quinta-feira, 23 de agosto de 2007
CARTA AOS AMIGOS

O importante é ser feliz.
Não deveria ser uma crônica, talvez nem será, mas começo a escrever com o interesse de descrever os acontecimentos de uma memória hiper ativa. As coisas e os fatos sempre me levaram à estupidez humana e suas causas, e desde então, me tornei um ser revoltado com tudo e todos a minha volta.
Hoje no auge de meus trinta e um anos, voltei a conversar com o id e o ego, voltei a questionar a inútil dependência que os seres possuem em manter suas crenças e religiões. Confesso que sou um ateu diferente, ou talvez, seja esta minha maior pretensão.
Onde me considero diferente? Talvez (perdão por tanta incerteza) a diferença esteja no fato de crer em uma força responsável pela criação do universo, mas ter a convicção que a mesma não enviou tábua com mandamentos, não mandou o filho para a morte e nem ensinou os “filhos” a viverem em harmonia.
É apenas uma força. Não fala, não anda, não perdoa e sequer pensa. Age por força de seu instinto e natureza. Já a vida humana é regrada por políticos e religiosos, e às vezes, até por políticos-religiosos, o que na minha opinião é bem pior.
Quando parei para escrever este texto, confesso que estava convicto de mais uma crônica revoltada como aquelas que escrevo de costume, mas hoje farei diferente. Não posso externar minhas opiniões com extremismo, nem tão pouco com termos ofensivos e debochados, também não posso reclamar da falta de liberdade de expressão. Ela existe sim! Basta saber como falar as coisas, como externar os pensamentos e idéias, mesmo que isto cheire a excesso de eufemismo.
Enfim, não tolero a razão para qualquer tipo de crença, mas é obrigatório que se defenda o direito de alguém crer, ou eu estaria utilizando a proibição do pensamento como forma de conquistar a liberdade de expressão! Seria paradoxalmente ridículo!
Onde está a necessidade das pessoas crerem em algo ou alguém? Talvez o cristianismo seja necessário para a manutenção da paz no mundo…Talvez não. O certo é que aqueles que acreditam em deus jamais (eu disse jamais), irão me convencer da existência de um deus pai, porém…Eu também não irei conseguir provar sua “não existência”.
Pelo bem da humanidade e de seu convívio, chamem de deus o que eu atribuo às forças da natureza. Chamem de cristo aquele que eu chamo de grande filosofo alienígena (calma… antes de me chamarem de louco, lembrem da minha liberdade de expressão) e por fim, que deus ilumine seus caminhos, porque aqueles que acreditam… Precisam de sua proteção.
Um abraço.
criado por poetacronista
13:04:08 — Arquivado em: 
