguém duvida?

Quando estamos sós, queremos e vamos em busca de alguém, mas e quando encontramos? Em quase todas as situações nossos planos e objetivos, ou são deixados de lado para simplesmente vivermos aquele amor, ou ainda, traçamos novos objetivos em uma visão estritamente conjugal.

O amor é bom quando sentido!
Mas é ruim, mesquinho, egoísta e destrutivo, em se tratando, de sentimentos objetivados.

Não tenho duvida que se o tal do amor fosse pessoa, seria condenada a pena de morte. Sem falar é claro que estaríamos, então tratando com alguém sem educação, sem gentilezas e desprovido de toda e qualquer finesse.

Este é o amor, ao menos na visão de um convicto apaixonado, que lamenta apenas o outro lado deste sentimento infame.

Ah… Claro… Existem aqueles que são capazes de doutrinar o tal do amor. Aqueles que conseguem realmente ditar as regras.

Mas estes…

Não caracterizam ou constituem qualquer tipo de maioria.

Eu amo todos vocês.

Um abraço.

criado por poetacronista    09:25:31 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Para toda a eternidade.

 

Logo cedo, João e José começaram a discutir.

Todos levando a vida com naturalidade, mas eles não!

Teimavam em “percorrer” dias discutindo como forma de provar quem estava com a razão. Eram pessoas convictas, daquelas que teimam, mas não “arredam o pé” de suas teses mirabolantes.

O sol descia, a lua subia e assim iam e vinham os dias, crianças envelheciam, idosos morriam e João e José ali… Apenas discutindo. Com o passar das décadas as pessoas começavam a estranhar até mesmo seus nomes. João e José não eram mais nomes usuais, não era mais comum em um mundo que mantinha a tecnologia como forma de nomear e criar seus filhos. O comum agora eram nomes com a terminação “.com.br”.

A vida na terra não era mais a mesma, ou melhor, sequer o planeta era conhecido como terra. Isto tinha ficado “séculos” atrás. Agora o planeta era conhecido como “29º elemento” devido a sua posição na via Láctea! É… Já tinham descoberto mais planetas na galáxia e o que antes era a terra, agora era o 29º elemento! Mas enfim, lá estavam os dois… João e José discutindo!

Não dormiam, não comiam nem bebiam, apenas discutiam quem estava com a razão, e desta forma eternizavam a cada dia e a cada ano, suas teses sobre tudo. Provaram ao mundo através de seus escritos, depois hologramas, que apesar de não saberem quem estava realmente com a razão, suas opiniões jamais seriam esquecidas. Assim como havia sido com os pergaminhos de Shakespeare, ou ainda, nas teses mirabolantes de Einstein.

Conseguiram provar que por mais que não se tenha certeza, a convicção perpetua a opinião e isto nenhuma geração esquece. Os anos e os séculos continuaram correndo em busca do infinito, e o planeta 29º, aproximando-se perigosamente do sol, até que então, sucumbiu diante da insuportável temperatura do astro rei.

Após milhares de anos, outras civilizações enviaram sondas pelo espaço, para investigar imensos corpos estelares que sobraram daquilo que um dia fora chamado de planeta terra.

Todo o universo descobriu que ali havia existido vida, ao encontrar as discussões de João e de José.

Um abraço.

criado por poetacronista    09:47:03 — Arquivado em: Sem categoria

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Sou individualista sim, e daí?

 

Prefiro não brigar!

 

Acostumei-me desde a infância em ser chamado de revoltado.

Sabem de onde parte minha maior revolta?

Da forma subserviente que as pessoas convivem com a impunidade de nosso país, ou ainda com as “mentiras” que nos foram contadas desde cedo.

Pois podem me chamar de revoltado!

Podem me chamar de individualista!

Continuo afirmando que para mim o “individualismo egoísta”, é a melhor e maior forma de coletividade. Exemplo:

A ultima “condenação” que recebi foi a de ser “poeta-solo”.

E quem foi que disse que “poetas organizados” divulgam mais a poesia do que um “solo”?

Quem aumenta a circulação e divulgação da poesia?

É estou perguntando isso mesmo!

Analisem e tirem suas conclusões.

40 poetas reunindo-se e divulgando a poesia uns para os outros, nos dão o que?
Simples! Dão-nos a reunião de poetas em uma imensa e soberba briga de vaidades!
Agora… Se os mesmos 40 poetas fizessem recitais, eu disse R E C I T A I S! Em casas separadas, levando a poesia aos “não poetas” não nos dariam uma maior divulgação de suas obras?

Ou será que estou errado?

Um abraço.

criado por poetacronista    09:54:49 — Arquivado em: Sem categoria

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Devolvam o livro

 

Feriram minha dignidade.

Nossa civilização caminha para os maiores níveis de preocupação existentes no planeta. O que leva pessoas a roubarem o livro que Drummond oferece a Quintana na estátua de bronze da Alfândega?

Por diversas vezes parei defronte as estatuas para ver pessoas tirando fotos, ou então crianças brincando perante as imagens daqueles que transformaram a poesia em minha forma de viver.

 

E agora?

 

Agora será restaurada a obra! Nunca mais será a mesma, não direi mais ao meu filho que ali estão os bustos esculpidos de Drummond e Quintana, e sim a “restaurada obra” devido aos vândalos de uma cidade que não dá valor ao que tem.

 

Sendo poeta fiquei triste, estou revoltado e ainda tenho que agüentar homens no rádio dizendo ser os pais os culpados pelas atitudes dos filhos.

 

Pode até ser, mas o que importa agora não é palestrarmos para pais e amigos, e sim punir aqueles que roubaram o livro do Drummond.

Um abraço.

criado por poetacronista    09:45:21 — Arquivado em: Sem categoria

sábado, 13 de outubro de 2007

Jogo de taco

 

Acordei meio ranzinza.

Reclamando de tudo a minha volta. Achei que as paredes deviam estar mais brancas, assim como os móveis que estavam sujos. Não falo de poeira, achei eles sujos mesmos, sabem… Aquelas crostas de sujeira? Pois é, percebi farelos pelo chão, e sem falar nos azulejos do banheiro, um horror! Então decidi sair para ”pegar um ar” antes de criar a coragem de iniciar a faxina.
Quando cheguei no portão do meu prédio olhei para o pátio da escola que fica em frente e vi garotos jogando taco! É… Taco, com direito a latas de azeite para substituir a “casinha”. Exatamente como jogava em minha infância, com lata de azeite! Meu pai sempre dizia que no seu tempo as casinhas de madeira eram melhores, mas eu nunca descobri o que eram as tais casinhas. Divertido mesmo eram as latas de azeite.
E ali estava eu, assistindo os garotos jogando taco. Sentei-me na calçada e fiquei rindo sozinho, sempre com o cuidado para que não vissem minha alegria e chamassem-me de louco. O pior seria se me chamassem para jogar junto, não! Não conseguiria passar pela vergonha de ouvir algo do tipo… “ei tio quer jogar com a gente?” tio? Não, realmente não suportaria tal vergonha. Mas para aí… seria pior ainda se me chamassem de coroa, não é? É! Coroa seria pior.
Mas enfim, fiquei assistindo, e a esta altura não enxergava mais o que ocorria na quadra do colégio. Apenas ouvindo as vozes da “gurizada” e retornando a adolescência nas fantásticas partidas de taco! Será que depois iriam jogar bulita? Ou quem sabe sela?
O importante é que voltei para casa sem a revolta que me tirara do apartamento, e pude perceber que não existia sujeira alguma.
Preciso “pegar um ar” mais vezes.

Um abraço.

criado por poetacronista    11:53:07 — Arquivado em: Sem categoria

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Maquiagem Definitiva

 

Existe forma de remover?

 

Sempre gostei de tatuagem, talvez por isso explique as seis que já fiz e as vinte e tantas que pretendo ainda fazer. Mas confesso que não esperava fazer tatuagens que outras pessoas já tivessem feito, gostaria sempre de obter exclusividade, naquele simples, porém existente brilhantismo de meu ego… Típico de um leonino metido.

 

Acho que não deu certo, ou melhor, tenho certeza que não. Tenho varias tatuagens (que não são as seis que já relatei) “repetidas” com a população de nossa nação. Falo da memória, e o dos passos tatuados pela hipocrisia corrupta de nossos homens públicos. Agora o ruído nos bastidores da ilha da fantasia (pro seriado só falta Ricardo Montalban) parte de encontro com a possibilidade de Renan Calheiros renunciar, para não perder os direitos políticos.

 
Isto não é tatuagem, ta mais para maquiagem definitiva sem direito a seções de lazer para removê-la. Mas como amigos já me disseram, a vida segue e não posso prejudicar minha saúde com o estresse de costume.

 

É… Talvez seja esta a certeza que leva nossos políticos a continuarem aprontando pra cima de um povo sem cultura, (Porto Alegre bate recordes de vendas de livro, mas ostenta os últimos lugares no ranking das cidades que lêem os livros que compram), sem educação (como diria com muita propriedade meu amigo Leo Halfen, não preservamos sequer nossos patrimônios, ou melhor, depredamos tudo o que temos - http://leonardohalfen.blogspot.com/ ) e por ultimo… Um povo sem preocupação (o que é ainda pior).

 
Não! Desculpem os amigos, mas continuarei externado minha revolta e acreditem… Só não vou embora por falta de condições. a única saída que me resta é seguir com minhas tatuagens na esperança que alguma cubra as marcas que não pedi.

 

Um abraço.

criado por poetacronista    16:32:26 — Arquivado em: Sem categoria

Cuidado que vem chuva!

 

e quem não usa guarda-chuva?

 

Hoje é o típico dia que me visto de poeta para uma festa a rigor.

O tempo nublado, como se os cavaleiros do apocalipse estivessem pensando qual dos quatro vai sair para brincar primeiro.

 

O horizonte pedindo para virar poema – com todos os predicados de um soneto do passado – as ruas movimentadas por pessoas que não sabem se serão surpreendidas por gotículas, ou a inundação será comprometedora para o seguimento de seus dias.

Uma quarta-feira que às vezes esqueço (para quem ta de férias é sempre sábado) e tenho que ir a banca para saber o dia, na capa de um jornal.

Acho que não dormi bem, acordei convicto que terminaria o terceiro capitulo de meu romance e acabei escrevendo uma crônica para me desculpar por não ter sido poesia.

Creio que devo terminar por aqui, mesmo que de forma prematura, ou então irei chegar em casa precisando de roupas secas.

Um abraço.

criado por poetacronista    11:50:24 — Arquivado em: Sem categoria
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